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AMOR



Pela primeira vez vou fazer isso aqui. Recomendar um filme que não consegui terminar de assistir. Desculpa, mas ainda não evolui o bastante para lidar com os dramas que Amor aborda. Dei pause e entrei em prantos.

Feito para sentir, Amor é um filme necessário. Vejam. Vejam mesmo. 

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JOHN CARTER



UMA NOVA FRANQUIA?

Os fanáticos pela série Star Wars podem até discordar de mim, mas com a ambientação e as lutas de John Carter: Entre dois mundos, fica inevitável a comparação. Como eu não sou fã de Star Wars, fico com John Carter que tem por trás de tudo isso, uma história simples e uma bela história de amor.

O filme conta a história de John Carter (Taylor Kitsch) que, ao encontrar uma caverna e um misterioso homem com um medalhão, se vê transportado para Marte. Capturado por estranhos seres, logo ele descobre que Marte está para ser dominada e conhece a princesa Dejah Thoris (Lynn Collins) que está prestes a se casar forçadamente com um dos vilões da história influenciado pelo (verdadeiro) vilão Matai Shang (Mark Strong). Na dúvida se deve realmente brigar por uma causa que não lhe pertence, o roteiro vai se desenrolando com várias cenas de ação e surpresas.

No início a história é meio confusa e nada é explicado, mas logo se percebe que isso é um ponto a favor do filme que não enrola; o roteiro segue sempre adiante e no fim tudo se encaixa. Os efeitos especiais são um show e bem utilizados; dos raios e naves aos estranhos seres à la Avatar. Aliás, uma curiosidade: A criação dos seres é da mesma produtora que criou os na’vi – a Legacy Effects. A trilha é ótima e aqui também não poderia deixar de citar a coerência na interpretação e a ótima forma física do protagonista – Taylor Kitsch está uma coisa louca de dois mundos. (ridículo trocadilho - rs)

Apesar da história se mostrar moderna, o filme é baseado no romance ‘A Princesa de Marte’ que foi escrito em 1912 (há cem anos) por Edgar Rice Burroughs – mesmo criador de Tarzan. Ficou o desafio (e muito bem cumprido) para o diretor Andrew Stanton que até então só tinha dirigido filmes de animação (excelentes, por sinal) como Procurando Nemo e Wall-e. Por tudo isso, posso dizer que John Carter: Entre dois mundos é um filme que vale a pena ser visto.
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LARRY CROWNE - O AMOR ESTÁ DE VOLTA

Larry (Tom Hanks) é um exemplar funcionário de um supermercado; até já tinha perdido as contas de quantas vezes foi considerado o funcionário do mês, até que é demitido e humilhado por não ter curso superior. Surpreso e cheio de dívidas, mas com uma tremenda vontade de dar a volta por cima, Larry se matricula num curso universitário e, durante as aulas de Oratória, seu mundo fica maior; faz novas amizades e conhece a temida e linda professora Mercedes T-a-i-n-o-t (Julia Roberts) por quem acaba se apaixonando.

Larry Crowne - O Amor Está de Volta é uma despretensiosa e leve comédia romântica roteirizada e dirigida pelo ator protagonista – Tom Hanks. O filme é uma deliciosa história que, juntamente com a interpretação doce e natural de Julinha e Hanks, parece abraçar o espectador, deixá-lo com aquela carinha de apaixonado e sair do cinema sem tirar o risinho da boca.

Julia Roberts dispensa comentários e, juntamente com Tom Hanks formam um par romântico bem divertido. Pela história ser super simples, o que realmente torna o filme bom é o elenco. As (simples) caras e bocas de Julia Roberts são sensacionais.

Apesar do enredo meio ‘Sessão da Tarde’, Larry Crowne - O Amor Está de Volta ainda dá uma lição de vida, mostrando o quanto o estudo é importante para ampliar seus horizontes e que não existe idade para reconstruir a sua vida. Aquela coisa de: ‘Nunca desista!’, ‘Não abaixe a cabeça!’ e ‘Siga em frente’ é bem colocada e, claro... final feliz na certa!








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ÁGUA PARA ELEFANTES


PARA ELEFANTAS


O astro teen Robert Pattinson vive o estudante Jacob, que perto de se formar em veterinária perde os pais num acidente e se vê cheio de dívidas que seu querido pai deixou. Sem perspectivas, Jacob decide sair andando pela estrada sem destino até resolver se jogar num trem que, coincidentemente, passava pelo seu caminho. Esse trem pertence ao circo Benzini, cujo dono é o maquiavélico August (Christoph Waltz). Inicialmente ele ia ser jogado para fora do trem, mas aos poucos ele vai fazendo amizades e ficou até mostrar ao dono do circo que ele podia ser o veterinário dos animais. Vivendo num mundo de ilusão e fantasia de um circo, quem iria se importar que ele não era formado?


Com a concorrência de outros circos e a quase falência dos Benzini, August simplesmente joga fora de seu trem os artistas que ele considera dispensáveis somente para não ter que pagá-los e diminuir as despesas. Ao mesmo tempo em que Jacob vai ganhando a confiança de August, ele vai se apaixonado por Marlena (Reese Witherspoon) - a esposa de seu patrão e estrela principal do circo. Mas o quarteto amoroso só se completa quando August adquire a elefanta Rose, que é considerada a salvação de seu circo, já que a novidade pode levar mais pessoas ao circo.


Rose não é facilmente domável e quase provoca uma tragédia em sua primeira apresentação, daí acontece a cena (única cena) forte do filme – apesar de ser considerado um drama; August dá uma surra na elefanta. A sequência não é mostrada, o que deixou a cena até mais emocionante. Mais visivelmente a partir daí é que August vai mostrando suas diversas nuances de personalidade, o que faz com que o ator Christoph Waltz roube toda a atenção do filme e brilhe como grande destaque.


O filme é carregado pelo nome de Pattinson, já que ‘Água para Elefantes’ é considerado o primeiro filme adulto do ator que tem uma grande leva de fãs, mas o diretor Francis Lawrence parece fazer questão de não explorar o talento do rapaz, se é que existe, é claro!


Pattison acaba levando todo o peso, mas o fato é que, mesmo estando um pouquiiiiinho melhor do que em ‘Crepúsculo’, não há a menor química entre o casal protagonista de ‘Água para Elefantes’. Sinceramente, nem dá vontade de trocer para que Jacob e Marlena acabem juntos. Fora a direção de arte, que retrata lindamente o ambiente dos antigos circos, a atuação de Christoph Waltz e o (mesmo que discreto) discurso em prol dos animais, tudo é muito sem sal; do início à la Titanic até o fim.


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ESCRITO NAS ESTRELAS


ERA PRA SER

Sem dúvida, a mais confusa de todas as histórias de amor que já vi num filme. Escrito nas Estrelas conta uma história de amor que tinha tudo para ser simples ou pelo menos um pouco menos complicada, mas os protagonistas fazem de tudo para complicar. De forma inesperada e louca, de certa forma é isso que na vida real acontece; as pessoas gostam de complicar as coisas.

Jonathan Trager (John Cusack) conhece Sara Thomas (Kate Beckinsale) na correria de compras de Natal ao tentar pegar o único par de luvas pretas que tinha na loja. Os dois logo se apaixonam, mas cada um queria levar as luvas para seus casos amorosos paralelos. Os dois vão para uma lanchonete e se conhecem mais, consequentemente se apaixonando mais até que Sara decide complicar as coisas. Coloca o nome e telefone dele numa nota de cinco dólares e o passa numa barraquinha; escreve seu nome e telefone num livro e diz que vai vender a algum sebo. Pra que isso? Pra deixar o destino trabalhar. Se um dos dois achar o livro ou a nota de cinco dólares é porque ‘eram pra ficar juntos’. Louco, né?

Alguns anos se passam e os dois estão com casamento marcado – cada um em sua relação, mas nunca esqueceram um ao outro e aí a trama se desenrola ainda mais num enredo cheio de coincidências (ou será que foi o destino?).

Sendo bem crítico, Escrito nas Estrelas é mais uma comédia romântica para os apaixonados de plantão, mas a forma de como tudo se desenrola é muito bom e deixa o filme muito interessante. O destino é o principal protagonista deste divertidíssimo filme. A trilha sonora, as locações e os atores estão em total harmonia.

O destino conspirou a favor do filme e garante ótimos momentos de descontração.

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UM QUARTO EM ROMA


UM QUARTO

Primeiro eu pediria para que você desse play no vídeo abaixo. É a trilha principal do filme. Se você ler o texto ouvindo essa música você vai captar todo o sentimento do longa. O nome da música é ‘Loving Strangers’ de Russian Red. Vamos lá!




Numa madrugada de verão em um bairro de Roma duas mulheres se conhecem num bar e andam pelas ruas desertas - Alba (Elena Anaya) e Natasha (Natasha Yarovenko). Esse encontro foi mais além e as duas acabam indo para o quarto de hotel onde Alba está hospedada.

Nesse quarto, as duas se descobrem e descobrem também muitas outras coisas, num sensível jogo de sedução, paixão e sexo; também de verdades e mentiras. Natasha se mostra mais preocupada por causa da sua vida heterossexual fora daquele quarto, mas aos poucos ela vai cedendo aos encantos de uma paixão avassaladora e de uma liberdade que ela jamais havia experimentado.

As duas ficam ali por horas contando seus dramas e transando sem saber o que farão quando amanhecer – já que cada uma seguirá para um país diferente no dia seguinte. Como personagens, somente elas, os objetos, os cômodos e um servente do hotel que aparece umas duas vezes – sem necessidade, eu diria. 99,99% do filme se passa dentro deste quarto, o que dá para dialogar bastante durante toda a madrugada (resumidas em 1h40min da sequência).

Um quarto em Roma é do espanhol Julio Medem, e não traz novidades na trama, já que filmes com esta fórmula ‘casal-quarto’ já foi visto em “In the Bed” (Matias Bize) e até no brasileiro “Entre lençóis” (Gustavo Nieto). A novidade em Um quarto em Roma é o casal de lésbicas que nos fazem fazer parte daquela madrugada e, assim como elas, nos faz perceber que o tempo passa rápido. Com doses de erotismo e sensibilidade, ficamos com um gostinho de quero mais e a trilha sonora é, assim como todo o conjunto do filme, apaixonante.
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A CASA DO LAGO

PALAFITA

Não sei nem por onde começar a falar deste filme que tinha tudo para dar certo, mas... puf! Uma história de amor com Keanu Reeves e Sandra Bullock... só podia dar coisa boa, não é? Não!

O filme se passa com um personagem em 2004 e outro em 2006. Isso mesmo! E eles ainda trocam cartas de amor e tentam se encontrar.

Sandra Bullock é Kate (uma médica solitária) e Keanu Reeves é Alex (um arquiteto solitário). Só isso. Nada demais na descrição dos personagens. As duas estrelas de Hollwood são apáticas na interpretação, quase sem expressões.

A trama é bem diferente e foge aos padrões das comédias românticas vistas todos os dias no cinema, mas a questão é que A casa do lago foi realmente difícil de ser visto por mim. Pela questão dos anos diferentes em que os dois vivem, claro que se cria uma expectativa pra ver se eles vão se encontrar ou não, mas até isso é meio brochante.

Eu até gosto de mamão, mas esse eu não consegui digerir.

Ah tá! E a ‘casa do lago’ é um personagem? Não... nada não... é só uma casa no lago.

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ELE NÃO ESTÁ TÃO A FIM DE VOCÊ


UM FILME A FIM DE VOCÊ

Nove personagens em cena que se entrelaçam. Nove atores conhecidos do grande público e relatos de pessoas comuns que aparecem durante o filme. Tudo isso para fazer com que o público, em especial as mulheres, se identifique ou que pelo menos conheça uma amiga, vizinha, prima que já passou por uma situação semelhante de pelo menos uma das muitas histórias que acontecem durante os 129 minutos desta comédia romântica.

A garota que busca intensamente o grande amor de sua vida, o rapaz que se acha o gostosão, a moça super responsável que não tem tempo para o marido, uma que busca parceiros através das redes sociais na internet, uma que se apaixona por um homem casado, um namorado dedicado... ufa! Apesar de tantas personalidades, tantos personagens e tantas histórias, cada uma é bem explorada e não confunde o público. Mas, a história principal gira em torno de quatro personagens femininas, principalmente em torno de Gigi que após um encontro com um cara, ela fica naquela dúvida se liga ou se não liga e começa a receber a ajuda e conselhos de Kevin. Daí começa toda a ‘paranóia’, onde ela interpreta todos os ‘sinais’ errados (ou não) – como qualquer pessoa altamente romântica.

Ele Não Está Tão a Fim de Você é uma adaptação do best-seller escrito por Greg Behrendt e Liz Tuccillo – isso mesmo! Assim como no filme, os conselhos amorosos de como conseguir um homem são dados por um homem. Resultado: garantiu boas risadas e indicações para todas as minhas amigas solteiras que estão à procura de um grande amor. Mulheres que querem ser a exceção.

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SIMPLESMENTE COMPLICADO


SIMPLES ASSIM

Já era de esperar. Um filme com Meryl Streep não tem como ser ruim. A gente já assiste sabendo que iremos ver algo de bom.

Depois de dez anos de separada, Jane (Meryl Streep) vai para Nova York para a formatura de um de seus três filhos e lá encontra seu ex-marido. Completamente solitária e cheia de questionamentos – como uma adolescente – ela acaba transando com seu ex-marido que, inclusive já está casado com outra mulher bem mais jovem; a mesma mulher que foi a causadora de sua separação. Ela passa de traída a amante do mesmo homem.

Jake (Alec Baldwin) – o ex-marido - está infeliz no novo casamento ao mesmo tempo em que Jane está à caça de um novo amor. E parece ter encontrado: é Adam (Steve Martin), um arquiteto também divorciado, apaixonante e super simpático. Mas talvez não seja o que ela procura. Com o triângulo amoroso da meia idade formado, surge as dúvidas de Jane. Entregar-se a um novo amor ou voltar com o ex-marido e reatar os laços familiares?

Simplesmente complicado é bom entretenimento e consegue tirar umas risadas, muitas por conta do coadjuvante John Krasinski que encarna Harley - o noivo da filha de Jane que descobre toda a confusão amorosa que ela está metida.

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COMER REZAR AMAR


NECESSARIAMENTE NESSA MESMA ORDEM

Este filme é baseado na obra auto-biográfica que virou um best seller de Elizabeth Gilbert. Não li o livro mas fui ao cinema sabendo que era um filme-divã ‘para mulheres’.

Lisa é interpretada por ninguém menos que Julia Roberts que ficou devendo dessa vez uma interpretação mais Julia Roberts. Comer rezar amar (assim mesmo, sem vírgulas) conta a história de uma mulher que foi à Bali atrás de um guru (uma figura esse gurú!) que lhe disse que ela ia perder todo o dinheiro que tinha e que ia ter dois casamentos (um que seria curto e outro que seria longo). Previsões acertadas. Lisa, rica e bem casada, entra numa crise existencial e pede o divórcio do marido que a toma todo o seu dinheiro. Logo depois ela encontra um ator jovem por quem se apaixona e têm sua segunda crise existencial e decide (não sei com que dinheiro) ir para três países em um ano.

Primeiro é o comer; Lisa vai para a Itália e lá se permite engordar. Cenas muito bem produzidas e fotografia ótima. Faz algumas amizades e come que nem uma condenada. Cada massa... de dar água na boca... Na Itália também ela conhece o "prazer de não fazer nada" e, de lá segue para a Índia, local onde ela busca o tão buscado e sacrificado equilíbrio e depois volta à Bali para reencontrar seu guru e amar.

Nessas viagens ela vai aprendendo e refletindo sobre a vida. Não vou contar detalhes do filme que, por sinal achei muito longo sem necessidade, mas vale ressaltar que o Brasil está representado pela Bossa Nova em muitas cenas e por Felipe (Javier Bardem) - um rapaz brasileiro que ela se apaixona e que, inclusive, é até hoje o atual marido da personagem real e escritora do livro – o casamento longo. O segredo é esse... viver comendo, rezando e amando.

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O AMOR NÃO TIRA FÉRIAS


NÃO TIRA MESMO!

Quase tudo que já se escreveu sobre o amor é verdade e, segundo Shakespeare, encontro de amor é uma jornada finda. Com essas frases, começa a irresistível história narrada pela frágil e sofrida Íris (Kate Winslet – sim! Ela mesmo de Titanic...) – uma especialista em amor não correspondido que, há mais de 3 anos é apaixonada e enganada por outra mulher. Ao anunciar na internet sua casa para intercâmbio, Íris conhece Amanda (Cameron Diaz) – outra mulher que está decepcionada com os homens porque acabou de descobrir que seu namorado a traiu ; rica e de personalidade forte, Amanda trabalha muito em sua produtora de trailers de filme para cinema.

Em pleno finzinho de ano... Natal e preparativos para o revéillon, Íris e Amanda decidem tirar férias e uma vai para a casa e país da outra passar duas semanas para fugir do amor. Mas quem disse que isso é possível? rs.

Amanda logo fica entediada e decide desistir da tudo até conhecer Graham (Jude Law) – irmão de Íris; os dois se apaixonam mas não querem admitir devido à distância e ao fato de Graham ter duas filhas. Já Íris, logo se acostuma com a comodidade da mansão de Amanda e se apaixona pelo amigo do ex namorado da dona da casa – Miles (Jack Black); de quebra, ela começa uma linda amizade com um senhor ex roteirista de Hollywood – Arthur (Eli Wallach). Íris descobre como ser uma mulher de garra através das personagens dos filmes que Arthur a recomendava.

O filme, da mesma diretora de Do que as mulheres gostam, Nancy Meyers, é comovente e consegue falar sobre dois assuntos que eu particularmente adoro: cinema e amor. Além de trazer boas reflexões e frases sobre o amor, também traz críticas à Hollywood moderna e faz comentários sobre filmes e trilhas sonoras antigas. A química entre Cameron Diaz e Jude Law é perfeita e Diaz arrasa nas caras e bocas de seu personagem, conseguindo arrancar boas risadas. Sem falar nas cenas em que ela escuta sua vida como trailer de filme são hilárias. Parece e poderiam ser dois filmes totalmente distintos, mas é muito bom ver a forma inteligente e divertida como as coisas vão se encaixando ao longo do filme. Vale muito à pena.

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LUA NOVA

NEW?

A galera teen fica toda ensadecida e não via a hora de Lua Nova estrear desde o fim do primeiro filme da série baseada nos livros de Stephenie Meyer – a nova J. K. Rowling. Eu fui de teimoso ver este filme na esperança de ver alguma novidade e na esperança de tirar minha má impressão do primeiro filme, mas, trocando em miúdos, é a mesma coisa do primeiro; sem nenhuma novidade... A garota Bella (Krinten Stewart) que é apaixonada por um vampiro do bem (que não bebe sangue humano) e que, por isso, deseja que ele a morda e a transforme num deles - só que ele não quer a transformar numa imortal. Esse lenga-lenga dura o tempo todo. Ele a abandona e ela fica deprimida... Coisa de adolescente mesmo! Começa a ter pesadelos e chamar a atenção, inclusive de Jacob - seu melhor amigo que também é um monstro – ele, juntamente com mais três amigos, se transformam em lobos enormes para caçar vampiros.

Todo o furdunço em torno de Robert Pattinson, Kristin Stewart e Taylor Lautner nada mais é da necessidade de se criar novos ícones infanto-juvenis. Isso é perfeitamente notável em certas cenas do filme em que, por exemplo, Edward Cullen (Robert Pattinson) ou Jacob Black (Taylor Lautner) aparecem sem camisa. As garotas da sala do cinema gritavam como loucas, como se estivessem num programa de auditório.

As cenas de lutas, tidas como grandes cenas cheias de efeitos especiais também não têm nada demais. O filme é todo num mesmo ritmo; até nas cenas de luta e perseguição... tudo em câmera lenta... não tem um ápice; é todo morno e, por muito custo, não caí no sono.

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DE REPENTE CALIFÓRNIA


Havia ali um querer do querer. Sinto que antes sequer de ter visto as imagens, havia estar perto de um momento delicado. Foi isso que senti ao ver o filme De repente, Califórnia (Shelter). Sim, não é um filme com concepções ideológicas, nem sequer um filme com uma técnica diferenciada de fotografia ou roteiro, mas é um filme que me emociona. E isso foi o bastante. Mesmo que ainda tenha uma forma de enxergar a delicada questão da orientação sexual ainda com conflitos iniciais (e talvez estejamos ainda nesse lugar de entendimento), o filme traz um grande diferencial: Final feliz. Sim, isso mesmo.

Não sou entededor da filmografia que tragam de alguma forma a temática homossexual, porém dos poucos filmes que vi com este tema, praticamente todos tem fim trágico. O amor não reina entre casais do mesmo sexo no cinema e, diferente dessa corrente pessimista que vem se alastrando, Shelter propõe a felicidade.

Pra quem gosta de lindas paisagens, bom trato com a arte urbana, pôr-do-sol e corpos sarados também vale a pena ver o filme.

por Nilton Lopes

sopalavra.blogspot.com

@niltimlopes

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QUANDO NIETZSCHE CHOROU


AME-O OU DEIXE-O
Mais uma grande discussão sobre o amor. Gosto muito da frase que tem logo na capa do DVD: Amamos desejar mais do que amamos o objeto de nosso desejo. Ultimamente estou assistindo muitos filmes que discutem esse tema de uma forma inteligente... Ainda bem!

Quando Nietzsche chorou é uma adaptação do livro de estreia de Irvin Yalom que foi (e é) um grande sucesso e também já foi adaptado para o teatro. Tá! não li o livro... mas já tinha ouvido falar; muito bem inclusive, mas também não sabia que tinha virado filme.


A história idealiza um encontro fictício entre o filósofo alemão Friedrich Nietzsche (Armand Assante) e o médico Josef Breuer (Ben Cross), professor de Sigmund Freud. Nietzsche está com pensamento suicida por conta de um amor não correspondido por uma loira – Lou Salome (Katheryn Winnick); e é essa loira que procura Breuer em busca de ajuda, só que Breuer está numa péssima fase por ter se envolvido com uma paciente – Bertha (Michal Yannai). O que era pra ser apenas uma “terapia através da fala”, passa a ser um tratamento mútuo para curar decepções amorosas – se bem que Nietzsche trata mais Breuer do que a recíproca, e se descobre aí uma grande amizade.


Mais uma vez vem à tona aquela velha história: quem leu o livro odeia o filme – pelo menos as que eu conheço. Outra coisa: O filme é produção simples, os atores não são famosos e tem algumas atuações nada convincentes, mas pra quem gosta de cinema (como eu) nunca é ruim passar o tempo vendo um filmezinho. Tente ver com outros olhos e não espere nada!
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VICK CRISTINA BARCELONA

O QUE É O AMOR?
Ao som da música “Barcelona” de Giulia & Los Tellarini começa o filme e já se percebe o tom que Wood Allen pretende dá-lo. Vicky Cristina Barcelona conta a história de duas amigas que vão passar as férias em... (advinhe!) Barcelona. Vick (Rebecca Hall) é centrada, responsável e estudiosa – além de noiva. Cristina (Scarlett Johansson) é o oposto: impulsiva, meio-louca-artista e não sabe o que quer; só sabe o que não quer.
Visitando os cartões-postais da cidade, numa noite conhecem Juan Antonio (Javier Bardem), um pintor extravagante que saiu esfaqueado de um divórcio conturbado com a insana Maria Elena (Penélope Cruz). Ele é bem direto e logo convida as duas para transar numa cidadezinha próxima à Barcelona; enquanto Cristina se empolga, Vick a polda e a considera louca por querer ir. As duas acabam indo e se divertem muito com ele. A úlcera de Cristina ataca e ela tem que ficar em repouso. Por conta disso, Vick e Juan (que em tudo discordavam) acabam se aproximando... se aproximando...até passarem a noite juntos. Todos voltam para Barcelona e Vick – muito envergonhada e culpada por ter traído a amiga - não conta nada para ninguém e engole todo o seu ciúme quando este começa a se relacionar e a morar com Cristina.

Vick e seu noivo, Cristina e Juan formam o quadrado amoroso até o retorno de Maria Elena que transforma o quadrado num pentágono e chega para apimentar o relacionamento entre Cristina e Juan e transformar a vida deles numa relação de experimentação sexual. Enquanto o casal norte-americano representa a razão e o conservadorismo, o triângulo amoroso em que Vick está metida (juntamente com Juan e Maria Elena) representa a luxúria, a vaidade e a loucura do amor... paixão... (sei lá qual é o sentimento!). Aliás, essa é a grande discussão do filme; o que é o amor? Desejos? O que ele representa? Vale tudo?

O desejo é tão avassalador que Vick até pensa em acabar com o noivado. Ela não acaba, mas o filme acaba e a discussão não(que confusão!); caberia (se fosse com o mesmo charme e inteligência desse filme) em mais umas dez sequências.

Destaque para a interpretação de Penélope Cruz – que lhe garantiu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em 2009 e para a trilha sonora do filme que pontua as cenas e atua muitas vezes como um personagem juntamente com a bela cidade escolhida para a história de Vick Cristina Juan Maria Barcelona.


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UM LUGAR CHAMADO NOTTHING HILL

PERFEITO!


Um Lugar Chamado Notthing Hill (1999), é um ótimo filme com uma trilha sonora perfeita e com tomadas de cenas fantásticas. Um filme para ver e se emocionar – já vi dezenas de vezes e sempre me emociono. Uma das melhores comédias românticas dos últimos anos e um dos melhores filmes que já vi. Estrelado por Julia Roberts, Hugh Grant e uma pequena participação de Alec Baldwi.

Rica, bonita e famosa Julia Roberts é Anna Scott uma atriz de cinema conhecida mundialmente e mais bem paga dos últimos anos- acredito que interpretando ela mesma. Ele, (Hugh Grant) é William Thacker um simples tímido mortal que mora num bairro pacato em Londres (Notthing Hill). Juntos, vivem uma engraçada e linda história de amor. Duas pessoas com passado e presente tão diferentes de mundos tão opostos. Ele, com seus poucos e verdadeiros amigos e dono de uma loja de livros específicos para viagem que está a beira da falência. Ela, uma estrela famosa acostumada com uma vida cheia de festas, premiações e glamour. William, repentinamente tem sua vida mudada totalmente quando Anna vai até sua loja de livros e ele, com sua ingenuidade absoluta, nem nota que está diante de uma atriz famosa. Anna aos poucos, e de certa forma carente de afetividade se deixa envolver pelo romance e vai conhecer os amigos de William – que a tratam com naturalidade e sem especialidades para uma estrela do cinema. Anna, carismática e meiga é adorada por todos e é claro, que todo mundo torce pelo romance!

O diretor Roger Mitchell, soube com perfeição captar as expressões faciais dos atores nos mais diversos momentos dando mais autenticidade aos diálogos. As tomadas das cenas são simplesmente perfeitas. Mitchell também foi o diretor de Quatro Casamentos e um Funeral 1994, - com Grant e talvez tenha surgido deste trabalho o entrosamento entre eles.


Bom Filme !!!!!!!!!
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DUPLICIDADE

ESPERAVA MAIS

Duplicidade. Este é o mais novo filme da atriz e ainda linda Julia Roberts “Uma linda mulher” (1990) e ganhadora do Oscar de melhor atriz em "Erin Brockovich, uma Mulher de Talento" (2000) agora, na pele de uma agente secreto fazendo par (romântico) com o inglês Clive Owen repetindo a dose que fizeram em “Closer – Perto demais” (2004). Owen fora indicado ao Oscar de melhor ator Coadjuvante em Closer.

Claire Stenwick (Julia Roberts) e Ray Koval (Clive Owen) são ex-agentes, ela da CIA e ele do MI6, que deixaram seus antigos empregos para lucrar com a guerra fria existente entre duas corporações rivais. O objetivo de ambos é encontrar a fórmula de um produto, que renderá uma fortuna a quem patenteá-lo antes. Para tanto, eles buscam sempre enganar o outro, usando todos os truques possíveis para não deixar transparecer que são amantes e cúmplices no plano para patentear a fórmula e ficarem milionários.

O filme tem várias cenas do passado tentando explicar o presente. Achei um pouco chato – apesar de ser um filme com uma das minhas atrizes favoritas. Do meio para o final, ganha cenas com mais “fôlego” dando uma projeção ao filme. Fiz um tour sem sair da sala do cinema. No filme, há cenas em vários países da Europa e também nos Estados Unidos (claro!) Acho que por isso dou nota 8,16. O final do filme é surpreendente para aquelas pessoas menos curiosas. Eu, particularmente, acertei marcando mais um ponto para mim!! rsrsrrs.

Bom filme!!!

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NOITES DE TORMENTA

UM FILME LEVE

Engraçado. Alguns filmes você já sabe como vai começar e terminar até mesmo pelo cartaz do cinema, pela capa do DVD, ou pelo trailler da Sky.

Diane Lane interpreta Adrienne Willis, uma dona de casa com uma filha rebelde que não aceita a separação dos pais e Richard Gere interpreta Dr. Paul, traumatizado por não ser um bom pai e com remorso da morte de uma paciente. Um casal que se encontra quase que por acaso e vivem uma grande história de amor. Duas tormentas e uma noite. Uma noite é o suficiente para descobrirem o significado da palavra amor.

Os dois tomam rumos diferentes - vão endireitar suas vidas, enquanto se comunicam através de carta (em pleno século XXI) e, após uma longa espera distantes um do outro, decidem se reencontrar. Um "reencontro" muito emocionante; para alguns, previsível, mas não deixa de ser emocionante.


Os mais românticos podem até dizer: "Oxente George! O filme é tão lindo... Eu nunca imaginei que seria assim..." mas, não há muito o que falar sobre um filme que não fala quase nada. Um texto leve para um filme leve. Ideal para os que adoram uma água com açúcar.
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O LEITOR


O MISTÉRIO NAS ENTRELINHAS

O cinema é uma arte fabulosa, e talvez a mais fantástica forma de expressão na contemporaneidade, desde os tempos modernos. Havia quem dissesse que essa tal sétima arte não durasse mais que meio século, mas ao contrário, ela se eternizou. Os filmes estão cada dia mais refinados, elaborados, intimistas, ousados, enfim, isso é o Cinema (com C maiúsculo). Essa chuva de confetes e serpentinas é um desabafo emocionado para justificar os elogios ao filme O Leitor (The Reader), uma obra do cinema repleta de peculiaridades e atraente pela simplicidade. 'The Reader' é o que podemos definir como surpreendente e ao mesmo tempo pertubador. A tensão e a delicadeza, antagônicos por natureza, são elementos preponderantes na trama. O impecável roteiro de O Leitor, escrito por David Hare, baseado em livro homônimo do alemão Bernhard Schilink, e dirigido pelo competente Stephen Daldry (As Horas), emociona e causa reflexão sobre o contexto histórico que ilustra a história em contraponto com a realidade.

A história é situada na Alemanha pós-2ª Guerra Mundial, quando Michael Berg (David Kross), aos 15 anos, no auge da puberdade, se envolve com Hanna Schmitz (Kate Winslet), uma mulher com o dobro de sua idade. Apesar das diferenças, os dois se entregam em uma relação incomum e vivem uma tocante história de amor. Hanna, apreensiva e relutante com a profundidade da relação, desaparece misteriosamente sem deixar pistas de seu paradeiro. Oito anos depois, Michael Berg, ingresso numa faculdade de Direito, se depara com o seu passado de adolescente quando acompanhava um polêmico julgamento por crimes de guerra cometidos pelos nazistas. As lembranças se afloram e as angustias pela perda do seu amor no passado se confundem com a possível responsabilidade pela vida de Hanna, num confronto entre razão e emoção.

A atriz Kate Winslet mostra a que veio na pele da enigmática Hanna Schmitz, uma personagem memorável. Seis vezes indicada ao Oscar, a inglesa Kate Winslet, no auge dos seus 33 anos, finalmente ganha o reconhecimento mundial com a sua atuação em O Leitor. Apesar dos significativos personagens na maioria dos filmes de sua carreira, nunca antes ela havia interpretado com tanta entrega e expressividade. Ganhadora do Oscar, Globo de Ouro e BAFTA (British Academy of Film and Television Arts) de melhor atriz em 2009, Kate representa o sucesso e a repercussão de O Leitor, que concorreu a diversos outras categorias desses prêmios de cinema. Cotada para iterpretar Hanna, Kate quase entregou a personagem para outras duas candidatas, Nicole Kidman e Juliette Binoche, que por motivos outros não puderam assumir o papel. Difícil afirmar que tivemos sorte, afinal são três grandes estrelas. O importante é que no universo do Cinema nós temos o privilégio de contemplar fênomenos como este, a ascenção de uma estrela, num brilho eterno pra guardar na memória.
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A MÁQUINA


Produzido em 2005 e lançado em 2006, traz um elenco brilhante de artistas consagrados do teatro, do cinema e da televisão como Paulo Autran, Mariana Ximenes, Wagner Moura, Lázaro Ramos, Vladimir Brichta, Gustavo Falcão entre outros. Uma adaptação da peça teatral de mesmo nome escrita também por João Falcão, conta uma história de amor interpretado por Karina (Mariana Ximenes) e Antônio (Gustavo Falcão).

A história é contada em Nordestina (uma cidade perdida no sertão), onde vivem Karina e Antônio. Karina, uma jovem sonhadora que quer muito sair de sua cidade para se tornar uma atriz e conhecer o mundo, vive um dilema entre viver seu grande amor com Antônio ou ir em busca de seu maior sonho que é ser atriz. Antônio, em uma atitude desesperadora para não deixar sua amada ir embora, resolve trazer o mundo para a sua amada e, para isso, vai a um programa de televisão em outra cidade fazer uma promessa de criar uma máquina para ir ao futuro e provar que pode ser feliz com Karina. A atitude de Antônio transforma a cidadezinha de Nordestina em notícia no mundo todo e todos querem conhecer quem é o jovem que pode se transportar para o futuro e fazer uma loucura para viver o grande amor de sua vida.


Quando o assunto é filmes brasileiros fico com um pé atrás e este filme conseguiu me surpreender. Um elenco de peso do teatro como o saudoso Paulo Autran - que está agora lá no andar de cima - e uma história de amor num filme poético e encantador.
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