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UP - ALTAS AVENTURAS


CLASSIFICAÇÃO LIVRE

Um garotinho está no cinema e assiste a um cinejornal que fala do seu ídolo aventureiro - Charles Muntz. Charles é um ídolo até o acusarem de fraude por não conseguir provar a existência de uma ave. Ele fala que vai provar que é verdade, volta pra ilha onde supostamente descobriu o pássaro e cai no esquecimento. Esse garotinho que está no cinema se chama Carl Fredricksen e na volta, ao passar por uma casa abandonada, conhece a garotinha e também aventureira Ellie.

Carl Fredricksen e Ellie ficam amigos, namoram e se casam. Reconstroem a mesma casa onde se conheceram e decoram cada detalhe. Ela, dona de casa e ele, um vendedor de balões. Ellie sempre teve o sonho de morar próximo a uma cachoeira na América do Sul, só que aos poucos foi se perdendo o espírito aventureiro. Os dois foram ficando velhos – sempre se amando e Ellie morre. Todo esse segundo parágrafo é contado de forma perfeita numa sequência linda apenas ao som de uma trilha leve ao fundo e não toma mais do que 5 minutos.

De forma melancólica e hipnótica, a história vem para os dias atuais e Carl Fredricksen – já um senhor de idade – é o único morador de sua rua que não vendeu seu terreno para uma construtora que quer construir dezenas de prédios pela região. Com isso, ele é considerado ranzinza e ao tentar salvar sua caixa de correio, ele bate o andador na cabeça de um cara da construtora e é considerado uma ameaça para a sociedade, sendo obrigado a ir para um asilo. Só que o que ninguém esperava é que Sr. Fredricksen iria amarrar centenas de balões em sua casa e levantar vôo; e o que ele não esperava é que ele teria mais um tripulante por acidente – o garotinho solitário Russel, que precisava ajudar um idoso para ganhar o último distintivo que falta pra ele ser um escoteiro sênior e poder impressionar seu pai.

Os dois vão se aventurando pelos ares e arrastando a casa com o intuito de realizar o sonho de Ellie; o de morar próximo a tal cachoeira - na mesma posição onde Ellie sempre imaginou ter sua casa. No meio da selva eles reencontram Charles Muntz que passa de ídolo a grande vilão da história e vivem uma grande e perigosa aventura.

Desta vez a Pixar e a Disney levou ao pé da letra essa questão de se fazer um filme para todas as idades... rs. Ainda bem! Up-Altas Aventuras também esteve na lista de indicados de Melhor Filme em 2010, mas quem levou mesmo foi Guerra ao Terror. Para as crianças, diversão. Para os adultos, reflexão.

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ALICE


NO PAÍS DE BURTON

Sem dúvidas foi a estreia mais esperada dos últimos meses. Mesmo depois das mais de 60 adaptações da história do livro clássico de Lewis Carroll, a história da garotinha que cai num buraco e lá encontra um mundo completamente novo, o diretor Tim Burton conseguiu levar muita gente ao cinema – também pela expectativa de ver o filme em três dimensões.

Quem esperava ver a mesma história de sempre se deu mal, pois a história de Buton é contada de forma peculiar (mas não tããããããão diferente) a ponto de irritar algumas pessoas que foram ver o filme.

O começo do filme beira a chatice, como se a história demorasse a sair. Dessa vez, Alice (Mia Wasikowska), já com 16/17 anos, foge de uma proposta de casamento e é atraída pelo coelho a cair no buraco. Lá, começam a desconfiar que ela não é a Alice que estavam esperando para o “gloria day” – o dia em que uma “Alice” mataria um monstro e acabaria com o reinado da Rainha Vermelha (Helena Bonham-Carter). A Rainha Vermelha é um espetáculo à parte; com seu cabeção e seu “Cortem a cabeça!” foi a grande sensação do filme, juntamente com a Rainha Branca (Anne Hathaway) – a irmã do bem- que exagerava nos movimentos das mãos e arrancava boas risadas. Johnny Depp, o Chapeleiro Maluco, não brilha e o filme vai seguindo como uma guerra entre o bem e o mal, numa mistura de brincadeira com coisa séria.

O filme todo foi filmado no tradicional e depois convertido para 3D; talvez por isso, tenha sentido falta do efeito em algumas cenas – além do óculos que me agoniava (o do Cinemark é 1000 vezes melhor) foram poucas as vezes em que eu me lembrava que estava vendo um filme em 3D. Mas quem se importa? O filme é esteticamente muito bonito, com belos efeitos visuais, figurinos, fotografia... e nenhum ponto negativo tira a genialidade da adaptação de Burton para as telonas.

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