Se você gosta de efeitos especiais, emoção e entretenimento, então vai adorar esse filme tanto quanto eu. É muito legal poder escrever sobre um filme, mas vamos pensar para quem esses filmes hollywoodianos são feitos. Eu sou parte da massa (rs), não sou crítica de cinema, apesar de fiel leitora deste blog. Acredito que às vezes não somos muito críticos porque já vamos ao cinema com a expectativa de assistir aquele feijão-com-arroz; um filme com um roteiro médio, com um romance no meio da história, um clímax e um final feliz. Não é por isso que vamos engolir qualquer coisa, mas às vezes nos satisfazemos com as fórmulas prontas. Devo dizer que adorei o filme, mas não me surpreendi.
Tudo gira em torno de uma família norte-americana que aproxima seus laços com a iminência da catástrofe mundial. Eles só descobrem o que vai acontecer quando é tarde demais, porém, ao invés de desistirem, eles decidem lutar pela sobrevivência. O tempo não parece está a favor de ninguém no filme, e nem os mais abastados conseguem garantir sua “vaga” em um secreto plano de fuga. Questões políticas são pinceladas, enquanto as decisões precisam ser tomadas de forma democrática... e rápida. O poder se torna uma arma perigosa nas mãos de quem não teme passar por cima de tudo e de todos para sobreviver. Os Estados Unidos se afirmam como uma potência em influência política, a Europa em força de capital e a China em mão de obra. O filme explora alguns instintos humanos, preferindo entretanto, apelar para o sentimento de redenção. O arrependimento e a valorização do que é mais importante – por um momento me fez refletir sobre o que eu me arrependeria de não ter feito por alguém.
Não é a primeira vez que o tema Fim do Mundo é explorado, o próprio Roland Emmerich já fez muito sucesso dirigindo Independence Day e O Dia Depois de Amanhã. Spielberg com Guerra dos Mundos; o terror Resident Evil; e se formos mais longe dá para lembrar até de Planeta dos Macacos (muito longe? rs ), o fato é que na falta de temas originais vale uma mega-produção e muito investimento em publicidade para atrair a galera ao cinema.
O tom bem humorado tornou o filme leve, com destaque para uma cena em que a rainha da Inglaterra aparece no filme (!) e destaque também para a Globo News que é citada! O Brasil aparece sim, só por alguns segundos e com cara de terceiro mundo, mas estamos lá. Em resumo, 2012 é um filme muito bom, com um roteiro interessante e com efeitos especiais nos fazem querer uma projeção em 3D. Vale a pena assistir e compartilhar sua opinião no botão comentários.
por Itana Gomes do Blog Vale Transporte