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DOIS COELHOS




FODACIONAL

O único fato que me incomoda neste filme é não ter descoberto ele antes. Nacional e com toques hollywoodianos, só o assisti há pouco tempo e, conversando com uns amigos, pude perceber que muita gente ainda, infelizmente, nem sabe que o filme existe.

Edgar (Fernando Alves Pinto) tem um plano. O nosso anti-herói (um cidadão comum) tem o plano de pegar assassinos e corruptos numa cajadada só. Após passar uma temporada em Miami, Edgar assim como a maioria de nós brasileiros, cansou da impunidade em nosso país e decide fazer algo de bom com a sua inteligência.

Claramente inspirado em filmes de Tarantino, Afonso Poyart fez um belo trabalho em seu longa metragem de estreia. Além de diretor é também o responsável pelo magnífico roteiro do filme, cheio de explosões, tiros e bom humor. De nomes famosos do grande público, apenas Alessandra Negrini, Taíde e Caco Ciocler completam o elenco que está super afinado e não deixa nada a desejar - às vezes dá até a impressão de que não existe texto, que é tudo no improviso. Também não poderia deixar de citar os excelentes grafismos e trilha sonora que dão o tom jovial-urbano de um vídeo clipe que a trama brinca.

Dois Coelhos é literalmente uma surpresa foda. Com ritmo ultraveloz não-linear, a sequência exige a mesma velocidade do espectador para as reviravoltas do mundo do crime e da corrupção. Para todos os públicos, um filme que merece ser visto e elogiado; para aqueles que ficam tentando adivinhar final de filme, uma pegadinha - se seu plano é esse... hahaha.

Desista e se deixe levar pela narrativa!Definitivamente, entrou fácil para a minha lista de filmes favoritos.
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JOHN CARTER



UMA NOVA FRANQUIA?

Os fanáticos pela série Star Wars podem até discordar de mim, mas com a ambientação e as lutas de John Carter: Entre dois mundos, fica inevitável a comparação. Como eu não sou fã de Star Wars, fico com John Carter que tem por trás de tudo isso, uma história simples e uma bela história de amor.

O filme conta a história de John Carter (Taylor Kitsch) que, ao encontrar uma caverna e um misterioso homem com um medalhão, se vê transportado para Marte. Capturado por estranhos seres, logo ele descobre que Marte está para ser dominada e conhece a princesa Dejah Thoris (Lynn Collins) que está prestes a se casar forçadamente com um dos vilões da história influenciado pelo (verdadeiro) vilão Matai Shang (Mark Strong). Na dúvida se deve realmente brigar por uma causa que não lhe pertence, o roteiro vai se desenrolando com várias cenas de ação e surpresas.

No início a história é meio confusa e nada é explicado, mas logo se percebe que isso é um ponto a favor do filme que não enrola; o roteiro segue sempre adiante e no fim tudo se encaixa. Os efeitos especiais são um show e bem utilizados; dos raios e naves aos estranhos seres à la Avatar. Aliás, uma curiosidade: A criação dos seres é da mesma produtora que criou os na’vi – a Legacy Effects. A trilha é ótima e aqui também não poderia deixar de citar a coerência na interpretação e a ótima forma física do protagonista – Taylor Kitsch está uma coisa louca de dois mundos. (ridículo trocadilho - rs)

Apesar da história se mostrar moderna, o filme é baseado no romance A Princesa de Marte’ que foi escrito em 1912 (há cem anos) por Edgar Rice Burroughs – mesmo criador de Tarzan. Ficou o desafio (e muito bem cumprido) para o diretor Andrew Stanton que até então só tinha dirigido filmes de animação (excelentes, por sinal) como Procurando Nemo e Wall-e. Por tudo isso, posso dizer que John Carter: Entre dois mundos é um filme que vale a pena ser visto.
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GUERRA É GUERRA



MAIS DO MESMO

Um filme totalmente previsível. Mais um sobre dois amigos que se apaixonam pela mesma garota. O que tem diferente em Guerra é Guerra... Deixa eu ver... Nada. Não estou dizendo que é um filme ruim, apenas que é mais do mesmo. Mudam-se os atores, coloca um texto engraçadinho e tá tudo certo. Está pronta a fórmula para ganhar uns milhões de dólares de bilheteria.

Reese Witherspoon (tudo bem! também não sei pronunciar esse nome), Chris Pine e Tom Hardy são os protagonistas de Guerra é Guerra que tem a produção de Will Smith. FDR (Chris Pine) e Tuck (Tom Hardy) são mais que uma dupla na CIA; são amigos até conhecerem Lauren (Reese Witherspoon). Enquanto um não passa de um mulherengo, o outro faz a linha pai separado romântico. À medida que vão se apaixonando, a amizade vai enfraquecendo e eles utilizam a inteligência da CIA para tirar vantagem e conquistar definitivamente o coração da loirinha que ficou de escolher um dos dois em uma semana enquanto fica em crise por estar saindo com dois caras ao mesmo tempo ‘sem eles saberem’.

Paralelo a isso, como pano de fundo beeeeeeeeeeeeeem fundo, tem a história de combate à máfia russa que FDR e Tuck estão investigando. Por mim, o filme ficaria até melhor sem isso. O roteiro é de Timothy Dowling e Simon Kinberg; este último é o mesmo roteirista de Sr. e Sra. Smith e quando você assistir (caso vá) vai ver logo as semelhanças.

Apesar do trio queridinho da América protagonizar o filme, as falas mais engraçadas ficam por conta da descolada irmã de Lauren, com suas dicas e lições sobre relacionamentos. Serve como ‘Sessão da Tarde’ e dá pra você dar umas risadinhas. Para encerrar, deixo aqui o meu protesto contra o final do filme.     
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FÚRIA DE TITÃS 2



DEUSES TAMBÉM MORREM


Depois do mal sucedido Fúria de Titãs, esperava-se que o segundo filme não fosse vir tão cedo, mas... dois anos depois do primeiro, Fúria de Titãs 2 veio com a nova direção de Jonathan Liebesman para tentar agradar.

Dessa vez, na interessante cultura mitológica, o semideus Perseu (Sam Worthington) filho de Zeus (Liam Neeson) tenta levar uma vida normal de pescador ao lado de seu filho Helius. Zeus tenta alertá-lo que um perigo iminente, mas o mesmo se recusa a lutar até descobrir que Zeus foi capturado pelo próprio filho Ares (Édgar Ramírez)o deus da guerra (logicamente, irmão de Perseu) e por Hades (Ralph Fiennes). O plano é roubar a força de Zeus e ressuscitar o deus Cronos que depois aparece gigantemente no melhor estilo vilão de Power Rangers. Para impedir a destruição do mundo, Perseu reúne a Rainha Andrômeda (Rosamund Pike), o também semideus Argenor (Toby Kebbell)filho de Poseidon e o Deus caído Hefesto (Bill Nighy).

À procura de Zeus, os personagens parecem personagens de videogame tendo que enfrentar labirintos e alguns monstros, como os ciclopes e Minotauro. Não se sabe porque a rainha Andrômeda foi junto enquanto Argenor também foi para fazer piadinhas (sem graça) e levar descontração para a difícil missão de salvar o mundo. Péssimo! Apesar disso, Perseu protagoniza algumas boas cenas de ação que, com os efeitos especiais e o uso do 3D, conseguem prender um pouco a atenção do espectador.

Os atores não se destacam e o roteiro assinado por Dan Mazeau e David Johnson tem uma história fraca e cheia de buracos. Se não fosse o 3D eu até diria que Fúria de Titãs 2 é um filme desprezível.
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BATTLESHIP: A BATALHA DOS MARES




O FILME DE RIHANNA


O nome do filme é Battleship: A batalha dos mares, mas também pode ser chamado como ‘o filme de Rihanna’ - primeira aventura cinematográfica da cantora. Não é o meu tipo de filme preferido, mas agrada pelos efeitos e dinamismo.

Os norte-americanos mandam mensagens via satélite para outro planeta e praticamente convidam nossos coleguinhas para uma visitinha. Só que eles não são do bem. Com arsenal tecnológico estilo Transformers e enorme poder bélico, os alienígenas vem para destruir tudo sem explicação, sem motivo... Só querem saber de atirar e matar. No começo tudo é muito chato e um pouco engraçado, mas com o decorrer da sequência, a gente vai se envolvendo só pelo fato de torcer pela raça humana e nem liga mais para os absurdos que são mostrados.

Vocês já viram um bote salva-vidas ser mais forte do que um navio de guerra? rsrs. Muita mentira e muita ação, assim eu resumiria o filme de Rihanna. Ela, vivendo uma combatente da marinha norte-americana, fala algumas poucas frases curtas sem expressão e seu boné a acompanha até o fim do filme. Ela cai, nada, corre e seu boné continua lá. Toda vez que ela aparece, sentia que ela ia cantar e dançar como nos seus clipes (sempre ótimos, por sinal).

A direção é de Peter Berg e Taylor Kitsch está bem no papel, interpretando o anti-herói Hopper que, mesmo despreparado e desacreditado precisa assumir o comando da guerra. A trilha sonora não faz sentido algum em algumas cenas, mas os efeitos especiais são maravilhosos. Creio que se existisse a versão em 3D, a questão técnica estaria bem próximo da perfeição – aliás, não entendo porque não fizeram em 3D. Será que gastaram toda a verba com Rihanna? No mais, uma boa dica para entretenimento.

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SHERLOCK HOLMES - O JOGO DAS SOMBRAS



IT'S NOT THE END

Sherlock Holmes é um personagem de ficção da literatura britânica criado em 1887 pelo médico e escritor britânico Sir Arthur Conan Doyle. Holmes é um investigador do final do século XIX, que aparece pela primeira vez no romance A Study in Scarlet (Um estudo em Vermelho). Sempre muito inteligente, Holmes entende de tudo um pouco e é detalhista a ponto de saber tudo de um crime só pelo cheiro do ambiente.

Inteligente, engraçado e com a dose certa de Don Juan, o Homem de Ferro Robert Downey Jr, ao lado do Jude Law – que interpreta seu amigo inseparável, Sherlock Holmes garante doses exatas de ação e humor inteligente.

Muitos dizem que o diretor do filme (Guy Ritchie) acabou com a história e descaracterizou a figura de Sherlock Holmes. Confesso não conhecer toda a história deste personagem, mas dou os parabéns pelo belíssimo filme que me proporcionou bons minutos de entretenimento, apesar de não ser totalmente fã de filmes com pancadaria.

Sherlock Holmes – O Jogo das Sombras é o segundo filme da série que em seu primeiro filme já havia me encantado. Agora, com os atores bem mais afinados com os papéis, os heróis precisam salvar o planeta de uma terceira Guerra Mundial. A história em si não é complicada, mas ao decorrer da investigação, o vilão Professor Moriarty (interpretado por Jared Harris) vai desafiando o protagonista num duelo de inteligência bastante interessante para promover novos fatos e reviravoltas surpreendentes – o que consequentemente gera cenas ótimas e inesperadas.

Os efeitos são um show à parte. O slow motion já muito utilizado no primeiro filme, dessa vez aparece novamente com destaque para a cena da fuga na floresta. Muito bem feita e de tirar o fôlego! Um ótimo filme para quem busca humor e ação requintados.

Detalhe: O terceiro filme da série já está em pré produção. Que bom!
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CAPITÃO AMÉRICA




SIM, SENHOR CAPITÃO!


Quer armas nucleares, efeitos especiais, armas de fogo, explosões, ficção científica, lutas, perseguições e romance? Sim, senhor Capitão! Capitão América - O Primeiro Vingador, o novo investimento da Marvel, tem tudo isso e mais um pouco. Tem de tudo, só não tem sexo.


Capitão América é mais um herói que saiu das revistinhas e ganhou as telonas do cinema. Homem de Ferro e Thor já tiveram seus filmes isolados e agora, Capitão América (o primeiro herói da Marvel – criado em 1941) encerra a narração da vida particular dos heróis que formam uma espécie de ‘liga da justiça’. Ano que vem a Marvel irá reunir esses heróis e lançar “Os Vingadores” – filme tão aguardado pelos fãs das histórias em quadrinhos. Por isso, o subtítulo do filme.


O nome ‘américa’ soa como ufanismo e isso pode afastar algumas pessoas do cinema, mas o filme não expõe diretamente esse lado... digamos, ‘chato’ dos norte-americanos; de querer impor seu ‘poder’ sobre o mundo. Algumas coisas ficam por conta da interpretação de cada um; não vou aqui discutir as minhas ideologias. O filme conta a história do super herói que, querendo ou não, leva este nome e, de certa forma, quer mostrar e reforçar o patriotismo/soberania americana. Eu falei que não ia expor as minhas ideologias... rs


Capitão América se passa durante a Segunda Guerra Mundial e conta a história do franzino Steve Rogers, interpretado por Chris Evans. Ele sempre sonhou em entrar para o exército americano só que foi sempre reprovado por ser magro e pequeno até que um dia o cientista alemão Abraham Erskine (Stanley Tucci - o parceiro de Cher em ‘Burlesque’ e o amigo de Miranda Pretsley em ‘O diabo veste Prada’) o aprova e o escolhe para testar a sua fórmula para fazer um ‘super soldado’ por admirar a sua bondade e a sua determinação.


O garoto franzino, após passar pela máquina ultra moderna (digna do ano de 2075) do Dr. Erskine, se transforma no alto, forte e (porque não dizer) gostosíssimo Capitão América que logo começa a ser vendido como um produto em espetáculos teatrais para financiar os EUA na guerra. Ao tentar encontrar seu amigo numa prisão mantida pelo vilão Caveira Vermelha (Hugo Weaving) que, rompe as suas relações com o nazismo e tem planos de destruir o mundo (Ohhhhhhhhhhhhhhh!), Steve entra de vez na guerra, garantindo ótimas cenas de ação e aventura que, para os mais impacientes, até demoram de acontecer.


Com tantas e ótimas cenas de ação, até senti que o 3D poderia até ser bem melhor aproveitado, mas o mais curioso de tudo é que o super franzino é o próprio Chris Evans. É que neste filme foi utilizado a mesma tecnologia de ‘O curioso caso de Benjamin Button’ para fazer a transformação no ator. Impressionante.


Um ótimo filme em um ótimo momento para os nossos coleguinhas da América de cima que estão precisando elevar a moral.

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