Em tempos em que a tecnologia está, muitas vezes, atropelando a história de um filme, O Artista vem para comprovar a teoria de que menos é mais.
Em preto e branco e com 99,99% de mudez, o filme é um misto de sensações. Uma experiência única. Afinal, quando é que você ia ver um filme mudo no cinema em pleno ano de 2012? Como se não bastasse, O Artista é uma grande homenagem ao cinema; do jeitinho que a Academia do Oscar gosta, por isso ganhou, entre outros quatro, o Oscar de Melhor filme este ano.
O Artista conta a história de George Valentin (Jean Dujardin); um ator de cinema mudo hiper famoso. Cheio de caretas, ele é a grande estrela de um estúdio de Hollywood e o colírio das menininhas, principalmente da jovem fã Peppy Miller (Bérénice Bejo). Porém, com o surgimento do cinema falado e o orgulho de George, a grande estrela vai perdendo notoriedade ao mesmo tempo em que a bela Peppy Miller se destaca cada vez mais como grande novidade do cinema. Assim como em Cantando na Chuva, o filme mostra bem esta transição do cinema mudo para o falado e as consequências disso. Para se ter uma noção, segundo o livro The Hollywood Story, em 1928, dos 294 filmes feitos em Hollywood, 220 eram mudos; no ano seguinte, de 290, apenas 28 eram sem voz.
George Valentin vai caindo no ostracismo sempre acompanhado de seu motorista e de seu cãozinho e a decadência é inevitável. Um grande drama regado a poucos diálogos e uma maravilhosa trilha sonora que embala e dinamiza todo filme. Perfeito! Uma ótima dica, não só para os nostálgicos admiradores da sétima arte, mas também para quem busca algo diferente e, porque não dizer, criativo e inovador.

O filme em questão foca em uma única protagonista, Nina Sayers, uma bailarina em busca da perfeição. A atriz é o foco das câmeras, e os outros personagens aparecem para radicalizar a forma de Nina levar a vida. A personagem sempre prezou pela delicadeza, elos bons modos e pela dedicação na arte da dança. A atuação de Natalie Portman nos convence que ela dança perfeitamente, ela incorpora a paixão pela dança, retratando uma personagem que faz da dança a principal prioridade de sua vida. A maneira que a história do espetáculo Lago dos Cisnes é contada dentro do filme nos remete a metáfora da própria vida de Nina. Ela parece um animalzinho frágil, que foi enfeitiçada pela dança e que cumpre sua saga sem esperanças de achar um príncipe encantado que quebre o feitiço. Na verdade ela não pretende voltar a ser o que era antes, ela é um perfeito Cisne Branco. A partir do momento que ela enxerga obstáculos que podem impedi-la de chegar ao seu objetivo, ela se conscientiza de que tem que mudar seu modo de agir para virar o Cisne Negro que todos esperam dela. A personagem principal tem uma relação conflituosa com a mãe, que a superprotege, tendo consciência de seu problema psicológico e nada fazendo para ajudá-la. A mãe de Nina acha que mais cômodo culpar o pai de Nina pela carência que a filha sente e descarrega a frustração de sua carreira de bailarina através de uma pressão ferrenha no psicológico abalado de Nina. Ela corta suas unhas, mas a incentiva a levar ainda mais a sério seu disputado papel no espetáculo Lago dos Cisnes. O medo que Nina tem de perder sua única chance de ser uma estrela a faz enxergar Lily como uma rival, quando no fundo ela nutre uma admiração secreta pela liberdade que Lily transpira ao se expressar tanto na dança quanto na vida. O filme traz em sua linguagem uma forma “nova” de representar o delírio, uma escolha estética longe do que se espera encontrar em um filme que aborda aspectos como o inconsciente humano. Ao invés de atmosferas etéreas e uma delimitação clara do que é verdade e o que é imaginação, somos levados a crer que ela se machuca (com cortes, perfurações e com bulimia) sem ter consciência do que faz, quando na verdade o simples fato de ela esconder suas “marcas” implica na consiência de seu delírio. Talvez Nina saiba o que estava fazendo, e seu conflito entre o bem e o mal, entre o Cisne Branco e o Cisne Negro não pudesse ser resolvido pela sua incapacidade de lidar com os dois lados de uma mesma personalidade. O ser humano em si é frágil, e tem suas qualidades e defeitos, todos nós lutamos para que prevaleça o Cisne apropriado.
Ao longo do filme, temos a impressão que a personagem entra num processo de autoconhecimento, seja através da masturbação que ela não se permitia praticar, seja através da rebeldia de sair de casa sem a “autorização” da mãe. A passo que ela se conhece, mais ela se assusta com o que ela é e passa a reagir violentamente a tudo que a incomoda, sua personagem passa a utilizar mais trajes escuros e sua maquiagem se torna menos leve. Em alguns momentos ela tenta retrair seu “eu-problemático” e se mirar no “outro”, escolhendo a bailarina Beth como ídola e projetando em si o mesmo sucesso que a velha dançarina conseguiu. Natalie tem uma atuação muito convincente, que emociona o expectador.
O suspense do roteiro foi muito bem trabalhado na fotografia do filme e na escolha de planos próximos, gerando uma sensação de intimidade com a personagem. O efeito poético que as coreografias trazem é especial para quem nunca teve contato com o balé, despertando a curiosidade para o fato de realmente as bailarinas que vemos parecerem perfeitas, perfeitas até demais. Viver é ser imperfeito. Ao final de seus 108 minutos, o filme apresenta a visão que a busca pela perfeição é infinita, mas que a perfeição pode sim ser alcançada e eternizada com o selo da morte. A estrutura de apresentação do perfil dos personagens nos primeiros 30 minutos de filme e a presenças de frequentes pontos clímax, imprimem um ritmo na montagem que não desaponta quem gosta do típico final feliz do cinema norte-americano. Nina opta pelo escape, tornando o final do filme um alívio para o sofrimento dela, tratando-se portanto de um final feliz.

MORGAN MANDELA
Um filme de Clint Eastwood; isso já diz quase tudo. Sou muito fã deste diretor e, por isso, já vou dizendo que o filme é bom. Novamente em parceria com Morgan Freeman (que já é a cara de Nelson Mandela), esse diretor conta a história de Nelson Mandela de forma sensível e de coração; transformando a história em um grande filme.
Invictus fala do começo do governo Mandela na África do Sul. Após vinte e sete anos preso por conta da ditadura, Mandela é eleito presidente encarando o desafio de unir os povos após anos de apartheid e de reconstruir o país.
Utilizando o artifício, que muitos presidentes já fizeram, Nelson Mandela aproveita o mundial do esporte mais popular da África – o rugby – para mostrar ao país que é importante a união para se conseguir uma vitória. Mandela procura François Pienaar (Matt Damon), o capitão dos Springboks – a seleção Sul-Africana de rugby para dar conselhos e quase dizer ‘vocês precisam ganhar!’. Para dar ainda mais força ao time, Mandela utiliza o texto Invictuous, de William Ernest Henley, que ele mesmo lia quando estava exilado. A frase final do poema diz: “Não importa o quão estreito seja o portão e quão repleta de castigos seja a sentença, eu sou o dono do meu destino, eu sou o capitão da minha alma”. Lindo, não é?
Enganei-me ao achar que, por falar de Nelson Mandela, o filme ia falar sobre (e somente só) o apartheid; é mais que isso. Com todos os seus slow-motions – aquele efeitozinho de câmera lenta (comuns em filmes que tem o esporte como tema) o filme é escrito por Anthony Peckham, baseado na obra literária ‘Playing the Enemy: Nelson Mandela and the Game That Made a Nation’ de John Carlin. Um filme Eastwoodiano.

Ontem foi dia de Oscar. Infelizmente não pude estar twittando freneticamente durante a cerimônia. De qualquer forma, segue a lista dos ganhadores da estatueta mais cobiçada do mundo cinematográfico. Parabéns a todos os ganhadores e se você não viu alguns dos ganhadores aqui no blog, em breve você verá.
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Alice no país das maravilhas
MELHOR FOTOGRAFIA
A Origem
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Melissa Leo (O Vencedor)
MELHOR ATOR COADJUVANTE
Christian Bale (O Vencedor)
MELHOR CURTA METRAGEM DE ANIMAÇÃO
The Lost Thing (Shaun Tan e Andrew Ruheman)
MELHOR LONGA METRAGEM DE ANIMAÇÃO
Toy Story 3
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
A rede social
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
O discurso do Rei
MELHOR FILME DE LÍNGUA ESTRANGEIRA
Em um mundo melhor (Dinamarca)
MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
A rede social (Tren Reznor e Atticus Ross)
MELHOR MIXAGEM DE SOM
A Origem
MELHOR EDIÇÃO DE SOM
A Origem
MELHOR MAQUIAGEM
O Lobisomen
MELHOR FIGURINO
Alice no país das maravilhas
MELHOR DOCUMENTÁRIO EM CURTA METRAGEM
Strangers no more
MELHOR CURTA METRAGEM
God of Love
MELHOR DOCUMENTÁRIO EM LONGA METRAGEM
Trabalho interno
MELHORES EFEITOS VISUAIS
A Origem
MELHOR EDIÇÃO
A rede social
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
We belong together (Toy Story 3)
MELHOR ATRIZ
Natalie Portman (Cisne Negro)
MELHOR ATOR
Colin Firth (O discruso do rei)
MELHOR DIRETOR
Tom Hooper (O discurso do rei)
MELHOR FILME
O discurso do rei

BEAUTIFUL BIUTIFUL
Para começar, o título ‘Biutiful’ se dá por conta de uma cena em que Uxbal (Javier Bardem) é questionado pela filha como se escreve ‘beautiful’ e ele responde: Assim mesmo como se fala! Explicação do título feita; vamos falar sobre o filme.
É até meio difícil definir Biutiful... Uma palavra, talvez... Desgraça! Biutiful é um filme lindo e longo sobre a vida sofrida de Uxbal. Com o trauma de não conhecer o rosto de seu pai, ele é um homem pobre que cria os seus filhos com muita dificuldade fazendo coisas ilegais, já que a mãe deles sofre de transtorno bipolar. Uma relação linda de amor com seus dois filhos. Além disso, ele sofre vendo espíritos e tendo que usar seu dom de médium para ganhar dinheiro. Para completar, aos (mais ou menos) 40 minutos de filme, Uxbal descobre que tem um câncer em estado avançado e que tem apenas uns dois meses de vida.
Uxbal é um herói trágico que passa as 2 horas e 30 minutos do filme igual ao cartaz do filme; com a expressão preocupada no submundo da Espanha. Essa dura e sobrecarregada atuação de Javier Bardem merece todo o nosso respeito, pois está bastante convincente no papel. A trama é toda linear e isso, juntamente com os dramas do enredo, torna o filme pesado, denso e porque não dizer... cansativo. É como estar vendo uma cena de esquartejamento sem cortes. A intenção do diretor Alejandro González Iñárritu deve ter sido justamente essa...incomodar.
Biutiful é um filme lindo, sem dúvidas! Com cenas lindas e uma história de vida bacana, mas com certeza é um daqueles filmes que você não assistiria duas vezes.

CLASSIFICAÇÃO LIVRE
Um garotinho está no cinema e assiste a um cinejornal que fala do seu ídolo aventureiro - Charles Muntz. Charles é um ídolo até o acusarem de fraude por não conseguir provar a existência de uma ave. Ele fala que vai provar que é verdade, volta pra ilha onde supostamente descobriu o pássaro e cai no esquecimento. Esse garotinho que está no cinema se chama Carl Fredricksen e na volta, ao passar por uma casa abandonada, conhece a garotinha e também aventureira Ellie.
Carl Fredricksen e Ellie ficam amigos, namoram e se casam. Reconstroem a mesma casa onde se conheceram e decoram cada detalhe. Ela, dona de casa e ele, um vendedor de balões. Ellie sempre teve o sonho de morar próximo a uma cachoeira na América do Sul, só que aos poucos foi se perdendo o espírito aventureiro. Os dois foram ficando velhos – sempre se amando e Ellie morre. Todo esse segundo parágrafo é contado de forma perfeita numa sequência linda apenas ao som de uma trilha leve ao fundo e não toma mais do que 5 minutos.
De forma melancólica e hipnótica, a história vem para os dias atuais e Carl Fredricksen – já um senhor de idade – é o único morador de sua rua que não vendeu seu terreno para uma construtora que quer construir dezenas de prédios pela região. Com isso, ele é considerado ranzinza e ao tentar salvar sua caixa de correio, ele bate o andador na cabeça de um cara da construtora e é considerado uma ameaça para a sociedade, sendo obrigado a ir para um asilo. Só que o que ninguém esperava é que Sr. Fredricksen iria amarrar centenas de balões em sua casa e levantar vôo; e o que ele não esperava é que ele teria mais um tripulante por acidente – o garotinho solitário Russel, que precisava ajudar um idoso para ganhar o último distintivo que falta pra ele ser um escoteiro sênior e poder impressionar seu pai.
Os dois vão se aventurando pelos ares e arrastando a casa com o intuito de realizar o sonho de Ellie; o de morar próximo a tal cachoeira - na mesma posição onde Ellie sempre imaginou ter sua casa. No meio da selva eles reencontram Charles Muntz que passa de ídolo a grande vilão da história e vivem uma grande e perigosa aventura.
Desta vez a Pixar e a Disney levou ao pé da letra essa questão de se fazer um filme para todas as idades... rs. Ainda bem! Up-Altas Aventuras também esteve na lista de indicados de Melhor Filme em 2010, mas quem levou mesmo foi Guerra ao Terror. Para as crianças, diversão. Para os adultos, reflexão.

NÃO AMANSADA
Quase não ia ver este filme por dois motivos: o nome do filme parece um xingamento e quando vi o trailer, percebi que tinha uma pegada meio faroeste. Eu tenho problemas com filmes de faroeste. Mas fui! E vocês também precisam ir.
Bravura Indômita conta a história de uma garota de 14 anos que vê o seu pai ser assassinado e decide se vingar. Essa menina de bravura indômita se chama Mattie Ross que é interpretada linda e friamente (como deveria ser) por Kim Darby. Essa garota surpreende a todos pela sua esperteza, capacidade de negociação e coragem; ela consegue um dinheiro vendendo umas coisas do pai (numa bela negociação) e contrata um xerife para capturar o assassino de seu pai. Esse xerife é o beberrão Rooster (Jeff Bridges) que não quer que ela vá junto e até decide sair à caça antes do previsto, mas ela quer ter certeza de que o assassino de seu pai vai ser pego e o segue. Quem também vai para essa caçada é o ranger texano LaBoeuf (Matt Damon) que já estava disposto a pegar o mesmo cara por outros crimes.
Os três seguem à caça do assassino e para chegar até ele, passam por belas paisagens, tem belos diálogos e passam por diversas aventuras. Perseguições, mortes, tiros e mais tios. A relação entre eles vai crescendo, principalmente entre Rooster e Mattie.
Somente depois fui saber também que o filme está com 10 indicações para o Oscar nas categorias Melhor filme, Melhor diretor (Joel e Ethan Coen), Melhor ator (Jeff Bridges), Melhor atriz coadjuvante (Hailee Steinfeld), Melhor fotografia (Roger Deakins), Melhor roteiro adaptado, Melhor direção de arte, Melhor figurino, Melhor edição de som e Melhor mixagem de som. É impossível não prever que vá ganhar boa parte desses prêmios, já que o mesmo parece ter sido feito sob encomenda para o Oscar e é o típico filme que o norte americano gosta de ver.
O filme se baseia no romance de 1968 do jornalista Charles Portis e já foi filmado em 1969. Este remake ficou por conta dos mesmos diretores de Onde os fracos não tem vez - que já levou o Oscar de Melhor filme em 2008. Bravura Indômita é uma obra quase perfeita com uma fotografia maravailhosa. Ah! E antes que eu esqueça... o significado de ‘indômita’ está no título deste post, tá?

O QUE VOCÊ ESTÁ VENDO AGORA?
Baseado na obra de Ben Mezrich, "Bilionários por Acaso – a Criação do Facebook", ‘A rede social’ conta a história da criação do Facebook (ohhhhh!) – a maior rede social do mundo com mais de 500 milhões de usuários, tornando o seu fundador Mark Zuckerberg, um dos jovens mais ricos do planeta com pouquinha grana... algo em torno de 25 bilhões de dólares...
Mark Zuckerberg (Jesse Eisenberg), estudante da tradicional e elitizada Universidade de Harvard fala pelos cotovelos (e em termos ‘nerds’) com sua namorada que não suporta mais e dá o pé em sua bunda. Ele, revoltado com o término do namoro, chega em casa e em frente ao seu computador começa a escrever mal de sua ex namorada em seu blog e percebe a força que é ter amigos em rede na internet quando, em uma brincadeira, ele começa a fazer comparações entre as mulheres da universidade. Um vai passando a brincadeira pra outro e isso consegue travar o sistema da faculdade.
É aí que Mark começa a sua fama e seus julgamentos. A partir daí, Mark chama seu amigo brasileiro Eduardo Saverin (Andrew Garfield) (em tudo tem que ter um brasileiro, né?) e começa a amadurecer a ideia do ‘The Facebook). A ideia vai crescendo e os dois começam a querer ganhar dinheiro com a rede social. Eduardo é o vendedor, mas não obtém muito sucesso. É aí que eles conhecem o louco empresário interpretado por Justin Timbarlake que começa a causar ciúmes por parte de Eduardo que acaba sendo obrigado a sair da sociedade.
O filme é construído a partir de cenas do julgamento de Mark em processos abertos pelo seu amigo Eduardo e pelos gêmeos Cameron e Tyler Winklevoss (Armie Hammer) e Divya Narendra (Max Minghella) que o acusam de plágio e por flash backs que mostram a o que está sendo falado nos julgamentos. Os diálogos do julgamento são consistentes, densos e às vezes engraçado quando Mark ‘nerdemente’ não presta atenção. Na verdade ele está prestando super atenção e vem sempre com uma frase certeira.
Apesar do personagem real dizer que o filme é apenas uma obra de ficção, não tem como não ver o filme como uma obra real ao pé da letra. Será que tem algo de ficção na história?

O LADO POSSÍVEL
‘O lado cego (The blind side)’ é o título original do filme e a explicação do nome, para nós brasileiros não acostumados com o futebol americano foi muito importante. Um sonho possível é roteirizado e dirigido por John Lee que baseou toda a história no livro The Blind Side: Evolution of a Game, de Michael Lewis.
O filme foi feito para emocionar e conta a história real de sofrimento, luta e sucesso do jogador de futebol americano Michael Oher, interpretado por Quinton Aaron.
Michael, depois de passar por várias casas de família ao qual foi adotado é matriculado numa escola cristã por seu último pai adotivo. Com pouquíssimo grau de instrução, ele só foi aceito na escola na esperança de ser um sucesso no esporte. Abandonado pela mãe viciada em drogas e cheio de traumas, Michael ainda sofria preconceito por ser negro, muito alto, gordo e ‘burro’.
Quando ele foge da casa do pai que o matriculou, ele fica sem destino e sem ter onde dormir – apenas com um saco com duas peças de roupa dentro. Dessa forma, ele é encontrado andando na rua e com frio pela família Tuohy que também tem dois filhos na mesma escola que ele. Inicialmente levado para a casa deles para passar uma noite, Michael vai ganhando a simpatia da família e vai ficando... ficando... até ser adotado pela família que faz de tudo para ajudá-lo. Sempre valorizando e considerando os valores cristãos.
A família Tuohy é representada principalmente pelo garotinho espevitado e super engraçado S.J. (Jae Head) e pela mãe Leigh Anne Tuohy (Sandra Bullock). Sandra inclusive ganhou o primeiro Oscar de sua carreira com este papel que, mesmo num drama, não deixa de ser a Sandra Bullock que conhecemos.

GUERRA À GUERRA
Surpreendentemente lindo. Não gosto de filmes de guerra onde se tem tiro pra lá e tiro pra cá a todo o momento, mas fui vê-lo porque sabia que tinha algo diferente para ele ter ganhado o Oscar de Melhor filme. E realmente tem! Não é um filme de guerra; e eu adorei. Começando com a frase "a guerra é um vício" (tirada do livro War is a Force That Gives Us Meaning, do jornalista Chris Hedges), já mostra o que nos espera – a guerra num drama psicológico.
Depois de tanto explorada, principalmente depois das versões spielberguianas e da guerra no Iraque, o tema “guerra” é mostrado de uma forma poética - o lado e o terror vivido pelo esquadrão responsável por desarmar bombas em Bagdá. Mas as bombas não são desarmadas como nos filmes em que se tem cortar o fio vermelho ou azul...
Jeremy Renner interpreta o herói (ou anti herói) que já desarmou mais de oitocentas bombas e não teme em fazer o que for necessário para desarmar mais e mais; sem medo do perigo. Em uma das cenas, ele entra embaixo do chuveiro com roupa e ainda assim, escorre sangue pelo ralo e em outra ele tira uma bomba de dentro de um cadáver de um garoto. Chocante, não!? Vocês precisam é ver a cena... coisas de uma guerra.
Quando se passa os 38 dias do revezamento, ele volta pra casa e a guerra continua em sua cabeça ao conversar com sua mulher sobre o que acontecia em campo e a ensinar ao seu filho (ainda bebê) que na idade do pai, só se ama de verdade uma pessoa – esta parte ocupa pouquíssimo tempo dos 130 minutos da trama.
Sinceramente não sei se posso chamar Guerra ao Terror de filme, já que em muitos momentos via como um documentário. Atuações brilhantes, poucos diálogos, fotografia genial e o ritmo lento no agoniante uso da câmera lenta, fazem com que a direção de Kathryn Bigelow nos transporte para a agonia da guerra e com que a tensão permaneça no espectador do começo ao fim. Guerra ao Terror não tem um enredo com início, meio e fim; mostra que cada dia em uma guerra pode ser o último dia de um soldado ou de qualquer que estiver por perto.

Avatar
Um Sonho Possível
Distrito 9
Educação
Guerra ao terror
Bastardos Inglórios
Preciosa - Uma História de Esperança
Um Homem Sério
Up - Altas Aventuras
Jason Rietman (Amor sem Escalas)
James Cameron (Avatar)
Quentin Tarantino (Bastardos Inglórios)
Lee Daniels (Preciosa - Uma História de Esperança)
Kathryn Bigelow (Guerra ao Terror)
Jeff Bridges, por Coração Louco
George Clooney, por Amor Sem Escalas
Colin Firth, por Direito de Amar
Morgan Freeman, por Invictus
Jeremy Renner, por Guerra ao Terror
Sandra Bullock, por Um Sonho Possível
Helen Mirren, por The Last Station
Gabourey "Gabby" Sidibe por Preciosa - Uma História de Esperança
Carey Mulligan, por Educação
Meryl Streep, por Julie & Julia
Melhor Ator Coadjuvante
Matt Damon, por Invictus
Christopher Plummer, por The Last Station
Woody Harrelson, por O Mensageiro
Stanley Tucci, por Um Olhar no Paraíso
Christoph Waltz, por Bastados Inglórios
Melhor Atriz Coadjuvante
Maggie Gyllenhaal, por Coração Louco
Mo'Nique, por Preciosa - Uma história de Esperança
Anna Kendrick, por Amor Sem Escalas
Vera Farmiga, por Amor Sem Escalas
Penélope Cruz, por Nine
Melhor Roteiro Original
Up - Altas Aventuras
Bastardos Inglórios
Guerra ao Terror
O Mensageiro
Um Homem Sério
Melhor Roteiro Adaptado
Distrito 9
Educação
In the Loop
Preciosa - Uma História de Esperança
Amor Sem Escalas
Melhor Filme Estrangeiro
Ajami
O Segredo dos seus olhos (Argentina)
A Teta Assustada
Un Prophète
A Fita Branca
Melhor Animação
Up - Altas Aventuras
The Secret of Kells
Coraline e o Mundo Secreto
A Princesa e o Sapo
O Fantástico Sr. Raposo
Melhor Fotografia
Avatar
Harry Potter e o Enigma do Príncipe
Guerra ao Terror
Bastardos Inglórios
A Fita Branca
Melhor Direção de Arte
Avatar
O Imaginário Mundo do Dr. Parnassus
Nine
Sherlock Holmes
The Young Victoria
Melhor Figurino
Brilho de uma Paixão
Coco Antes de Chanel
O Imaginário Mundo do Dr. Parnassus
Nine
The Young Victoria
Melhor Som
Avatar
Guerra ao Terror
Bastardos Inglórios
Star Trek
Up - Altas Aventuras
Melhor Efeitos Sonoros
Avatar
Guerra ao Terror
Bastardos Inglórios
Star Trek
Transformers: A Vingança dos Derrotados
Melhor Montagem
Avatar
Distrito 9
Guerra ao Terror
Bastardos Inglórios
Preciosa - Uma História de Esperança
Melhor Efeitos Visuais
Avatar
Distrito 9
Star Trek
Melhor Maquiagem
Il Divo
Star Trek
The Young Victoria
Melhor Trilha Sonora
O Fantástico Sr. Raposo
Guerra ao Terror
Sherlock Holmes
Up - Altas Aventuras
Avatar
Melhor Canção
Almost There, de A Princesa e o Sapo
Down in New Orleans, de A Princesa e o Sapo
Loin de Paname, de Paris 36
Take It All, de Nine
The Weary Kind, de Coração Louco
Melhor Curta-Metragem (animação)
French Rost
Granny O'Grimm's Sleeping Beauty
The Lady and the Reaper
Logorama
A Matter of Loaf and the Death
Melhor Curta-Metragem
The Door
Istället för Abrakadabra
Kavi
Miracle Fish
The New Tenants
Melhor Curta-Metragem (documentário)
China's Unnatural Disaster: The Tears of Sichuan Province
The Last Campaign of Governor Booth Gardner
The Last Truck: Closing of a GM Plant
Music by Prudence
Rabbit à la Berlin
Melhor Documentário
VJs de Mianmar - Notícias de um País Fechado
The Cove
The Food, Inc.
Which Way Home




