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CAFÉ DA MANHÃ EM PLUTÃO



APAIXONANTE

Divertidíssimo, Café da manhã em Plutão é um belo e leve filme sobre a homossexualidade e o travestismo. Um filme rico e encantador que, com certeza encanta o público gay e, por que não dizer, o público heterossexual também – até mesmo os que são contra aos estereótipos e coisa e tal.

Patrick é fruto de um relacionamento entre um padre e uma doméstica. Sua mãe, sem condições de criá-lo, deixa-o na porta da casa do padre que entrega o menino para outra família. À medida que vai crescendo, Patrick usa os vestidos e acessórios de sua mãe adotiva e sua homossexualidade vai ficando cada vez mais aparente. Logo, a pequena cidade do interior da Irlanda vai ficando insuportável para o garoto, que ao ser expulso de casa não tem para onde ir e decide sair da cidadezinha – fato que ocorre com muitos homossexuais ainda hoje.

Patrick sai em busca de sua mãe, cuja única pista que tem é saber que ela foi ‘engolida por Londres’ e, ao mesmo tempo em que procura pela Dama Fantasma (mais um apelido dado à sua mãe), Patrick está em busca de si mesmo; de sua identidade, sendo que nesse caminho encontra várias figuras e paixões que vão enriquecendo sua vida rica e vazia. O final é diferente, mas bem simbólico. É a vida.

O que falar da interpretação de Cillian Murphy no papel principal? Digna de Oscar. O garoto convence num Patrick/Patrícia apaixonante, doce, delicado e inocente. Para Patrick tudo é cor de rosa – o que deixa o personagem super carismático e encantador. Diria que é a Amélie Poulain gay... Um fofo!

Café da manhã em Plutão tem duas horas de filme contadas em forma de capítulos com passarinhos falantes..., assim como no livro de Patrick McCabe em que o filme foi baseado. Direção de arte que nos apresenta muito bem os anos 60/70, atuações ótimas, roteiro sem falhas e a trilha magnífica do diretor Neil Jordan e sua filha, Anna Jordan. A trilha embala cada momento e os torna mais especiais. Encantadíssimo com o filme. Uma obra-prima.
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SHORTBUS




SEM PUDOR. SEM VULGARIDADES.

As primeiras cenas de sexo explícito chocam até os mais ‘mente-aberta’. Claro que fiquei chocado pela surpresa que isso me causou logo nos minutos iniciais me fazendo crer que iria assistir a um filme pornô. Engano meu. Apesar desse início surpreendente, Shortbus vai apresentando os personagens, conflitos e ganha o espectador que vai se envolvendo com a história de cada um.

Um casal de homens gays James e Jamie (Dawson e PJ DeBoy - namorados na vida real) está em crise e à procura de um terceiro para esta relação. Decidem então procurar a terapeuta sexual Sofia (Lee Sook-Yin) – ou como ela prefere dizer, terapeuta de casais para solucionar este caso, mas encontram uma terapeuta abalada emocionalmente por nunca ter conseguido um orgasmo na vida. James e Jamie então a convencem a visitar o Shortbus – espécie de boate em Nova York onde sexo é ordem. Não sei bem do que chamar, mas é uma loucura organizada de pegação geral. Os personagens vão se encontrando com outros tantos personagens exóticos neste clube de fetiches e mostrando suas fragilidades durante a sequência, tornando o ambiente triste, engraçado e, às vezes, até melancólico.

Com roteiro e direção de John Cameron Mitchell, o filme proporciona bons momentos de entretenimento. Tem uma trilha condizente e maravilhosa, roteiro envolvente onde os próprios atores contribuíram para a construção dos personagens com características e diálogos improvisados, deixando-os divertidos e naturais.

Shortbus mostra diversos belos corpos nus, mas apesar disso você não vai querer (creio eu, né?) se masturbar depois de ver o filme. É interessante e engraçado. Apesar de ter muito, não é um filme de sexo por sexo.

Comédia? Pornô? Drama? Não importa. O que mais gosto em Shortbus é a coragem para mostrar e tratar do assunto ‘sexo’ sem medo e sem pudor. Afinal, sexo é apenas sexo. Vulgar é não tratar do assunto com naturalidade. Concorda?

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MIB 3



Muito marketing para pouco filme (olha eu aqui falando mal da minha profissão...rs). Mais de 10 anos depois do primeiro filme, MIB 3 vem simplesmente para arrecadar grana e, por isso, não poderia nem pensar em ser um fracasso de bilheteria.

Com o roteiro descompromissado, mas que agrada seu público, Will Smith vive mais uma vez o personagem J. ao lado do seu companheiro de trabalho K (Tommy Lee Jone e Josh Brolin). Cansado da vida ranzinza de seu companheiro, J. resolve investigá-lo ao mesmo tempo em que um vilão sem graça foge da prisão lunar e volta ao tempo para recuperar seu braço perdido num confronto com K.

Para quem é fã da série, não falta nada - Ação, efeitos especiais e aliens nojentos. O vilãozão Boris de MIB 3 não assusta ninguém e com poucos momentos divertidos, o fio de drama do final é o que se absorve do filme e consegue amarrar o enredo. No mais, uma boa distração. 
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E AÍ, COMEU?



SURUBA DE IDEIAS
Com o excelente argumento de que ‘a conversa de bar virou filme’, E aí, comeu? se mostra uma divertida comédia nacional sobre o amor e o sexo. Sem medir palavras, esta comédia sexista é uma suruba de ideias sobre o universo masculino.

Fernando (Bruno Mazzeo), Afonsinho (Emilio Orciollo Netto) e Honório (Marcos Palmeira) são três amigos que vivem suas diferentes histórias e que todos os dias se encontram no Bar Harmonia para ‘tomar uma’ e trocar ideias sobre seus relacionamentos e angústias sexuais/amorosas.

Fernando não se convence da sua recém-separação enquanto é aliciado por sua vizinha - uma menina de 17 anos nada ingênua; Afonsinho é um escritor boa-vida que nunca consegue terminar de escrever um livro e se apaixona por uma prostituta e Honório é um jornalista machão que desconfia que sua esposa esteja o traindo.

Bruno Mazzeo já havia convencido no ótimo Cilada.com (que inclusive vai ganhar continuação) e, mais uma vez mostra seu ótimo talento para a comédia de situações. Marcos Palmeira e Emilio Orciollo estão bem e completam o trio da testosterona. A direção de arte está ótima, apesar do ‘pouco trabalho’ de representar um bar carioca, onde se passa boa parte das cenas e não poderia deixar de citar a super participação de Katiuscia Canoro– numa das cenas mais baixaria-cômicas do filme.

Adaptação de uma peça teatral de Marcelo Rubens Paiva, E aí, comeu? é um culto ao falo - o Sex and the City às avessas e carioca – mas que deve agradar homens e mulheres com momentos para rir alto e final clichê.
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GUERRA É GUERRA



MAIS DO MESMO

Um filme totalmente previsível. Mais um sobre dois amigos que se apaixonam pela mesma garota. O que tem diferente em Guerra é Guerra... Deixa eu ver... Nada. Não estou dizendo que é um filme ruim, apenas que é mais do mesmo. Mudam-se os atores, coloca um texto engraçadinho e tá tudo certo. Está pronta a fórmula para ganhar uns milhões de dólares de bilheteria.

Reese Witherspoon (tudo bem! também não sei pronunciar esse nome), Chris Pine e Tom Hardy são os protagonistas de Guerra é Guerra que tem a produção de Will Smith. FDR (Chris Pine) e Tuck (Tom Hardy) são mais que uma dupla na CIA; são amigos até conhecerem Lauren (Reese Witherspoon). Enquanto um não passa de um mulherengo, o outro faz a linha pai separado romântico. À medida que vão se apaixonando, a amizade vai enfraquecendo e eles utilizam a inteligência da CIA para tirar vantagem e conquistar definitivamente o coração da loirinha que ficou de escolher um dos dois em uma semana enquanto fica em crise por estar saindo com dois caras ao mesmo tempo ‘sem eles saberem’.

Paralelo a isso, como pano de fundo beeeeeeeeeeeeeem fundo, tem a história de combate à máfia russa que FDR e Tuck estão investigando. Por mim, o filme ficaria até melhor sem isso. O roteiro é de Timothy Dowling e Simon Kinberg; este último é o mesmo roteirista de Sr. e Sra. Smith e quando você assistir (caso vá) vai ver logo as semelhanças.

Apesar do trio queridinho da América protagonizar o filme, as falas mais engraçadas ficam por conta da descolada irmã de Lauren, com suas dicas e lições sobre relacionamentos. Serve como ‘Sessão da Tarde’ e dá pra você dar umas risadinhas. Para encerrar, deixo aqui o meu protesto contra o final do filme.     
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AMOR E OUTRAS DROGAS






Jamie (Jake Gyllenhaal) é um mulherengo vendedor de produtos eletrônicos que é demitido ao ser flagrado com a namorada do gerente da loja. Sendo cobrado pela família para ser ‘alguém’ na vida, decide ganhar dinheiro sendo representante farmacêutico. Passa por uma lavagem cerebral e treinamento de seis semanas na Pfizer até entrar no mercado e usar seu poder de sedução para conquistar as secretárias dos médicos e conseguir deixar amostras de remédios no consultório deles até conhecer a hipocondríaca Maggie (Anne Hathaway) e viver uma grande e conturbada história de amor.

Maggie, além de hipocondríaca, sofre de Alzheimer e, por isso não se considera capaz de ser amada por Jamie. Cheia de complexos, ela quase estraga todo o romance se não fosse a determinação e o amor de Jamie. Ohhhhhhhhhhhhhhhh

Amor e outras drogas é uma ótima comédia sensual que mostra uma Anne Hathaway de uma forma jamais vista. Ousada e louca na medida exata, Anne se mostra muito simpática e prova que é uma grande atriz. A trama dá pra garantir uma tarde de domingo agradável...rs

O único fato que me deixou intrigado foi a presença da Pfizer no filme. Ora se fala bem dos fabricantes de remédios; ora se fala mal. Afinal, foi um filme patrocinado? A empresa não leu o roteiro do filme antes? Fica para reflexão. 
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AMIZADE COLORIDA



UM CONVITE À NEW YORK


Justin Timberlake interpreta Dylan – diretor de um famoso blog que mora em Los Angeles e Mila Kunis interpreta Jamie – a headhunter que tenta convencer Dylan a se mudar para Nova York e assumir a direção de uma grande revista.

Jamie e Dylan recém acabaram seus relacionamentos paralelos e prometeram não se envolver tão cedo com outra pessoa. Dylan aceita o novo emprego e se muda para ‘a cidade que nunca dorme’. Começa aí uma grande amizade com Jamie e os dois começam a se envolver prometendo sempre fazer sexo sem compromisso.

O final não consegue fugir do clichê, mesmo fazendo piada dos próprios filmes de romance durante o decorrer da história. Amizade Colorida é divertido, mas não ao ponto de se acabar de rir; é uma pop romantic comedy um pouco diferente das outras no quesito diálogos e referências ao mundo pop. Também vende a cidade de Nova York muito bem. Os dois são super ‘mente aberta’ e é divertido ver dois amigos descobrindo seus principais pontos de prazer na hora do sexo.

Se você viveu a época das boys band (assim como eu) vai gostar de ver Justin (ex N’Sync) cada vez mais à vontade no cinema – com várias cenas de bundinha de fora. Aliás, que o viu em ‘O preço do amanhã’ e ‘A rede social’ vai só confirmar o talento do garoto. Mila fez ‘Cisne negro’ e está em perfeita sintonia com Justin e super à vontade na história. Aliás, todo o elenco está bem entrosado – Patricia Clarkson e Woody Harrelson também estão ótimos como coadjuvantes.

Um filme super agradável para os casaizinhos e até para os solteirões.

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GENTE GRANDE


Um filme nada empolgante com Adam Sandler, Kevin James, Chris Rock, David Spade e Rob Schneider.

Geralmente a gente acha que um filme de Adam vai nos divertir. Talvez eu estivesse muito estressado quando vi ou eu realmente não vi graça. No máximo, uns risos de canto de boca.

A proposta de Gente Grande realmente não é ser uma comédia para altas gargalhadas. Percebe-se isso logo no começo do filme, quando o personagem de Adam começa a questionar seus dois filhos sobre os jogos de vídeo-game que eles jogam e sobre o uso excessivo do celular, já que eles se comunicam com a empregada através de sms.

Gente Grande conta a história de cinco amigos que se reencontram após anos durante o velório do treinador de basquete que eles tiveram quando crianças e que o considerava como ídolo. Desse reencontro decidem ir para uma casa de veraneio e descansar com toda a família longe das coisas do mundo moderno.

Uma comédia que no fundo no fundo tenta passar uma mensagem. Pegue-a se conseguir.


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LARRY CROWNE - O AMOR ESTÁ DE VOLTA

Larry (Tom Hanks) é um exemplar funcionário de um supermercado; até já tinha perdido as contas de quantas vezes foi considerado o funcionário do mês, até que é demitido e humilhado por não ter curso superior. Surpreso e cheio de dívidas, mas com uma tremenda vontade de dar a volta por cima, Larry se matricula num curso universitário e, durante as aulas de Oratória, seu mundo fica maior; faz novas amizades e conhece a temida e linda professora Mercedes T-a-i-n-o-t (Julia Roberts) por quem acaba se apaixonando.

Larry Crowne - O Amor Está de Volta é uma despretensiosa e leve comédia romântica roteirizada e dirigida pelo ator protagonista – Tom Hanks. O filme é uma deliciosa história que, juntamente com a interpretação doce e natural de Julinha e Hanks, parece abraçar o espectador, deixá-lo com aquela carinha de apaixonado e sair do cinema sem tirar o risinho da boca.

Julia Roberts dispensa comentários e, juntamente com Tom Hanks formam um par romântico bem divertido. Pela história ser super simples, o que realmente torna o filme bom é o elenco. As (simples) caras e bocas de Julia Roberts são sensacionais.

Apesar do enredo meio ‘Sessão da Tarde’, Larry Crowne - O Amor Está de Volta ainda dá uma lição de vida, mostrando o quanto o estudo é importante para ampliar seus horizontes e que não existe idade para reconstruir a sua vida. Aquela coisa de: ‘Nunca desista!’, ‘Não abaixe a cabeça!’ e ‘Siga em frente’ é bem colocada e, claro... final feliz na certa!








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O HOMEM DO FUTURO

TEMOS NOSSO PRÓPRIO TEMPO



Algo jamais feito no cinema brasileiro. Só isso já é um bom motivo para você ver este filme. Uma comédia romântica com ficção científica bem construída e com ótimas atuações de Wagner Moura e Alinne Moraes, além de efeitos especiais e cenografia que não deixam nada a desejar das produções norte americanas.

O Homem do Futuro conta a história do cientista João ou ‘Zero’ (Wagner Moura) que viveu um grande trauma durante uma festa da faculdade em 1991. Apaixonado por Helena (Alinne Moraes), João – tido como nerd - é ridicularizado no palco na frente de todos da festa e ele vive com este trauma até inventar uma máquina que o faz voltar exatamente na festa em que ele foi humilhado para impedir a repetição deste momento dramático. Porém, mexer com os fatos do passado acaba complicando ainda mais o futuro e chega um momento em que os três ‘Joões’ se encontram para discutir qual seria o melhor destino para o ‘João adolescente’. Apesar dos três serem interpretados por Wagner, cada um tem uma linha de atuação diferente e o esforço e brilhantismo de Wagner é amplamente perceptível.

Quem nunca sentiu vontade de voltar ao tempo e mudar algo em sua vida? Mesmo aqueles que dizem “não me arrependo de nada”. Até estes já pensaram sim; mesmo que por um instante. Tenho certeza! Mas, pra tudo que acontece em nossas vidas, tiramos uma lição; é essa a lição do filme. Não existe vida perfeita; existe a nossa vida e ela é única.

Durante todo o filme, a música Tempo Perdido do Legião Urbana está presente. Ela vai e volta nas vozes dos protagonistas e a impressão que dá é que o filme foi todo pensado a partir desta música que é um hino do nosso rock. Não é exagero falar que Renato Russo nos deixou muito mais do que boas músicas e Claudio Torres (diretor e roteirista) soube muito bem aproveitar o tema da canção, mesmo que o filme dê diversas idas e vindas nesta festa e muitas das cenas se repitam. Nada que perca o ritmo do roteiro – tudo fica bem encaixado. Claudio Torres tem essa característica de fazer filmes simples, bons e longe do lugar-comum do panorama tupiniquim (como ‘A Mulher Invisível’ e ‘O Redentor’). Um ótimo passatempo e uma ótima pedida para divertimento num finzinho de semana.





Abaixo, a letra da ‘música-tema’ do filme (podem cantar! rsrs):

Todos os dias quando acordo,
Não tenho mais o tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo.


Todos os dias antes de dormir,
Lembro e esqueço como foi o dia
"Sempre em frente,
Não temos tempo a perder".


Nosso suor sagrado
É bem mais belo que esse sangue amargo
E tão sério
E selvagem,
selvagem;
selvagem.


Veja o sol dessa manhã tão cinza
A tempestade que chega é da cor dos teus
Olhos castanhos
Então me abraça forte
E diz mais uma vez
Que já estamos distantes de tudo
Temos nosso próprio tempo,
Temos nosso próprio tempo,
Temos nosso próprio tempo.


Não tenho medo do escuro,
Mas deixe as luzes acesas agora,
O que foi escondido é o que se escondeu,
E o que foi prometido,
Ninguém prometeu.


Nem foi tempo perdido;
Somos tão jovens,
tão jovens,
tão jovens.





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MISSÃO MADRINHA DE CASAMENTO


VOCÊ PRECISA VER



Antes de começar a falar sobre Missão madrinha de Casamento, gostaria de dizer que você precisa ver este filme. Isso mesmo! Você que está aí sentado lendo isso.

Tá. O título não é nem um pouco convidativo... Daí você pergunta: ‘É com quem?’ e não encontra nenhum nome super famoso hollywoodiano. No entanto, Missão madrinha de Casamento é um dos melhores filmes de comédia que eu já vi. Como se não bastasse ser uma deliciosa comédia, o filme é uma linda lição de vida com cenas que te fazem chorar (pelo menos as pessoas que observei no cinema quando não estavam rindo alto, estavam rindo baixo ou chorando). Sim, estou fazendo propaganda. Não é por acaso que nos Estados Unidos, essa comédia já ultrapassou a bilheteria do tão comercial e cheio de propaganda ‘Sex and the City’.

Annie (Kristen Wiig) está passando por um inferno astral e quando ela chega no fundo do poço, o poço fica mais fundo e ela cai novamente. Ao mesmo tempo, sua melhor amiga (e de infância) Lilian (Maya Rudolph) vai se casar com um homem rico e a convida para ser a madrinha-mor; aquela responsável por organizar a festa, juntamente com outras quatro madrinhas assistentes. Dentre essas outras madrinhas há Helen (Rose Byrne) - que almeja roubar a sua amiga e o seu posto de primeira madrinha e começa a provocar ciúmes em Annie – garantia de cenas hilárias. Isso fica parecendo inveja de sua amiga e as duas acabam brigando.

Os personagens são bem construídos e essa relação de amizade é bem discutida e emocionante, já que todo mundo tem ou teve uma grande amizade na vida. O filme é levado de uma forma tão inteligente que ora a gente às vezes tem pena de Annie, ora não, tamanha são as enrascadas que ela coloca as pessoas. É uma comédia de situações que te fazem refletir sobre seus atos, sua vida e as pessoas que você ama e estão ao seu redor; também faz refletir se existem sentimentos que duram para sempre. Só não posso dizer que é para todos os públicos por conta de algumas cenas ousadas e dos diálogos super engraçados, porém sem pudor algum. Este filme me lembrou muito Os Normais e a protagonista é a ‘Vani’ hollywoodiana.

Resumindo: Missão madrinha de casamento é uma bela surpresa e tenho certeza que você não vai se arrepender de assistir. Vá e se não gostar, volte aqui e me diga porque estou errado.

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CILADA.COM


É AMOR. É CILADA

O tipo de comédia que brasileiro sabe fazer. ‘Cilada.com’, filme que tem Bruno Mazzeo como roteirista/protagonista e como diretor, José Alvarenga Jr. (de Os Normais, Divã, dentre outros) veio para divertir o público com um humor ácido e ousado (no sentido sexual da palavra). Este filme é uma adaptação da série ‘Cilada’ que estreou em 2005 no canal Multishow e virou quadro no Fantástico – ambos da Rede Globo.

Cilada.com é uma comédia bastante atual, que utiliza-se dessa profusão de vídeos no youtube que produzem novos famosos a cada semana para fazer piada e (por que não?) até mesmo nos fazer refletir sobre esse ‘problema’. A cada minuto são postados cerca 48 horas de vídeos novos no youtube e 3 bilhões de vídeos são vistos diariamente, segundo dados deste ano. Um desses vídeos que foi ‘parar’ na rede foi o de Bruno. Neste vídeo, mostra ele transando com sua namorada; uma transa que durou cerca de 10 segundos (segundo ele foram 12), expondo para todos o seu problema de ejaculação precoce. O vídeo foi postado pela sua (ex)namorada Fernanda (Fernanda Paes Leme) quando ela o pegou transando com outra mulher no casamento de uma amiga. Ela decidiu também humilhá-lo, mas em escala muito maior.

Enquanto o vídeo vai passando dos 300 mil acessos, Bruno vai ficando mais famoso e passando por outras ciladas durante todo o decorrer da história. Primeiro ele decide gravar depoimentos de suas ex-namoradas falando dele, só que aí não deu muito certo quando ele percebeu que não teria muitas histórias boas para serem expostas. Depois ele teve a grande sacada de gravar uma ‘transa perfeita’ sua para também colocar na internet e limpar sua imagem.

Mas a sequência também reserva alguns minutinhos para passar uma mensagemzinha de amor e emocionar o público. Pelo menos eu, depois de tanto rir, consegui me emocionar também. Prova de que o roteiro está imexível, conseguindo contrapontos bem idealizados difíceis de conseguir.

Com diversas participações especiais – ao todo são 73, o filme traz cenas hilárias como a do pai de santo interpretado por Luís Miranda, o cineasta Marconha interpretado por Sérgio Loroza e a bafenta colega de trabalho interpretada por Carol Castro. Cenas para gargalhadas altas.

Por também tratar de problemas sexuais, poderia até arriscar em dizer que Cilada.com é a versão masculina do excelente ‘De pernas pro ar’ com Ingrid Guimarães e que fez o maior sucesso no começo deste ano. Não me considero moralista, mas fiquei preocupado com minha prima de 16 anos, que estava vendo o filme comigo, assistindo algumas cenas do filme. Afinal, eu a vi pequena e… enfim, foi difícil ver minha prima rindo de certas coisas…meio pesadas, eu diria. Admito. Tá! Levem quem quiser, mas respeitem a classificação indicativa, pelo menos. rs

Cilada.com tem todos os atributos para ser visto nos cinemas. Divertido, inteligente merece fazer sucesso, mesmo espremido entre o último filme da saga Harry Potter e Transformers 3. Vá assistir. Não é uma cilada!



Para reflexão: Eu, como publicitário, fico me perguntando porque a minha profissão é tão utilizada no cinema brasileiro. Todo mundo já sabe o que é um briefing?

Para reflexão 2: Muito cuidado ao postar algo na internet. Depois de postado, já foi!


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O PRIMEIRO QUE DISSE


PRECISA DIZER?

O primeiro que disse é uma boa comédia-drama italiana de situações. Situações que podem ter acontecido (ou estão acontecendo) com muitos gays. Os questionamentos dos heteros, as dúvidas, principalmente da família... Tenho certeza que muitos se identificarão com pelo menos uma passagem do filme.

O filme conta a história de Tomasso (Riccardo Scamarcio) que é de uma família tradicionalíssima do sul da Itália. Tomasso finge estudar economia em Roma e, na verdade, ele quer mesmo ser um romancista; ele tem duas vidas: a inventada para a família e a sua vida real. Em Roma, ele namora um cara e volta à sua cidade para ter uma reunião em família, contar toda essa farsa e assumir sua homossexualidade durante um jantar; só que antes ele decide contar tudo a seu irmão Antonio (Alessandro Preziosi).

Com tudo programado e uma coragem desbravadora, Tomasso pede o silêncio de todos no jantar e é interrompido por seu irmão que assume ser gay e sua relação com um antigo funcionário da fábrica de massas da família. Antonio, o irmão de Tomasso, também não agüentava mais manter a farsa durante toda a sua vida e foi o ‘o primeiro que disse’ deixando toda a sua família chocada. O patriarca Vincenzo (Ennio Fantastichini) o expulsa de casa e logo tem um enfarte, deixando Tomasso numa completa enrascada. Para piorar, como seu irmão era o diretor da empresa e foi expulso de casa, Tomasso tem que assumir os negócios sem ter nenhuma vocação e vontade para isso.

Dessa grande confusão inesperada, surgem os diálogos e discussões sobre a homossexualidade; tudo de forma leve, mas sem deixar de criticar a sociedade e os valores familiares. O contraponto realmente cômico é quando os amigos gays e o namorado de Tomasso resolvem fazer uma visitinha sem avisá-lo; é o momento ‘gaiola das loucas’. Cheios de trejeitos, eles ficam na casa de Tomasso tendo que ‘disfarçar’ a homossexualidade, deixando o espectador ainda mais curioso pra saber como ele se livrará desse babado.

O diretor é o turco Ferzan Ozpetek - gay assumido – que trata o assunto de forma super inteligente e delicada. Conheci o diretor com este filme e já li que ele já fez outros com a temática gay como Haman/O Banho Turco e Um amor Quase Perfeito. Esses outros eu postarei aqui assim que vê-los. Fiquei curioso.

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ESCRITO NAS ESTRELAS


ERA PRA SER

Sem dúvida, a mais confusa de todas as histórias de amor que já vi num filme. Escrito nas Estrelas conta uma história de amor que tinha tudo para ser simples ou pelo menos um pouco menos complicada, mas os protagonistas fazem de tudo para complicar. De forma inesperada e louca, de certa forma é isso que na vida real acontece; as pessoas gostam de complicar as coisas.

Jonathan Trager (John Cusack) conhece Sara Thomas (Kate Beckinsale) na correria de compras de Natal ao tentar pegar o único par de luvas pretas que tinha na loja. Os dois logo se apaixonam, mas cada um queria levar as luvas para seus casos amorosos paralelos. Os dois vão para uma lanchonete e se conhecem mais, consequentemente se apaixonando mais até que Sara decide complicar as coisas. Coloca o nome e telefone dele numa nota de cinco dólares e o passa numa barraquinha; escreve seu nome e telefone num livro e diz que vai vender a algum sebo. Pra que isso? Pra deixar o destino trabalhar. Se um dos dois achar o livro ou a nota de cinco dólares é porque ‘eram pra ficar juntos’. Louco, né?

Alguns anos se passam e os dois estão com casamento marcado – cada um em sua relação, mas nunca esqueceram um ao outro e aí a trama se desenrola ainda mais num enredo cheio de coincidências (ou será que foi o destino?).

Sendo bem crítico, Escrito nas Estrelas é mais uma comédia romântica para os apaixonados de plantão, mas a forma de como tudo se desenrola é muito bom e deixa o filme muito interessante. O destino é o principal protagonista deste divertidíssimo filme. A trilha sonora, as locações e os atores estão em total harmonia.

O destino conspirou a favor do filme e garante ótimos momentos de descontração.

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DE PERNAS PRO AR


E VIRADO PRA LUA

Ingrid Guimarães e o diretor Roberto Santucci fizeram uma bela parceria. O filme foi feito para rir e cumpre esta função com grande êxito. De pernas pro ar é uma máquina de fazer rir.

Trabalhando feito louca no setor de marketing de uma fábrica de brinquedos, surge a oportunidade de crescimento e, por uma confusão do recepcionista de seu prédio, Alice (Ingrid Guimarães) troca os ‘brinquedinhos’ que utilizaria na sua apresentação pela vaga por uns outros ‘brinquedinhos’ de sex shop que pertencia à outro apartamento de seu prédio. Ela passa a maior vergonha na reunião com os presidentes da empresa e não só não consegue a vaga como é demitida e vai brigar com a dona dos objetos - Marcela (Maria Paula). Chega em casa e quando liga a secretária eletrônica tem um recado de seu marido João (Bruno Garcia) pedindo um tempo e reclamando que ela não tempo para ele. Perdida e sem saber o que fazer, ela resolve pedir desculpas a Marcela e as duas começam aí uma grande parceria.

Marcela é dona de um fracassado sex shop e topa ser sócia de Alice que decide disponibilizar os ‘sex toys’ on-line. O sucesso é muito grande e elas começam a selecionar consultoras por todo o Brasil para realizar o serviço de delivery. Ao mesmo tempo, Alice tenta voltar pro seu marido, mas cai novamente no mesmo ‘erro’ de trabalhar demais e ainda esconde dele qual é o seu novo trabalho.

O filme dá uma quebrada no meio que quase desanima, mas depois vem alguma cenas como a que Alice esquece de tirar a calcinha que vibra quando ouve som e vai pro jogo de futebol de seu filho. É de rir exageradamente! Isso é só pra citar uma de muitas cenas desse filme que, com certeza entrou para a minha lista de comédias favoritas.

Com certeza merece todo o sucesso que está fez nos cinemas e tem que ser visto até o último crédito subir, porque durante os créditos ainda temos muitas cenas excluídas do filme, mas que são também muuuuuuuito engraçadas.

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AS VIAGENS DE GULLIVER

SESSÃO DA TARDE DE GULLIVER

Quem não conhece essa história, né? Escrito por Jonathan Swift a um tempão atrás (em 1726) para criticar a cultura inglesa, essa é a história do ‘gigante’ que aparece em uma terra de pequenos seres – os liliputianos.

Nesta versão, Gulliver é um entregador de correspondências em um jornal e começa a se sentir um nada quando seu recém chegado estagiário é promovido a seu chefe em menos de 24 horas. Arrasado e apaixonado pela jornalista Darcy Silverman (Amanda Peet), ele escreve falsas reportagens (ctrl+c / ctrl+v) e ela, por gostar do que ele ‘escreveu’ o manda em uma viagem para descobrir o Triângulo das Bermudas.

Ao entrar pelo Triângulo das Bermudas, ele vai parar nessa terra de pequeninos e é considerado uma aberração. Ao conseguir salvar o rei, apagando um incêndio com sua urina, ele se torna um herói e até começa a ajudar o plebeu Horatio (Jason Segel) a conquistar a princesa Mary (Emily Blunt). Ele projeta o que queria fazer com sua amada dando conselhos a Horatio. A princesa era noiva de um cara idiota que começa a querer destruir Gulliver e constrói, com a ajuda do povo inimigo dos liliputianos, um robô super moderno todo em metal.

As Viagens de Gulliver by Jack Black é uma releitura bem atual deste clássico. Divertimento garantido para os pouco exigentes e para as crianças que querem apenas rir nas férias. Os efeitos especiais parecem fazer questão de ser ruins, mas o que salva são algumas seqüências engraçadas como a que ele vira uma boneca de uma menininha e as referências que o filme faz ao mundo moderno como Avatar, Titanic, Times Square e marcas famosas. A musiquinha do final nem ia comentar, mas é tão... ridículo... estranho... sem necessidade... que eu decidi vos alertar. Sem noção! No geral, podem tentar... vocês vão rir um pouquinho.

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ZÉ COLMEIA

Zé Colmeia não foi um desenho muito popular pra mim na minha infância, mas creio que tenha encantado milhares de crianças brasileiras pelas manhãs da Globo.

A história é bem simples. Zé Colmeia é um urso que fala e que tenta roubar as cestas de piquenique das famílias que estão no parque ecológico em que vive – o Parque Jellystone - com seu sobrinho Catatau. O grande diferencial poderia ter sido a 3D que eles também fizeram, mas a versão para a pré-estreia foi em 2D mesmo.

O filme é uma mistura de animação com personagens reais. Nada muito ultra moderno e que chame a atenção. A história é a mesma dos desenhos só que com um draminha a mais. Dessa vez, tem o prefeito Brown (Andrew Daly) que tenta destruir o habitat de Zé para construir prédios. As interpretações são exageradas... cheia de caras e bocas; bem infantil mesmo. Muito divertido para as crianças e também para os grandinhos.

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ELE NÃO ESTÁ TÃO A FIM DE VOCÊ


UM FILME A FIM DE VOCÊ

Nove personagens em cena que se entrelaçam. Nove atores conhecidos do grande público e relatos de pessoas comuns que aparecem durante o filme. Tudo isso para fazer com que o público, em especial as mulheres, se identifique ou que pelo menos conheça uma amiga, vizinha, prima que já passou por uma situação semelhante de pelo menos uma das muitas histórias que acontecem durante os 129 minutos desta comédia romântica.

A garota que busca intensamente o grande amor de sua vida, o rapaz que se acha o gostosão, a moça super responsável que não tem tempo para o marido, uma que busca parceiros através das redes sociais na internet, uma que se apaixona por um homem casado, um namorado dedicado... ufa! Apesar de tantas personalidades, tantos personagens e tantas histórias, cada uma é bem explorada e não confunde o público. Mas, a história principal gira em torno de quatro personagens femininas, principalmente em torno de Gigi que após um encontro com um cara, ela fica naquela dúvida se liga ou se não liga e começa a receber a ajuda e conselhos de Kevin. Daí começa toda a ‘paranóia’, onde ela interpreta todos os ‘sinais’ errados (ou não) – como qualquer pessoa altamente romântica.

Ele Não Está Tão a Fim de Você é uma adaptação do best-seller escrito por Greg Behrendt e Liz Tuccillo – isso mesmo! Assim como no filme, os conselhos amorosos de como conseguir um homem são dados por um homem. Resultado: garantiu boas risadas e indicações para todas as minhas amigas solteiras que estão à procura de um grande amor. Mulheres que querem ser a exceção.

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ENCONTRO EXPLOSIVO


LUZ, COMÉDIA, AÇÃO

Depois de um dia super entediante, fui convencido a ver este filme ao invés de ver Toy Story ou Shreck – que era o que eu “precisava”. Não me arrependo. Apesar de ter muitos tiros e perseguições, também teve muitas cenas cômicas. Resultado: ri muito.

“Coincidentemente” se esbarrando com June (Cameron Diaz), Roy Miller (Tom Cruise), com seu jeito galanteador, faz com que June acabe se apaixonando por ele e, acidentalmente acabe pegando o mesmo avião onde estava cheio de agentes secretos perseguindo e querendo algo que Roy protegia. Esse objeto de super valor é uma fonte de energia maior que o sol, inventado por um nerd.

Por ela ter se envolvido com Roy (mesmo que por pouco tempo), ela também começa a ser perseguida como cúmplice dele e daí começa as trapalhadas e as sequências cômicas do filme - aprendendo a manusear armas e até a matar gente. June, que tinha viajado para o casamento da irmã quando pegou o mesmo avião que Roy, se mete em várias enrasacadas, vários locais e, se torna realmente a sua cúmplice até começar a desconfiar que ele estava enganando todo mundo e queria vender a peça para a máfia espanhola e o denuncia para o FBI.

Quase capturado pelo FBI, Roy se joga num rio e é tido como morto. Só que June descobre que ele pode estar vivo e decide se entregar à máfia espanhola só pra ele aparecer e salvá-la. Claro, Roy aparece. Ohhhhhhhhh... a salva e os dois terminam nesse romancezinho tenso e cheio de amor em cima de caminhão de carreto.

Para se divertir, basta não levar a sério. E não tem essa de ser um filme de ação para mulheres. Afinal, muitos filmes de ação misturam ação e humor; não tem nenhum problema em tentar levar mais gente às salas de cinema. O filme como comédia, é ótimo e Cameron, como sempre, arrasa.

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SHERLOCK HOLMES


O SR. HOLMES QUE EU CONHEÇO
Muitos estão dizendo que o diretor do filme (Guy Ritchie) acabou com a história e descaracterizou a figura de Sherlock Holmes. Confesso não conhecer toda a história deste personagem, mas dou os parabéns pelo belíssimo filme que me proporcionou bons minutos de entretenimento. Atuações brilhantes, ótimos efeitos e a dose exata de humor.
Sherlock Holmes é um personagem de ficção da literatura britânica criado pelo médico e escritor britânico Sir Arthur Conan Doyle. Holmes é um investigador do final do século XIX, que aparece pela primeira vez no romance A Study in Scarlet (Um estudo em Vermelho), em Novembro de 1887. Muito inteligente, Holmes entende de tudo um pouco e é detalhista a ponto de saber tudo de um crime só pelo cheiro do ambiente.
Holmes, interpretado pelo Homem de Ferro Robert Downey Jr, está em crise depressiva ao saber que seu amigo-irmão e companheiro de aventuras Dr. Watson (Jude Law) está prestes a se casar e está querendo uma vida mais tranquila, longe de confusões. A história é dinâmica e começa sem explicar nada; quem quiser que vá entendendo... mas não é difícil. Pelo contrário, a trama é simples à la Scoob-Doo. Depois de prender o místico criminoso Lord Blackwood (Mark Strong) e o mesmo ser morto, Blackwood “ressucita” e vem com um plano ainda mais maquiavélico de dominar o mundo começando pela Inglaterra. Paralelo a isso, competindo em grau de esperteza, surge sua ex-rival-amante Irene Adler (Rachel McAdams), que traz uma nova missão, deixando a certeza de uma continuação do filme.
O filme é direto, sem frescuras e o tom de humor sarcástico é sem dúvida o grande mérito do filme. As excelentes câmeras lentas que antecedem as ações calculadas do detetive e o tom londrino fazem também com que esta ação-comédia seja muito bem produzida e divertida de ser vista.
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