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O FABULOSO DESTINO DE AMÉLI POULAIN



FABULOSO



Fabuloso, primoroso. Poderia escrever esse texto todo só adjetivando este filme francês que simplesmente veio para fazer diferente e encantar com uma narrativa simples e poética.


É ótimo quando temos a chance de ver filmes como este. Tenho até medo de escrever sobre ‘O fabuloso destino de Amélie Poulain’. Um filme cômico, dramático e ao mesmo tempo, simples. Para mim, um clássico.


Dirigido por Jean-Pierre Jeunet, concorreu ao Oscar 2002 nas categorias de Melhor Filme de Língua Estrangeira, Melhor Som, Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte e Melhor Roteiro Original; não levou nenhum. Estava concorrendo com nada mais, nada menos que ‘O Senhor dos Anéis’, mas merecia... merecia...


A história de Amélie é dramática desde a sua infância. Viveu isolada de tudo e de todos; até de seus pais. Seu pai – que era médico - só a tocava quando tinha que realizar exames e sua mãe morreu muito estranhamente. Ainda jovem e já morando sozinha, encontra por um super acaso no banheiro de seu apartamento, uma caixa de lembrancinhas que por ali deve ter ficado anos e anos. Sabendo que a caixa pertence a algum antigo morador, Amélie sai em busca desta pessoa e ao encontrar o dono da caixa e perceber a felicidade que uma simples caixinha de miudezas havia provocado nele, ela decide ajudar as pessoas que a cercam até perceber que a sua vida também tem um vazio que precisa ser preenchido. É esse o seu fabuloso destino.


Com diálogos rápidos, informações diversas num ritmo frenético e um narrador que parece ter saído do Telecurso 2000, o filme vai te envolvendo e se desenrolando numa velocidade ímpar e te encantando com uma fotografia espetacular a ponto de, ao final, você perceber que não viu um filme, assistiu a uma lição de vida. A trilha acompanha tudo isso e a atriz Audrey Tautou nasceu para o papel. Encantador.

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TEMPOS MODERNOS

O SÉTIMA OPINIÃO vem me dando muitas alegrias. Para mim, assistir e agora estar escrevendo sobre Tempos Modernos é a realização de um sonho. É o primeiro filme mudo que vejo; sempre tive curiosidade de vê-lo e agora falta só mais alguns poucos de minha lista – rs.

Todo mundo conhece ou já viu pelo menos uma imagem ou cena deste filme, mas há muitas outras coisas por trás dele que eu não sabia. Além de criticar a mecanização e a longa jornada de trabalho exercida por muitos trabalhadores nos anos 30, logo após a crise de 29, Tempos Modernos fala sobre levantar a cabeça e ir à luta; a humanidade em busca da felicidade (ao som de “Smile”).

Paralelo à história de Chaplin, que fica louco de tanto trabalhar e de tanto sofrer ao fazer um trabalho repetitivo e cada vez mais exigente (daí as cenas clássicas do cinema – algumas vocês podem conferir aqui embaixo), tem a história de uma mocinha órfã que cuida de suas duas irmãs, até deixá-las num orfanato e ter que roubar para se alimentar. A história deles se cruzam quando Chaplin, recém saído da prisão contra a sua vontade, decide se acusar do roubo que tal garota havia realizado. Ele achava melhor ficar na prisão do que ficar desempregado e na rua com tantas confusões acontecendo. Os dois conseguem fugir da polícia e tentam começar uma nova vida juntos numa casa toda velha e acabada e, durante o tempo em que Chaplin fica novamente na prisão – envolvido em outra confusão em seu novo emprego numa loja de departamento, a garotinha consegue um emprego de dançarina e também consegue um emprego de garçom para o amigo, que não sabe servir as mesas, mas acaba sendo um sucesso ao fazer uma apresentação de dança e música – única cena em que se tem a voz do protagonista Carlitos. A polícia descobre que a garota que dança neste restaurante é a mesma que abandonou suas irmãs no orfanato e decidem prendê-la; por sorte e pela esperteza de Chaplin, os dois conseguem fugir e caminham rumo a um horizonte com a cabeça erguida com a intenção de nunca abandonar a luta.

Tempos Modernos é o último filme mudo de Chaplin e merece ser visto diversas vezes não só por arrancar boas risadas, mas para repensar algumas coisas da vida e até mesmo para se estudar a história. Recomendo a todos assistirem o Mestre.

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CANTANDO NA CHUVA


I'm singing in the rain… Just singin' in the rain… What a glorious feeling… I'm happy again…


Feliz. Muito feliz. Assim eu me senti após ter assistido esse filme. Uma sensação de dever cumprido sabe? Mais uma alegria que o SÉTIMA me proporcionou. Ver um clássico como Cantando na Chuva e agora escrever sobre ele é, sem dúvida, a melhor experiência que tive dentro deste humilde blog.

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Não consigo esconder minha paixão por musicais e Cantando na Chuva só veio fomentar ainda mais essa minha paixão. Pra começar, desde criança eu achava que o nome do filme era Dançando na chuva... rs e descobrir toda a história do filme foi ainda mais legal.


Um filme metalinguístico. Don Lackwood (Gene Kelly) e Lina Lamont (Jean Hagen) são dois super artistas do cinema mudo – considerados também os amantes românticos do cinema em todo o mundo; vivem um romance inventado pela publicidade, até que Don, fugindo de fãs histéricas, encontra e se apaixona por Kathy Selden (Debbie Reynolds).


Com um novo conceito de cinema se estabelecendo e preocupado com a concorrência, o estúdio em que Don e Lina são as estrelas principais, decidem fazer um filme falado que ameaça ser um grande fracasso. Decidem então transformar o filme, que está a seis semanas da estreia, num musical que também pode não dar certo por causa da falta de talento de Lina – sem falar na voz horrível que ela tem. Para contornar essa situação decidem colocar Kathy para dublá-la. Quando acham essa solução e por estar apaixonado por Kathy, Don dança e canta na chuva numa das cenas clássicas da história do cinema.


Para mim, o filme é perfeito! Coreografias, sincronismo... tem uma cena que Don e Cosmos (Donald O'Connor) - outro destaque incrível do filme – dançam e tocam violino fazendo palhaçadas... Sensacional! Sem falar na cena em que dançam juntos com um fonoaudiólogo. Cantando na Chuva não deixa nada a desejar para os musicais atuais. Tudo feito com os recursos que haviam em 1951... Estou muito feliz mesmo!

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I'm laughing at clouds… So dark up above… The sun's in my heart… And I'm ready for love…





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