
O SÉTIMA OPINIÃO vem me dando muitas alegrias. Para mim, assistir e agora estar escrevendo sobre Tempos Modernos é a realização de um sonho. É o primeiro filme mudo que vejo; sempre tive curiosidade de vê-lo e agora falta só mais alguns poucos de minha lista – rs.
Todo mundo conhece ou já viu pelo menos uma imagem ou cena deste filme, mas há muitas outras coisas por trás dele que eu não sabia. Além de criticar a mecanização e a longa jornada de trabalho exercida por muitos trabalhadores nos anos 30, logo após a crise de 29, Tempos Modernos fala sobre levantar a cabeça e ir à luta; a humanidade em busca da felicidade (ao som de “Smile”).
Paralelo à história de Chaplin, que fica louco de tanto trabalhar e de tanto sofrer ao fazer um trabalho repetitivo e cada vez mais exigente (daí as cenas clássicas do cinema – algumas vocês podem conferir aqui embaixo), tem a história de uma mocinha órfã que cuida de suas duas irmãs, até deixá-las num orfanato e ter que roubar para se alimentar. A história deles se cruzam quando Chaplin, recém saído da prisão contra a sua vontade, decide se acusar do roubo que tal garota havia realizado. Ele achava melhor ficar na prisão do que ficar desempregado e na rua com tantas confusões acontecendo. Os dois conseguem fugir da polícia e tentam começar uma nova vida juntos numa casa toda velha e acabada e, durante o tempo em que Chaplin fica novamente na prisão – envolvido em outra confusão em seu novo emprego numa loja de departamento, a garotinha consegue um emprego de dançarina e também consegue um emprego de garçom para o amigo, que não sabe servir as mesas, mas acaba sendo um sucesso ao fazer uma apresentação de dança e música – única cena em que se tem a voz do protagonista Carlitos. A polícia descobre que a garota que dança neste restaurante é a mesma que abandonou suas irmãs no orfanato e decidem prendê-la; por sorte e pela esperteza de Chaplin, os dois conseguem fugir e caminham rumo a um horizonte com a cabeça erguida com a intenção de nunca abandonar a luta.
Tempos Modernos é o último filme mudo de Chaplin e merece ser visto diversas vezes não só por arrancar boas risadas, mas para repensar algumas coisas da vida e até mesmo para se estudar a história. Recomendo a todos assistirem o Mestre.

DREAM MOVIE
Um musical com mega astros como Jamie Foxx, a multifacetada Beyoncé Knowles e Eddie Murphy, Dreamgirls – em busca de um sonho só podia ser um espetáculo.
O filme se passa na década de 60 e conta a história de um trio de cantoras formado por Effie (Jennifer Hudson), Deena (Beyoncé Knowles) e Lorrell (Anika Noni Rose) – que formam um promissor grupo feminino chamado The Dreamettes. São encontradas pelo ambicioso vendedor de carros Curtis Taylor Jr. (Jamie Foxx) que almeja mudar o cenário musical racista e ter a própria gravadora. Começam fazendo coro de James "Thunder" Early (Eddie Murphy), mas era a oportunidade que faltava para começar a entrar no cenário musical.
O poder de Curtis Taylor vai aumentando e ele então decide dar às meninas uma carreira independente de Early. Para tanto, a líder do grupo tinha que mudar e isso começa a causar ciúmes dentro do grupo. Effie cria uma série de problemas e é logo substituída por outra garota; quando ela decide voltar já é tarde demais e se tem uma cena linda (veja o vídeo abaixo) que, com certeza foi decisiva para dar a ela o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante de 2006.
Curtis se casa com Deena e obtém muito sucesso com a sua gravadora e as The Dreams (sim. Um novo nome para o grupo) ao mesmo tempo em que ele se torna o vilão da história ao fazer com que a ambição sobressaia à vontade de fazer sucesso; ele começa a se achar o dono de Deena e do mundo.
É! O preço da fama não é bom não... mas o filme é bom demais! Músicas lindas, vozes lindas... coreografias... figurinos...atuações ótimas... Enfim, pra quem gosta de musicais, como eu, é um filme primoroso.

UM HINO AO SOFRIMENTO
Contar a vida de uma pessoa através de um filme não deve ser uma tarefa fácil, ainda mais se a vida dessa pessoa é tão trágica. Não esperava um filme assim, mas valeu a pena ter assistido principalmente por ouvir a bela sonoridade do idioma francês e por conhecer a vida e a obra desta talentosa cantora.
p.s.: ganhei este filme de presente da minha amiga Itana Gomes do blog Vale Transporte.

SWAYZE DANCE
Estava numa grande e ótima fase de musicais até assistir esse ótimo filme que, vou chamá-lo aqui de “dancical”. É sem comparações.
Travis (Patrick Swayze), Chrissa (Lisa Niemi) e Max (George Delapena), faziam parte de uma compainha onde eram muito explorados fisicamente e, com a morte de Alex - o diretor artístico – cada um vai para o seu lado e viver sua vida até serem chamados para um novo grande espetáculo onde dançariam a mesma coreografia que quase encerra as suas respectivas carreiras.
Os três começam uma grande luta contra o tempo, além de reviverem grandes recordações, lutarem contra relacionamentos mal resolvidos e terem grandes descobertas.
A história de A última dança é simples e bastante previsível. Mostra um Patrick Swayze em ótima forma e com maravilhosas performances como dançarino ao lado de Lisa Niemi. É maravilhoso ver as danças como parte do texto e às vezes, personagem da história – todas as coreografias foram bem elaboradas a ponto de emocionar e deixar o público apaixonado pela dança. A dança deixou de ser apenas uma dança no meio do filme e se tornou parte integrante da história. Desculpa se estou sendo redundante, mas eu creio que tenha sido a primeira vez que vi algo parecido num filme e realmente fiquei muito feliz em ver o resultado dessa mistura.
Apesar do nome do filme, este não foi o último filme de Patrick Swayze e muito menos sua última dança. Ah! Tem um fato muito interessante neste filme... tem trilha musical brasileira! Tem uma cena em que eles dançam ao som de “Batendo no peito” de Andre Cacciabava e Erick Bulling.

I'm singing in the rain… Just singin' in the rain… What a glorious feeling… I'm happy again…
Feliz. Muito feliz. Assim eu me senti após ter assistido esse filme. Uma sensação de dever cumprido sabe? Mais uma alegria que o SÉTIMA me proporcionou. Ver um clássico como Cantando na Chuva e agora escrever sobre ele é, sem dúvida, a melhor experiência que tive dentro deste humilde blog.
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Não consigo esconder minha paixão por musicais e Cantando na Chuva só veio fomentar ainda mais essa minha paixão. Pra começar, desde criança eu achava que o nome do filme era Dançando na chuva... rs e descobrir toda a história do filme foi ainda mais legal.
Um filme metalinguístico. Don Lackwood (Gene Kelly) e Lina Lamont (Jean Hagen) são dois super artistas do cinema mudo – considerados também os amantes românticos do cinema em todo o mundo; vivem um romance inventado pela publicidade, até que Don, fugindo de fãs histéricas, encontra e se apaixona por Kathy Selden (Debbie Reynolds).
Com um novo conceito de cinema se estabelecendo e preocupado com a concorrência, o estúdio
Para mim, o filme é perfeito! Coreografias, sincronismo... tem uma cena que Don e Cosmos (Donald O'Connor) - outro destaque incrível do filme – dançam e tocam violino fazendo palhaçadas... Sensacional! Sem falar na cena em que dançam juntos com um fonoaudiólogo. Cantando na Chuva não deixa nada a desejar para os musicais atuais. Tudo feito com os recursos que haviam em 1951... Estou muito feliz mesmo!
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I'm laughing at clouds… So dark up above… The sun's in my heart… And I'm ready for love…
