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A LEI DO DESEJO



Um filme de Almodóvar. Com isso, a gente já pode concluir que é um trabalho extraordinário; e é. Não somente por seus efeitos de câmera, iluminação ou qualquer outro elemento técnico à frente do tempo. Os filmes de Almodóvar tornam-se extraordinários e verdadeiras obras-primas pelos temas que o mesmo costuma expor. A Lei do Desejo foi filmado em 1987 e é capaz de alguns diretores até hoje não terem a coragem de montar sequências e falar de alguns temas que tal filme aborda.

A Lei do Desejo começa com cenas sensuais, onde o diretor de cinema (talvez até entre um pouco do diretor no personagem) Pablo pede ao ator que faça gestos sexuais. A partir daí a trama vai fluindo e nos apresentando os personagens e seus dramas psicológicos densos.

Pablo (Eusebio Poncela), homossexual, tem um irmão transexuado que teve um caso com o pai. Tina (Carmen Maura) era Tino – uma atriz meio decadente e que ganha um papel do seu irmão para um novo filme. Pablo vive um grande amor à distância, mas acaba se envolvendo com Antonio, interpretado por Antonio Banderas – ainda bem novinho.

Possessivo e em sua primeira relação homossexual (ainda dentro do armário), Antonio cria uma psicose por Pablo. O desejo passa a ser uma doença, tornando os acontecimentos densos, meio loucos, nos levando para dentro do ‘dramalhão almodovariano’ e para um final inesperado.

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A BUSCA



Primeiro filme do diretor Luciano Moura, A Busca é um drama familiar que tem Wagner Moura provando, mais uma vez, que é o melhor ator do cinema brasileiro atualmente. Com sua simplicidade e flexibilidade, a sua atuação vale o ingresso do cinema.

No filme, Theo (Wagner Moura) vive uma recente separação de Mariana Lima (Branca) com a qual tem um filho que não conversa – Pedro (Brás Antunes). Pedro, que tem tudo que um garoto gostaria de ter, resolve fugir de casa no dia do seu aniversário num cavalo preto. Desesperado, Theo pega o seu carro com gasolina infinita e vai em busca de pistas sobre o seu filho, atravessando dois estados, conhecendo pessoas e vivendo situações inusitadas que vai fazendo com que ele valorize o seu lado paterno. 

Esse road movie, às vezes meio perdido, tem cenas que poderiam ser facilmente excluídas e coadjuvantes ricos, mas pouco aproveitados. A montagem falha nesse aspecto e o roteiro ganha pontos ao fazer algo que poucas vezes acontece; ele diz muita coisa até em cenas sem diálogos. Nada é muito dito ou exposto. Isso é interessante.

O final, que alguns podem já imaginar, promete ser o ápice da emoção com um encontro entre Wagner Moura e Lima Duarte, mas não é. Para mim, o que falta em A Busca foi realmente assumir uma carga dramática maior, mas de qualquer forma é um bom filme nacional que merece ser visto. 
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AMOR



Pela primeira vez vou fazer isso aqui. Recomendar um filme que não consegui terminar de assistir. Desculpa, mas ainda não evolui o bastante para lidar com os dramas que Amor aborda. Dei pause e entrei em prantos.

Feito para sentir, Amor é um filme necessário. Vejam. Vejam mesmo. 

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SHORTBUS




SEM PUDOR. SEM VULGARIDADES.

As primeiras cenas de sexo explícito chocam até os mais ‘mente-aberta’. Claro que fiquei chocado pela surpresa que isso me causou logo nos minutos iniciais me fazendo crer que iria assistir a um filme pornô. Engano meu. Apesar desse início surpreendente, Shortbus vai apresentando os personagens, conflitos e ganha o espectador que vai se envolvendo com a história de cada um.

Um casal de homens gays James e Jamie (Dawson e PJ DeBoy - namorados na vida real) está em crise e à procura de um terceiro para esta relação. Decidem então procurar a terapeuta sexual Sofia (Lee Sook-Yin) – ou como ela prefere dizer, terapeuta de casais para solucionar este caso, mas encontram uma terapeuta abalada emocionalmente por nunca ter conseguido um orgasmo na vida. James e Jamie então a convencem a visitar o Shortbus – espécie de boate em Nova York onde sexo é ordem. Não sei bem do que chamar, mas é uma loucura organizada de pegação geral. Os personagens vão se encontrando com outros tantos personagens exóticos neste clube de fetiches e mostrando suas fragilidades durante a sequência, tornando o ambiente triste, engraçado e, às vezes, até melancólico.

Com roteiro e direção de John Cameron Mitchell, o filme proporciona bons momentos de entretenimento. Tem uma trilha condizente e maravilhosa, roteiro envolvente onde os próprios atores contribuíram para a construção dos personagens com características e diálogos improvisados, deixando-os divertidos e naturais.

Shortbus mostra diversos belos corpos nus, mas apesar disso você não vai querer (creio eu, né?) se masturbar depois de ver o filme. É interessante e engraçado. Apesar de ter muito, não é um filme de sexo por sexo.

Comédia? Pornô? Drama? Não importa. O que mais gosto em Shortbus é a coragem para mostrar e tratar do assunto ‘sexo’ sem medo e sem pudor. Afinal, sexo é apenas sexo. Vulgar é não tratar do assunto com naturalidade. Concorda?

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MENINOS NÃO CHORAM



TODOS CHORAM

Um filme que não foi feito para entreter. Foi feito para chocar e comprovar o talento da atriz Hilary Swank. Baseado em uma história real, a diretora e roteirista Kimberly Peirce teve muita sensibilidade para contar esse denso drama - mostrou o lado doce e romântico quando precisava ser doce e o lado agressivo e irracional quando precisava assim ser.

Teena Brandon (Hilary Swank) é uma garota que está ‘confusa’ sexualmente, se mete em um monte de encrencas em Nebraska e acaba se mudando para uma cidade do interior dos Estados Unidos – onde decide realmente viver como homem. Voz grossa, cabelo curto e seios amassados por panos, ela é aceita por um grupo de pessoas que acham que ela é realmente um garoto. Começa a ser chamada de Brandon e se apaixona pela bela Lana (Chlöe Sevigny) até que a família e amigos da sua amada descobrem a sua verdadeira identidade. A partir daí cenas chocantes, onde Teena é abusada e discriminada até ser brutalmente assassinada pelos próprios ‘amigos’. Choque.

Hilary também fez o emocionante ‘Menina de Ouro’(2004), mas já tinha provado ser uma grande atriz em Meninos não choram, onde ela não é ela, entende? Ela é Brandon. O filme não tem novidades nem segredos em planos de câmera, efeitos ou coisa parecida. Todo o mérito vai para o incrível trabalho que atriz e diretora fizeram para construir este longa.

Acontecido há quase 20 anos, a história de Teena ainda é considerada atual e o filme é um registro necessário deste caso que merece ser visto e repassado para mostrar que a morte de Teena não foi em vão; que o amor nunca é em vão.
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O ARTISTA



Em tempos em que a tecnologia está, muitas vezes, atropelando a história de um filme, O Artista vem para comprovar a teoria de que menos é mais.

Em preto e branco e com 99,99% de mudez, o filme é um misto de sensações. Uma experiência única. Afinal, quando é que você ia ver um filme mudo no cinema em pleno ano de 2012? Como se não bastasse, O Artista é uma grande homenagem ao cinema; do jeitinho que a Academia do Oscar gosta, por isso ganhou, entre outros quatro, o Oscar de Melhor filme este ano.

O Artista conta a história de George Valentin (Jean Dujardin); um ator de cinema mudo hiper famoso. Cheio de caretas, ele é a grande estrela de um estúdio de Hollywood e o colírio das menininhas, principalmente da jovem fã Peppy Miller (Bérénice Bejo). Porém, com o surgimento do cinema falado e o orgulho de George, a grande estrela vai perdendo notoriedade ao mesmo tempo em que a bela Peppy Miller se destaca cada vez mais como grande novidade do cinema. Assim como em Cantando na Chuva, o filme mostra bem esta transição do cinema mudo para o falado e as consequências disso. Para se ter uma noção, segundo o livro The Hollywood Story, em 1928, dos 294 filmes feitos em Hollywood, 220 eram mudos; no ano seguinte, de 290, apenas 28 eram sem voz.

George Valentin vai caindo no ostracismo sempre acompanhado de seu motorista e de seu cãozinho e a decadência é inevitável. Um grande drama regado a poucos diálogos e uma maravilhosa trilha sonora que embala e dinamiza todo filme. Perfeito! Uma ótima dica, não só para os nostálgicos admiradores da sétima arte, mas também para quem busca algo diferente e, porque não dizer, criativo e inovador.
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O PRIMEIRO QUE DISSE


PRECISA DIZER?

O primeiro que disse é uma boa comédia-drama italiana de situações. Situações que podem ter acontecido (ou estão acontecendo) com muitos gays. Os questionamentos dos heteros, as dúvidas, principalmente da família... Tenho certeza que muitos se identificarão com pelo menos uma passagem do filme.

O filme conta a história de Tomasso (Riccardo Scamarcio) que é de uma família tradicionalíssima do sul da Itália. Tomasso finge estudar economia em Roma e, na verdade, ele quer mesmo ser um romancista; ele tem duas vidas: a inventada para a família e a sua vida real. Em Roma, ele namora um cara e volta à sua cidade para ter uma reunião em família, contar toda essa farsa e assumir sua homossexualidade durante um jantar; só que antes ele decide contar tudo a seu irmão Antonio (Alessandro Preziosi).

Com tudo programado e uma coragem desbravadora, Tomasso pede o silêncio de todos no jantar e é interrompido por seu irmão que assume ser gay e sua relação com um antigo funcionário da fábrica de massas da família. Antonio, o irmão de Tomasso, também não agüentava mais manter a farsa durante toda a sua vida e foi o ‘o primeiro que disse’ deixando toda a sua família chocada. O patriarca Vincenzo (Ennio Fantastichini) o expulsa de casa e logo tem um enfarte, deixando Tomasso numa completa enrascada. Para piorar, como seu irmão era o diretor da empresa e foi expulso de casa, Tomasso tem que assumir os negócios sem ter nenhuma vocação e vontade para isso.

Dessa grande confusão inesperada, surgem os diálogos e discussões sobre a homossexualidade; tudo de forma leve, mas sem deixar de criticar a sociedade e os valores familiares. O contraponto realmente cômico é quando os amigos gays e o namorado de Tomasso resolvem fazer uma visitinha sem avisá-lo; é o momento ‘gaiola das loucas’. Cheios de trejeitos, eles ficam na casa de Tomasso tendo que ‘disfarçar’ a homossexualidade, deixando o espectador ainda mais curioso pra saber como ele se livrará desse babado.

O diretor é o turco Ferzan Ozpetek - gay assumido – que trata o assunto de forma super inteligente e delicada. Conheci o diretor com este filme e já li que ele já fez outros com a temática gay como Haman/O Banho Turco e Um amor Quase Perfeito. Esses outros eu postarei aqui assim que vê-los. Fiquei curioso.

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INVICTUS


MORGAN MANDELA

Um filme de Clint Eastwood; isso já diz quase tudo. Sou muito fã deste diretor e, por isso, já vou dizendo que o filme é bom. Novamente em parceria com Morgan Freeman (que já é a cara de Nelson Mandela), esse diretor conta a história de Nelson Mandela de forma sensível e de coração; transformando a história em um grande filme.

Invictus fala do começo do governo Mandela na África do Sul. Após vinte e sete anos preso por conta da ditadura, Mandela é eleito presidente encarando o desafio de unir os povos após anos de apartheid e de reconstruir o país.

Utilizando o artifício, que muitos presidentes já fizeram, Nelson Mandela aproveita o mundial do esporte mais popular da África – o rugby – para mostrar ao país que é importante a união para se conseguir uma vitória. Mandela procura François Pienaar (Matt Damon), o capitão dos Springboks – a seleção Sul-Africana de rugby para dar conselhos e quase dizer ‘vocês precisam ganhar!’. Para dar ainda mais força ao time, Mandela utiliza o texto Invictuous, de William Ernest Henley, que ele mesmo lia quando estava exilado. A frase final do poema diz: “Não importa o quão estreito seja o portão e quão repleta de castigos seja a sentença, eu sou o dono do meu destino, eu sou o capitão da minha alma”. Lindo, não é?

Enganei-me ao achar que, por falar de Nelson Mandela, o filme ia falar sobre (e somente só) o apartheid; é mais que isso. Com todos os seus slow-motions – aquele efeitozinho de câmera lenta (comuns em filmes que tem o esporte como tema) o filme é escrito por Anthony Peckham, baseado na obra literária ‘Playing the Enemy: Nelson Mandela and the Game That Made a Nation’ de John Carlin. Um filme Eastwoodiano.

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BIUTIFUL


BEAUTIFUL BIUTIFUL


Para começar, o título ‘Biutiful’ se dá por conta de uma cena em que Uxbal (Javier Bardem) é questionado pela filha como se escreve ‘beautiful’ e ele responde: Assim mesmo como se fala! Explicação do título feita; vamos falar sobre o filme.


É até meio difícil definir Biutiful... Uma palavra, talvez... Desgraça! Biutiful é um filme lindo e longo sobre a vida sofrida de Uxbal. Com o trauma de não conhecer o rosto de seu pai, ele é um homem pobre que cria os seus filhos com muita dificuldade fazendo coisas ilegais, já que a mãe deles sofre de transtorno bipolar. Uma relação linda de amor com seus dois filhos. Além disso, ele sofre vendo espíritos e tendo que usar seu dom de médium para ganhar dinheiro. Para completar, aos (mais ou menos) 40 minutos de filme, Uxbal descobre que tem um câncer em estado avançado e que tem apenas uns dois meses de vida.


Uxbal é um herói trágico que passa as 2 horas e 30 minutos do filme igual ao cartaz do filme; com a expressão preocupada no submundo da Espanha. Essa dura e sobrecarregada atuação de Javier Bardem merece todo o nosso respeito, pois está bastante convincente no papel. A trama é toda linear e isso, juntamente com os dramas do enredo, torna o filme pesado, denso e porque não dizer... cansativo. É como estar vendo uma cena de esquartejamento sem cortes. A intenção do diretor Alejandro González Iñárritu deve ter sido justamente essa...incomodar.


Biutiful é um filme lindo, sem dúvidas! Com cenas lindas e uma história de vida bacana, mas com certeza é um daqueles filmes que você não assistiria duas vezes.

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BRAVURA INDÔMITA


NÃO AMANSADA

Quase não ia ver este filme por dois motivos: o nome do filme parece um xingamento e quando vi o trailer, percebi que tinha uma pegada meio faroeste. Eu tenho problemas com filmes de faroeste. Mas fui! E vocês também precisam ir.

Bravura Indômita conta a história de uma garota de 14 anos que vê o seu pai ser assassinado e decide se vingar. Essa menina de bravura indômita se chama Mattie Ross que é interpretada linda e friamente (como deveria ser) por Kim Darby. Essa garota surpreende a todos pela sua esperteza, capacidade de negociação e coragem; ela consegue um dinheiro vendendo umas coisas do pai (numa bela negociação) e contrata um xerife para capturar o assassino de seu pai. Esse xerife é o beberrão Rooster (Jeff Bridges) que não quer que ela vá junto e até decide sair à caça antes do previsto, mas ela quer ter certeza de que o assassino de seu pai vai ser pego e o segue. Quem também vai para essa caçada é o ranger texano LaBoeuf (Matt Damon) que já estava disposto a pegar o mesmo cara por outros crimes.

Os três seguem à caça do assassino e para chegar até ele, passam por belas paisagens, tem belos diálogos e passam por diversas aventuras. Perseguições, mortes, tiros e mais tios. A relação entre eles vai crescendo, principalmente entre Rooster e Mattie.

Somente depois fui saber também que o filme está com 10 indicações para o Oscar nas categorias Melhor filme, Melhor diretor (Joel e Ethan Coen), Melhor ator (Jeff Bridges), Melhor atriz coadjuvante (Hailee Steinfeld), Melhor fotografia (Roger Deakins), Melhor roteiro adaptado, Melhor direção de arte, Melhor figurino, Melhor edição de som e Melhor mixagem de som. É impossível não prever que vá ganhar boa parte desses prêmios, já que o mesmo parece ter sido feito sob encomenda para o Oscar e é o típico filme que o norte americano gosta de ver.

O filme se baseia no romance de 1968 do jornalista Charles Portis e já foi filmado em 1969. Este remake ficou por conta dos mesmos diretores de Onde os fracos não tem vez - que já levou o Oscar de Melhor filme em 2008. Bravura Indômita é uma obra quase perfeita com uma fotografia maravailhosa. Ah! E antes que eu esqueça... o significado de ‘indômita’ está no título deste post, tá?

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A REDE SOCIAL


O QUE VOCÊ ESTÁ VENDO AGORA?

Baseado na obra de Ben Mezrich, "Bilionários por Acaso – a Criação do Facebook", ‘A rede social’ conta a história da criação do Facebook (ohhhhh!) – a maior rede social do mundo com mais de 500 milhões de usuários, tornando o seu fundador Mark Zuckerberg, um dos jovens mais ricos do planeta com pouquinha grana... algo em torno de 25 bilhões de dólares...

Mark Zuckerberg (Jesse Eisenberg), estudante da tradicional e elitizada Universidade de Harvard fala pelos cotovelos (e em termos ‘nerds’) com sua namorada que não suporta mais e dá o pé em sua bunda. Ele, revoltado com o término do namoro, chega em casa e em frente ao seu computador começa a escrever mal de sua ex namorada em seu blog e percebe a força que é ter amigos em rede na internet quando, em uma brincadeira, ele começa a fazer comparações entre as mulheres da universidade. Um vai passando a brincadeira pra outro e isso consegue travar o sistema da faculdade.

É aí que Mark começa a sua fama e seus julgamentos. A partir daí, Mark chama seu amigo brasileiro Eduardo Saverin (Andrew Garfield) (em tudo tem que ter um brasileiro, né?) e começa a amadurecer a ideia do ‘The Facebook). A ideia vai crescendo e os dois começam a querer ganhar dinheiro com a rede social. Eduardo é o vendedor, mas não obtém muito sucesso. É aí que eles conhecem o louco empresário interpretado por Justin Timbarlake que começa a causar ciúmes por parte de Eduardo que acaba sendo obrigado a sair da sociedade.

O filme é construído a partir de cenas do julgamento de Mark em processos abertos pelo seu amigo Eduardo e pelos gêmeos Cameron e Tyler Winklevoss (Armie Hammer) e Divya Narendra (Max Minghella) que o acusam de plágio e por flash backs que mostram a o que está sendo falado nos julgamentos. Os diálogos do julgamento são consistentes, densos e às vezes engraçado quando Mark ‘nerdemente’ não presta atenção. Na verdade ele está prestando super atenção e vem sempre com uma frase certeira.

Apesar do personagem real dizer que o filme é apenas uma obra de ficção, não tem como não ver o filme como uma obra real ao pé da letra. Será que tem algo de ficção na história?

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ALÉM DA VIDA


ALÉM DE CLINT EASTWOOD



Já fui à pré-estreia com meus lencinhos preparados. Depois de ter visto alguns filmes de Clint Eastwood – onde em alguns eu até soluçava de chorar, não podia esperar outra coisa deste filme que se chama ‘Além da Vida’. Neste filme, o diretor mostra toda a sua versatilidade sem perder a sua essência; trata do tema espírita de uma forma leve e emocionante com três personagens e histórias diferentes e interconectadas.


O filme começa com uma bela cena de uma tsunami, onde Marie (Cécile de France) sofre uma experiência de quase morte. Ela é uma apresentadora de sucesso na França. Após o acidente, ela começa a se interessar pelo tema da experiência que passou e alguns começam a achar que ela está maluca. Do outro, em São Francisco, Matt Damon interpreta George, um talentoso médium que encara a mediunidade como uma maldição e não como um dádiva – por causa disso ele não tem uma vida normal e não quer mais atender ninguém enquanto seu irmão quase o força a reabrir um negócio de consultas mediúnicas pensando em ficar rico. Em Londres, Marcus perde seu irmão gêmeo em um acidente e fica perdido, já que este irmão era considerado ‘o esperto’ e era seu maior exemplo.


Cada um com seu drama, cada um vai buscar a sua verdade. Marie lança um livro sobre a experiência de quase morte, George fica desempregado e vai fazer um passeio turístico enquanto Marcus procura contato com seu irmão morto de diversas formas. As histórias são interconectadas no momento certo e, claro, não poderia deixar de ter um romancezinho. Mas ainda bem que isso não é estendido.


Gostei das formas em que as histórias são contadas e da forma em que elas são conduzidas. O roteirista é Peter Morgan, que já foi indicado ao Oscar duas vezes com Frost/Nixon e A Rainha. Matt Damon, trabalhando pela segunda vez com Eastwood demonstra um talento além da beleza e ver o garotinho Marcus (o qual não achei o nome) buscando conversar com seu irmão é muito emocionante.

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TROPA DE ELITE 2

O BICHO PEGOU

Um daqueles filmes que precisa ser visto. Um daqueles filmes que merecem um local reservado na estante. “Tropa de Elite 2 – O inimigo agora é outro”, é uma obra densa que expõe os problemas de uma sociedade desigual e corrupta de forma clara e objetiva.

Logo no início se fala que o filme é uma obra de ficção e que qualquer semelhança é mera coincidência (algo assim). Mas... para que dizer isso? Depois de ver o filme, a impressão que se tem é: “Poxa! É assim mesmo...” ou “O filme retrata muito bem a realidade brasileira”. Sendo essa a intenção ou não, o que interessa neste segundo filme é que não há a carnificina gratuita do primeiro filme e, além do elenco primoroso, o roteiro é bem mais inteligente e recheado.

Agora, Capitão Nascimento (Wagner Moura) está 10 anos mais velho e é Comandante Geral do BOPE. Depois de uma rebelião em Bangu I, ele é considerado um herói pela população “porque bandido bom é bandido morto” e é promovido a Sub Secretário de Segurança do Estado. Na secretaria ele faz o BOPE crescer e a quase exterminar o tráfico nas favelas. Só que pra alguém ganhar, alguém tem que perder. E é nessa lógica que os policiais corruptos começam a explorar as favelas de outra forma com a ajuda dos políticos que se aproveitam para conquistar votos da população.

André Matos também tem um papel muito interessante no filme que vale a pena ressaltar; ele interpreta um apresentador de TV muito caricato, que para quem é baiano (principalmente) sabe muito bem quais foram as inspirações.

Tropa de Elite 2 é para ser visto sem piscar os olhos com seu ritmo empolgante e diversas surpresas. Um filme inteligente que, na minha opinião, merecia virar uma série. É uma continuação que supera o primeiro filme em todos os sentidos – coisa rara!

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UM SONHO POSSÍVEL


O LADO POSSÍVEL

‘O lado cego (The blind side)’ é o título original do filme e a explicação do nome, para nós brasileiros não acostumados com o futebol americano foi muito importante. Um sonho possível é roteirizado e dirigido por John Lee que baseou toda a história no livro The Blind Side: Evolution of a Game, de Michael Lewis.

O filme foi feito para emocionar e conta a história real de sofrimento, luta e sucesso do jogador de futebol americano Michael Oher, interpretado por Quinton Aaron.

Michael, depois de passar por várias casas de família ao qual foi adotado é matriculado numa escola cristã por seu último pai adotivo. Com pouquíssimo grau de instrução, ele só foi aceito na escola na esperança de ser um sucesso no esporte. Abandonado pela mãe viciada em drogas e cheio de traumas, Michael ainda sofria preconceito por ser negro, muito alto, gordo e ‘burro’.

Quando ele foge da casa do pai que o matriculou, ele fica sem destino e sem ter onde dormir – apenas com um saco com duas peças de roupa dentro. Dessa forma, ele é encontrado andando na rua e com frio pela família Tuohy que também tem dois filhos na mesma escola que ele. Inicialmente levado para a casa deles para passar uma noite, Michael vai ganhando a simpatia da família e vai ficando... ficando... até ser adotado pela família que faz de tudo para ajudá-lo. Sempre valorizando e considerando os valores cristãos.

A família Tuohy é representada principalmente pelo garotinho espevitado e super engraçado S.J. (Jae Head) e pela mãe Leigh Anne Tuohy (Sandra Bullock). Sandra inclusive ganhou o primeiro Oscar de sua carreira com este papel que, mesmo num drama, não deixa de ser a Sandra Bullock que conhecemos.

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SETE VIDAS


SETE CHANCES PARA ENTENDER

Um filme meio complicado de se entender, viu!? Não vou mentir pra ser legal... se aqui é um espaço para opiniões, alguém achando o contrário, é só falar. Parece que o filme foi feito realmente para confundir. Vai mostrando... mostrando... e deixa pra explicar tudo no final. Foi feito para emocionar (pelo menos tentaram fazer isso...), mas em mim, não funcionou.

Will Smith é Ben Thomas, que tem uma lista de sete nomes: Ben Thomas, Holly Apelgren, Connie Tepos, George Ristuccia, Nicholas Adams, Ezra Turner e Emily Posa para ajudar. Uma ajuda meio estranha. E quando conhece Emily, ele acaba se apaixionando.

As “coisas” continuam acontecendo de forma lenta e chata. Tudo podia se reumir em (sei lá) 20 minutos de filme. Se eu contar o final, você irão me detestar, mas é exatamente isso que explica tudo. Não percam o tempo de vocês.

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O CONDE DE MONTE CRISTO


VINGANÇA, VINGANÇA E VINGANÇA

O Conde de Monte Cristo é uma linda e emocionante história de traição e vingança. O filme conta a história de Edmond Dante (James Caviezel) - um homem que é injustamente acusado de traição pelo seu invejoso “amigo” Fernand Mondego (Guy Pearce) que anda desejando a sua mulher. Condenado à prisão perpétua, Edmond sofre muito e é tido por todos como morto.

Um dia, surge em sua cela, via túnel clandestino, o prisioneiro de outra cela, que fazia aquele túnel há anos. Este prisioneiro revela o esconderijo de um grande tesouro na Ilha de Monte Cristo e acaba falecendo. Ao ter que retirar o corpo da prisão, os agentes o embalam num saco; Edmond troca de lugar com o falecido e consegue escapar da prisão. Além disso, Edmond encontra o grande tesouro e utiliza a vasta riqueza para criar outra personalidade e vinga-se de todos os seus inimigos.

Um a um, ele vai se vingando de cada um que lhe prejudicou no passado e descobre que tem um filho com Mercedes (Dagmara Dominczyk) – ex-noiva, que acabou se casando com Edmond. O filme é claramente dividido em três fases: a fase inocente de Edmond, a do aprendizado e sofrimento na prisão e na volta por cima do personagem, que ressurge na sociedade cheio de dinheiro e se vingando dos que o encarceiraram.

A batalha final e mais aguardada fica por conta de Edmond e Fernand que travam uma bela luta de espadas, num espetáculo de cenário a céu aberto. Essa história é baseada no livro de Alexandre Dumas – também escritor de O Homem da Máscara de Ferro - e parece complicada, mas não é. Não li o livro, mas dizem que é o final do filme é bem diferente do final do livro.

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A ÚLTIMA APOSTA

ATÉ ONDE VAI SUA AMBIÇÃO?

Se quiser conhecer uma pessoa, descubra o sonho dela.

Este filme conta a história de três pessoas que aparentemente vivem histórias separadas, mas que vivem um drama em comum; estão envolvidos com o mundo dos jogos de sorte (ou azar) que muitas vezes coloca a própria vida em perigo.

Carol (Kim Basinger) é uma escritora que está em crise de falta de criatividade para escrever o próximo livro e passa o dia inteiro num cassino gastando toda a economia da família em máquinas de caça-niquel, até um dia em que perde tudo. Até o marido.

Murph (Grant Sullivan) é um agenciador de apostas – um cara que arma as tramóias e espanca quem fica devendo ao mesmo tempo em que tenta esconder a sua profissão da namorada em que ele é totalmente apaixonado.

Clyde Snow (Forest Whitaker) é forçado pela máfia a convencer o seu talentoso irmão Godfrey (Nick Cannon) a perder os jogos de basquete a favor das apostas que o mundo do crime faz.

Essas três histórias se chocam, se desenvolvem e convencem pela mensagem que deseja passar. A mensagem de que o mundo é lindo e já devíamos estar satisfeitos por isso, mas a gente sempre quer mais e mais...

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UM SONHO DE LIBERDADE

UM SONHO DE FILME

Sabe quando você vai na locadora, pega um filme pelo ator e sabe que não vai se arrepender? Pois é... esse foi um caso assim. Escolhi por causa de Morgan Freeman e realmente o filme é muito bom. Apesar de não ter ganhado nenhum Oscar, Um sonho de Liberdade encanta a quem assiste – concorreu a melhor roteiro adaptado, melhor montagem, melhor fotografia, melhor som, melhor trilha sonora, melhor ator e perdeu o de melhor filme para Forrest Gump. Nada mal, não é?

O filme conta a história de Andy Dufresne (Tim Robbins), condenado à prisão perpétua e preso injustamente pelo assassinato de sua mulher adúltera. Sim, apesar de todos na prisão se considerarem inocentes, Andy realmente não havia cometido tal crime. Vivia isolado em seu mundo até conhecer Red (Morgan Freeman) – o cara que podia conseguir tudo que se quisesse do mundo de fora das grades. Essa amizade vai crescendo aos poucos e vai tornando a convivência no presídio Shawsshank menos insuportável, já que Andy começa a organizar a biblioteca do local e monta uma espécie de escritório para fazer a declaração de imposto de renda dos policiais, inclusive a do diretor falso moralista do local que começa a envolver Andy num esquema de corrupção que envolve muita grana.

Andy, apesar de saber que sair dali seria uma coisa muito difícil, mantém a esperança enquanto planeja um plano secreto de fuga que durou cerca de 16 anos.

Drama, violência, humor e a esperança são bem dosadas neste filme que tem um roteiro primoroso e merece ser apreciado.



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GUERRA AO TERROR


GUERRA À GUERRA


Surpreendentemente lindo. Não gosto de filmes de guerra onde se tem tiro pra lá e tiro pra cá a todo o momento, mas fui vê-lo porque sabia que tinha algo diferente para ele ter ganhado o Oscar de Melhor filme. E realmente tem! Não é um filme de guerra; e eu adorei. Começando com a frase "a guerra é um vício" (tirada do livro War is a Force That Gives Us Meaning, do jornalista Chris Hedges), já mostra o que nos espera – a guerra num drama psicológico.


Depois de tanto explorada, principalmente depois das versões spielberguianas e da guerra no Iraque, o tema “guerra” é mostrado de uma forma poética - o lado e o terror vivido pelo esquadrão responsável por desarmar bombas em Bagdá. Mas as bombas não são desarmadas como nos filmes em que se tem cortar o fio vermelho ou azul...


Jeremy Renner interpreta o herói (ou anti herói) que já desarmou mais de oitocentas bombas e não teme em fazer o que for necessário para desarmar mais e mais; sem medo do perigo. Em uma das cenas, ele entra embaixo do chuveiro com roupa e ainda assim, escorre sangue pelo ralo e em outra ele tira uma bomba de dentro de um cadáver de um garoto. Chocante, não!? Vocês precisam é ver a cena... coisas de uma guerra.


Quando se passa os 38 dias do revezamento, ele volta pra casa e a guerra continua em sua cabeça ao conversar com sua mulher sobre o que acontecia em campo e a ensinar ao seu filho (ainda bebê) que na idade do pai, só se ama de verdade uma pessoa – esta parte ocupa pouquíssimo tempo dos 130 minutos da trama.


Sinceramente não sei se posso chamar Guerra ao Terror de filme, já que em muitos momentos via como um documentário. Atuações brilhantes, poucos diálogos, fotografia genial e o ritmo lento no agoniante uso da câmera lenta, fazem com que a direção de Kathryn Bigelow nos transporte para a agonia da guerra e com que a tensão permaneça no espectador do começo ao fim. Guerra ao Terror não tem um enredo com início, meio e fim; mostra que cada dia em uma guerra pode ser o último dia de um soldado ou de qualquer que estiver por perto.

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MARLEY & EU

O CÃO DO CÃO


Jonh (Owen Wilson), Jenny (Jennifer Aniston) e um labrador são os protagonistas de Marley e Eu, uma adaptação do best seller autobiográfico de John Grogan.


Jenny se considera sem talento para a maternidade e John então decide comprar um cachorro antes de se arriscarem em ter um filho de verdade. Adquirem o labrador Marley – o cão do cão. Pronto! A história se resume nisso e, por isso, não tem muita coisa pra falar! Marley está perfeito no papel! rs


Mostrando as peripécias do cachorro que come tudo que vê pela frente (isso inclui sofás e jóias), é expulso da aula de adestramento, corre como um louco, não deixa ninguém dormir em noites de tempestade e deixando empregadas loucas, o filme acompanha todas as fases de Marley juntamente com a família de John e Jenny que cresce a cada dia - eles têm três filhos e as relações familiares vão se tornando cada vez mais complexas. Nesse paralelo, John – que é jornalista, escreve artigos para um jornal contando as aventuras dele com o seu cão, se torna um sucesso, mas entra numa crise por não estar cobrindo grandes eventos jornalísticos.


A história é bem simples e leve, mas consegue fazer rir e chorar até os que não gostam de cachorros como eu.

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