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O CORVO


Edgar Alan Poe foi encontrado delirante no banco de uma praça repetindo continuamente um nome e morreu por causas ainda desconhecidas. Edgar Alan Poe é um personagem real - escritor de literatura gótica e esse fato (ou lenda) inspirou Ben Livingston e Hannah Shakespeare a escreverem O Corvo.

Edgar, interpretado na medida certa por John Cusack, vira personagem e vítima de suas próprias histórias. Na (muita) escura e neblinada cidade de Baltimore, um misterioso assassino começa a cometer crimes baseado nos livros de Edgar. Começa aí o joguinho de pistas com a polícia, onde o principal perito é o próprio escritor. 

Não falta nada para um belo clássico de suspense. Belas sequências de ação, bela fotografia, bela direção de arte, bela direção e uma bela trilha sonora que acompanham todas as nuances do filme que vai de uma cena meio Jogos Mortais à claustrofóbica cena da mocinha Emily (Alice Eve) enterrada viva.

Todo o crédito de O Corvo vai para o roteiro que depois de todo o suspense ainda consegue surpreender no final conseguindo fugir do óbvio. Desafio alguém adivinhar quem é o fanático assassino antes dos quinze minutos finais da sequência. 

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A GAROTA DA CAPA VERMELHA


QUEM TEM MEDO DO LOBO MAU?

Inevitáveis serão as comparações com outros filmes como Crepúsculo (a direção, inclusive é a mesma do primeiro filme da série), o excelente A Vila de Shyamalan (se ainda não viu, merece ser visto) e a própria história de diversos contos infantis, como Os três porquinhos e ela própria: Chapeuzinho vermelho – a grande inspiradora do filme. Só mesmo assistindo para ver como tudo isso se encaixou num filme de suspense.

Valerie (Amanda Seyfried) é prometida para casar com Henry (Max Irons) só que desde a infância ela ama Peter (Shiloh Fernandez). Todos vivem em Daggerhorn - uma vilazinha pacata e no meio do nada onde toda lua cheia, eles se escondem dentro de suas casas e sacrificam seus melhores animais para que um lobo ache comida fácil e os deixe em paz, só que essa trégua é quebrada quando a irmã de Valerie é assassinada pelo lobisomem e os homens da vila começam a caçá-lo. Para piorar a situação, surge o padre Solomon (Gary Oldman) revelando que o lobisomem é alguém da vila e que, de tempo em tempo, acontece um fenômeno chamado de lua sangrenta, onde a lua se alinha com Marte e nesse dia o lobo procurará alguém para morder e perpetuar sua espécie. Justamente nesse fenômeno, o lobo se comunica com Valerie e a convida para fugir com ele – só ela o escuta. Por conseguir se comunicar com o bicho, Valerie é oferecida ao lobo, já que ele não fará nada com a vila caso ela vá embora com ele e se transforme também em lobo.

O grande mistério fica por conta de saber quem é o lobo em sua forma humana, já que se descobrirem, essa pessoa será morta e a maldição acabará. Seguindo a lógica, todos que cercam Valerie são suspeitos de serem ‘o lobo mau – sua mãe, seu pai, o seu grande amor Peter, o seu noivo Henry, sua avó, dentre outros. O filme é bom e surpreende da metade pro final quando ele começa engrenar de verdade. A fotografia de Mandy Walker criando o ambiente sombrio e as cenas onde Valerie está com seu longo ‘chapeuzinho’ na neve embelezam o clima de suspense e enche a tela de significados semióticos.

A fala famosa de Chapeuzinho Vermelho “Vovó! Que olhos grandes você tem...” criada pelo escritor da fábula Charles Perrault está presente quase no final da trama e arranca risadas da platéia, quebrando o clima de tensão construído pelo ótimo roteiro de David Leslie Johnson. A garota da capa vermelha é um curioso ótimo filme de suspense que merece ser visto.

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PERFUME - A HISTÓRIA DE UM ASSASSINO


CHEIRO DE... DE...

Na decadente e putrefata Paris do século 18, nasce o indesejado Jean-Baptiste Grenouille. Abandonado por sua mãe, Jean Baptiste vai parar num orfanato, onde é quase assassinado pelos outros órfãos e onde já começa a revelar seu alto poder olfativo. Jean cresce e vai trabalhar num curtume. Ele sabe que tem um talento e só não sabe como aproveitar isso.

Certa vez, ao acompanhar uma garota pelo belo cheiro que a mesma exalava, ele acaba a matando sem querer e não se contenta ao perceber que ele perdeu aquele cheiro para sempre. Daí começa a fixação para poder conservar o cheiro das mulheres e começa a trabalhar num boticário, onde aprende algumas técnicas de se fazer perfumes.

Engana-se quem pensa que vai ver um tenebroso filme de serial killer – apesar do próprio nome do filme sugerir isso. Perfume – a história de um assassino torna a feiúra, a sujeira e os assassinatos temas poéticos de forma que a gente (quase) torce pra que ele consiga alcançar seu objetivo maior.

O filme é baseado no romance de Patrick Suskind e, talvez por não querer deixar nenhum detalhe de lado, o filme é (muito) longo e o final é surpreendente; poderia dizer...ridículo! Muitos podem até dizer incompreensível, mas o ridículo que eu falo é totalmente justificável quando considerado o todo. De qualquer forma, é inevitável um ‘han?’ ao final.

O que vale mesmo a pena é ver direção de arte espetacular e a atuação de Ben Whishaw no papel do protagonista que, mesmo com poucas falas, consegue a simpatia do público.

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ILHA DO MEDO


ESTOU LOUCO?

Para mim, Leonardo Di Caprio está se tornando um daqueles atores que sempre acertam em que projeto entrar. Profissionalismo do elenco, excelente roteiro e perfeita direção é o que você pode encontrar em Ilha do Medo.

Ilha do Medo é um daqueles filmes que você tem que locar porque não dá pra assistir apenas uma vez. Dá pra entender na primeira vez sim, o problema é que dá vontade de voltar ao filme e pegar os detalhes. Scorcese faz com que você entre na história e se sinta um investigador do que está acontecendo. O diretor vai jogando pistas (às vezes falsas) para incitar interpretações até mesmo quanto ao gênero do filme. Por esse motivo, não posso falar muito do filme, pois tudo que eu falar (ou tentar descrever) vai ser desconstruído ao longo do filme e tudo que eu poderia narrar sobre o filme, seria quebrado com a surpresa do final.

Logo, pela primeira vez na história deste blog eu vou recomendar um filme sem contar nada sobre ele. Espero que confiem em mim. Se não gostar volte aqui pra gente discutir, tá? Ah! E quando acabar de ver o filme, acredite: Você não está louco!

Curiosidade: O filme é uma adaptação do livro Paciente 67 de Dennis Lehane.

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PREMONIÇÃO 4


A MORTE QUANDO VEM, VEM PARA MATAR

Ouvi alguns comentários negativos sobre o filme, mas como eu vi os três primeiros da série, claro que eu não ia perder esse. Gosto de filmes do gênero e de ter a minha opinião, então decidi ver, e o que é melhor: em 3D – uma “ótima grande sacada genial” pra este filme, já que o roteiro é o mesmo de sempre – o que torna o filme bastante previsível.

Nick e mais três amigos estão numa corrida de carros, quando ele enxerga um grande acidente e prevê a morte de todos que estavam à sua volta na arquibancada. Nick tenta avisar às pessoas, cria uma confusão e quem consegue sair realmente se livra da morte. Mas apenas se livraram dessa vez. Se todos que ele previu deveria morrer, então isso tinha que se cumprir e a morte dos sobreviventes começa a acontecer na mesma ordem em que ele previu.

Como nos outros filmes, quando o protagonista percebe a sequência das mortes, tenta avisar a todos e a tentar “mexer no destino” para escapar da morte. Tudo muito igual aos outros. O que me choca são os pós-morte; o que se gastou para reproduzir membros do corpo, órgãos vísceras e afins para, muitas vezes mostrar que a pessoa foi “triturada”, não está no gibi. As mortes nesse quarto filme são bem mais fortes (ou seria melhor dizer... trash?) e o que me deixa surpreso é que, diferente dos outros (é impossível não comparar) todo mundo fica esperando as mortes, torcendo pela “eliminação” de cada personagem.

O final é como se realmente fosse dizer que o último da série. Será? (Disseram que o terceiro era o último, mas parece que a ambição falou mais alto). Só sei que nessa queda de braço, a morte vence, porque ela quando vem, vem para matar - hahaha. Não importa o que se faça, quando é chegada a hora, já foi!

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JOGOS MORTAIS VI


VI. NO VI

Acompanhei toda a saga de Jogos Mortais no cinema e isso não foi uma tarefa muito fácil. Também não posso dizer que foi agradável apesar de gostar do gênero – se é que Jogos Mortais se encaixa em algum gênero – principalmente depois do quinto filme da série. Eu vejo e não vejo...é meio estranho. O filme me agrada ao mesmo tempo em que me repele e me deixa agoniado de ouvir (sim, apenas ouvir) tantos gritos, já que não consigo ver metade das provas de vida ou morte – que aliás estão cada vez mais criativas.

Ouviu-se os boatos de que este sexto filme já estava pronto desde que foi feito o quinto e isso só tornou ainda mais árdua a espera por esse lançamento que só ocorre no dia 31.10 (dia do Halloween) em todo o mundo. Jogos Mortais V me traumatizou bastante e, por isso, fui assistir Jogos Mortais VI esperando o de sempre; confusão, explicações e muita carnificina.

Como Dr. Jigsaw (Tobin Bell) morreu no quarto filme da série e o filme precisava continuar dando lucro, o seu suplente que recebe as ordens através de um testamento é Hoffman (Costas Mandylor) – um investigador da polícia que não “comete os crimes com humanidade” e, por prever isso, Dr. Jigsaw deixou uma caixa para sua mulher Jill (Betsy Russell), onde continha 6 envelopes. Sua esposa entregou apenas cinco envelopes ao investigador. Cada envelope continha as vítimas de cada jogo e no sexto o próprio suplente era a pessoa a ser testada, mas a vítima principal deste filme é movido pela vingança; um diretor de uma empresa de planos de saúde que nega tratamento para as pessoas quando elas ficam doentes, através de uma equação que o mesmo inventou e teve o azar de negar tratamento ao psicopata Jigsaw. Para se redimir ele tem que passar por um longo jogo de várias etapas e que envolve muitas outras pessoas. A grande lógica é que as pessoas só dão valor à vida quando estão próximas da morte.

Jogos Mortais VI até que é bem mais tranqüilo do que muitos outros da série. Dessa vez é super clara a vontade de se explicar cada detalhe dos acontecimentos passados e de cada detalhe que está acontecendo. Tudo é muito bem explicado, talvez para não dar razão aos que dizem que o filme é confuso. Ainda é difícil (logicamente), para quem não conhece toda a história, mas se fizer um esforcinho dá pra entender boa parte.

Jogos Mortais é um maravilhoso case de sucesso para se estudar o marketing de nicho. O sucesso é sempre tão bom que este (que seria) não é o último filme da série; já foi confirmado para 2010 Jogos Mortais VII em versão 3D. Ainda não é a última vez que ouviremos "Game Over".

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PRESSÁGIO



ALGUMA NOVIDADE?


Sabe aqueles filmes que tem tudo para serem brilhantes e não são? Não... não estou dizendo que Presságio é um filme ruim, mas falta... faltou alguma coisa... ou colocaram coisa demais... No começo todos pensam que se trata de um filme de terror, no meio acha que é uma coisa e, no final, vê que não era nada demais. Mais um filme ao estilo Sinais (2002).

Tudo no começo dá a entender que se trata de um filme de terror. 1959 - Lucinda, a menininha esquisitinha da turma - ouve sussuros e, quando sua professorinha pede que todos desenhem projeções do futuro para colocar numa cápsula do tempo que será aberta dali a 50 anos, ela escreve um monte de números aparentemente sem sentido. Cinquenta anos se passam e na abertura dessa cápsula cada criança da escola tem direito a pegar um desenho e quem pega o da esquisitinha é Caleb (Chandler Canterbury), filho do professor de astrofísica John Koestler (Nicolas Cage), que acidentalmente (aliás, totalmente estranho e sem graça a forma que foi descoberto) descobre que aqueles números são datas de eventos catastróficos para a humanidade. E tudo em ordem cronológica. Percebe também que além das datas, tem o número de mortos em cada tragédia e o local em que vão acontecer. Mas para terminar a lista, faltam apenas três tragédias e na última não tem o número de mortos e sim: Everybody else - o que representaria o fim dos tempos.

Esse fim dos tempos se aproxima e percebe-se que os seres sussurrantes são extra terrestres que vieram buscar os selecionados para habitar num novo mundo enquanto o planeta Terra é totalmente queimado por conta de uma explosão solar. Caleb e a neta de Lucinda são dois dos selecionados. A nave espacial é bem estranha, mas os efeitos da Terra sendo destruída e da queda de um avião num engarrafamento são perfeitas.

Interessante foi perceber que o diretor (Alex Proyas) não precisou de uma história de amor entre homem/mulher para encher linguiça. Salas lotadas, 50 milhões de dólares recuperados facilmente e ganhamos mais um filme sobre o fim do mundo, sendo que nesse, percebe-se a nossa vulnerabilidade: não há mais nada a ser feito. Todos os presságios já foram ditos.
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AMIGO OCULTO


FILME DO LEITOR



Fico muito feliz deste blog ter aberto um espaço para que os leitores participem. Apesar do olhar leigo, todos nós temos uma opinião a compartilhar sobre um bom filme e uma crítica a fazer sobre uma produção boa ou ruim. Espero que gostem!


Amigo Oculto é estrelado pelo grande Robert de Niro, e apesar de ser encontrado na prateleira de Terror das locadoras, esse filme só pode ser classificado justamente como Suspense. E dos melhores. Filme de 2005, mas bem que merecia um Oscar!


Com um roteiro inteligente, é difícil que o telespectador descubra quem é o Amigo Oculto da personagem Emily. No filme, a menina, interpretada por Dakota Fanning (aquela jovem atriz de olhos ‘expressivos’ que também fez Guerra dos Mundos), sente-se muito solitária após a morte da mãe. Para fugir desse trauma, pai e filha mudam-se de cidade, indo para um local distante de tudo, para uma casa grande e misteriosa no campo. A criança ‘inventa’ um amigo imaginário, e eles gostam de brincar de esconde-esconde, um jogo que vai se tornando cada dia mais perigoso e distante da idéia de uma brincadeira infantil. O jogo vai se tornando real.


Quem curte assistir filmes no idioma original, como eu, se arrepia ao ouvir a frase que sempre antecede a brincadeira “Charlie, come out, come out, whatever you are” (Charlie, apareça, apareça, aonde quer que você esteja). Eu assisti ao filme no cinema e várias vezes em DVD, chegando a conclusão que se você apagar a luz e aumentar o volume, a trilha sonora fará com que você sinta-se dentro do filme. Depois de se surpreender com o final do suspense, não deixe de conferir os finais alternativos nos Extras.



Por Itana Gomes
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