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A REDE SOCIAL


O QUE VOCÊ ESTÁ VENDO AGORA?

Baseado na obra de Ben Mezrich, "Bilionários por Acaso – a Criação do Facebook", ‘A rede social’ conta a história da criação do Facebook (ohhhhh!) – a maior rede social do mundo com mais de 500 milhões de usuários, tornando o seu fundador Mark Zuckerberg, um dos jovens mais ricos do planeta com pouquinha grana... algo em torno de 25 bilhões de dólares...

Mark Zuckerberg (Jesse Eisenberg), estudante da tradicional e elitizada Universidade de Harvard fala pelos cotovelos (e em termos ‘nerds’) com sua namorada que não suporta mais e dá o pé em sua bunda. Ele, revoltado com o término do namoro, chega em casa e em frente ao seu computador começa a escrever mal de sua ex namorada em seu blog e percebe a força que é ter amigos em rede na internet quando, em uma brincadeira, ele começa a fazer comparações entre as mulheres da universidade. Um vai passando a brincadeira pra outro e isso consegue travar o sistema da faculdade.

É aí que Mark começa a sua fama e seus julgamentos. A partir daí, Mark chama seu amigo brasileiro Eduardo Saverin (Andrew Garfield) (em tudo tem que ter um brasileiro, né?) e começa a amadurecer a ideia do ‘The Facebook). A ideia vai crescendo e os dois começam a querer ganhar dinheiro com a rede social. Eduardo é o vendedor, mas não obtém muito sucesso. É aí que eles conhecem o louco empresário interpretado por Justin Timbarlake que começa a causar ciúmes por parte de Eduardo que acaba sendo obrigado a sair da sociedade.

O filme é construído a partir de cenas do julgamento de Mark em processos abertos pelo seu amigo Eduardo e pelos gêmeos Cameron e Tyler Winklevoss (Armie Hammer) e Divya Narendra (Max Minghella) que o acusam de plágio e por flash backs que mostram a o que está sendo falado nos julgamentos. Os diálogos do julgamento são consistentes, densos e às vezes engraçado quando Mark ‘nerdemente’ não presta atenção. Na verdade ele está prestando super atenção e vem sempre com uma frase certeira.

Apesar do personagem real dizer que o filme é apenas uma obra de ficção, não tem como não ver o filme como uma obra real ao pé da letra. Será que tem algo de ficção na história?

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ALÉM DA VIDA


ALÉM DE CLINT EASTWOOD



Já fui à pré-estreia com meus lencinhos preparados. Depois de ter visto alguns filmes de Clint Eastwood – onde em alguns eu até soluçava de chorar, não podia esperar outra coisa deste filme que se chama ‘Além da Vida’. Neste filme, o diretor mostra toda a sua versatilidade sem perder a sua essência; trata do tema espírita de uma forma leve e emocionante com três personagens e histórias diferentes e interconectadas.


O filme começa com uma bela cena de uma tsunami, onde Marie (Cécile de France) sofre uma experiência de quase morte. Ela é uma apresentadora de sucesso na França. Após o acidente, ela começa a se interessar pelo tema da experiência que passou e alguns começam a achar que ela está maluca. Do outro, em São Francisco, Matt Damon interpreta George, um talentoso médium que encara a mediunidade como uma maldição e não como um dádiva – por causa disso ele não tem uma vida normal e não quer mais atender ninguém enquanto seu irmão quase o força a reabrir um negócio de consultas mediúnicas pensando em ficar rico. Em Londres, Marcus perde seu irmão gêmeo em um acidente e fica perdido, já que este irmão era considerado ‘o esperto’ e era seu maior exemplo.


Cada um com seu drama, cada um vai buscar a sua verdade. Marie lança um livro sobre a experiência de quase morte, George fica desempregado e vai fazer um passeio turístico enquanto Marcus procura contato com seu irmão morto de diversas formas. As histórias são interconectadas no momento certo e, claro, não poderia deixar de ter um romancezinho. Mas ainda bem que isso não é estendido.


Gostei das formas em que as histórias são contadas e da forma em que elas são conduzidas. O roteirista é Peter Morgan, que já foi indicado ao Oscar duas vezes com Frost/Nixon e A Rainha. Matt Damon, trabalhando pela segunda vez com Eastwood demonstra um talento além da beleza e ver o garotinho Marcus (o qual não achei o nome) buscando conversar com seu irmão é muito emocionante.

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ELE NÃO ESTÁ TÃO A FIM DE VOCÊ


UM FILME A FIM DE VOCÊ

Nove personagens em cena que se entrelaçam. Nove atores conhecidos do grande público e relatos de pessoas comuns que aparecem durante o filme. Tudo isso para fazer com que o público, em especial as mulheres, se identifique ou que pelo menos conheça uma amiga, vizinha, prima que já passou por uma situação semelhante de pelo menos uma das muitas histórias que acontecem durante os 129 minutos desta comédia romântica.

A garota que busca intensamente o grande amor de sua vida, o rapaz que se acha o gostosão, a moça super responsável que não tem tempo para o marido, uma que busca parceiros através das redes sociais na internet, uma que se apaixona por um homem casado, um namorado dedicado... ufa! Apesar de tantas personalidades, tantos personagens e tantas histórias, cada uma é bem explorada e não confunde o público. Mas, a história principal gira em torno de quatro personagens femininas, principalmente em torno de Gigi que após um encontro com um cara, ela fica naquela dúvida se liga ou se não liga e começa a receber a ajuda e conselhos de Kevin. Daí começa toda a ‘paranóia’, onde ela interpreta todos os ‘sinais’ errados (ou não) – como qualquer pessoa altamente romântica.

Ele Não Está Tão a Fim de Você é uma adaptação do best-seller escrito por Greg Behrendt e Liz Tuccillo – isso mesmo! Assim como no filme, os conselhos amorosos de como conseguir um homem são dados por um homem. Resultado: garantiu boas risadas e indicações para todas as minhas amigas solteiras que estão à procura de um grande amor. Mulheres que querem ser a exceção.

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SETE VIDAS


SETE CHANCES PARA ENTENDER

Um filme meio complicado de se entender, viu!? Não vou mentir pra ser legal... se aqui é um espaço para opiniões, alguém achando o contrário, é só falar. Parece que o filme foi feito realmente para confundir. Vai mostrando... mostrando... e deixa pra explicar tudo no final. Foi feito para emocionar (pelo menos tentaram fazer isso...), mas em mim, não funcionou.

Will Smith é Ben Thomas, que tem uma lista de sete nomes: Ben Thomas, Holly Apelgren, Connie Tepos, George Ristuccia, Nicholas Adams, Ezra Turner e Emily Posa para ajudar. Uma ajuda meio estranha. E quando conhece Emily, ele acaba se apaixionando.

As “coisas” continuam acontecendo de forma lenta e chata. Tudo podia se reumir em (sei lá) 20 minutos de filme. Se eu contar o final, você irão me detestar, mas é exatamente isso que explica tudo. Não percam o tempo de vocês.

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NOSSO LAR


Fui no embalo; assim como milhões de pessoas que estão indo ao cinema ver este filme. Agora pego a ponga no sucesso dele pra escrever uma nova crítica aqui para o SÉTIMA OPINIÃO. Infelizmente, não é das melhores.

É complicado falar de um filme que mexe com as crenças das pessoas. É complicado falar de um filme que tem devotos e foi tido como uma mega produção brasileira. Nosso Lar teve o orçamento estimado em 20 milhões de reais e é a mais cara produção cinematográfica da história do Brasil. Qualquer crítica negativa que eu faça, pode parecer anti-cética, mas a verdade (se é que a verdade existe) é que o filme é decepcionante para quem quer vê-lo como filme.

Baseado na obra literária de mesmo nome e psicografada do espírito André Luiz ao médium Chico Xavier em 1944, o filme conta a história desse espírito em sua vida pós-morte. André era um médico que tinha uma vida de excessos (apesar de pouco mostrar isso). Pai de duas crianças era aquele tipo de homem frio e sério que, certo dia morre e vai parar numa espécie de purgatório chamado de Umbral. Suplicando ajuda a uns espíritos de luz que, de vez em quando aparece neste lugar para resgatar almas, André é levado até o Nosso Lar – uma cidade futurista (à la Niemeyer) onde os espíritos vivem normalmente trabalhando...comendo...salvando vidas...reencarnando... O local foi todo montado em computação gráfica – quando se tem as visões aéreas – pelos responsáveis por criações em Babel e Watchmen. Se a intenção foi tornar real, passou longe. É totalmente perceptível a utilização dos efeitos. Nosso Lar não é o céu; é uma espécie de sociedade perfeita, onde todas as peças funcionam, inclusive os governantes. As pessoas tem uma vida absolutamente normal.

Gosto de ir ao cinema para chorar, rir... ter emoções. Nosso Lar, não me fez mexer um músculo do meu rosto. Cansativo e redundante (conseqüênciaXcausa e vice e versa), o roteiro se resume em ficar explicando didaticamente a doutrina espírita e, mesmo assim, por conta do excesso de didatismo, o filme acaba se tornando tão chato que falha até em tentar convencer aos que não acreditam em vida após a morte, mesmo que não tenha sido essa a intenção do filme. Han ran... Senta lá!

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SHERLOCK HOLMES


O SR. HOLMES QUE EU CONHEÇO
Muitos estão dizendo que o diretor do filme (Guy Ritchie) acabou com a história e descaracterizou a figura de Sherlock Holmes. Confesso não conhecer toda a história deste personagem, mas dou os parabéns pelo belíssimo filme que me proporcionou bons minutos de entretenimento. Atuações brilhantes, ótimos efeitos e a dose exata de humor.
Sherlock Holmes é um personagem de ficção da literatura britânica criado pelo médico e escritor britânico Sir Arthur Conan Doyle. Holmes é um investigador do final do século XIX, que aparece pela primeira vez no romance A Study in Scarlet (Um estudo em Vermelho), em Novembro de 1887. Muito inteligente, Holmes entende de tudo um pouco e é detalhista a ponto de saber tudo de um crime só pelo cheiro do ambiente.
Holmes, interpretado pelo Homem de Ferro Robert Downey Jr, está em crise depressiva ao saber que seu amigo-irmão e companheiro de aventuras Dr. Watson (Jude Law) está prestes a se casar e está querendo uma vida mais tranquila, longe de confusões. A história é dinâmica e começa sem explicar nada; quem quiser que vá entendendo... mas não é difícil. Pelo contrário, a trama é simples à la Scoob-Doo. Depois de prender o místico criminoso Lord Blackwood (Mark Strong) e o mesmo ser morto, Blackwood “ressucita” e vem com um plano ainda mais maquiavélico de dominar o mundo começando pela Inglaterra. Paralelo a isso, competindo em grau de esperteza, surge sua ex-rival-amante Irene Adler (Rachel McAdams), que traz uma nova missão, deixando a certeza de uma continuação do filme.
O filme é direto, sem frescuras e o tom de humor sarcástico é sem dúvida o grande mérito do filme. As excelentes câmeras lentas que antecedem as ações calculadas do detetive e o tom londrino fazem também com que esta ação-comédia seja muito bem produzida e divertida de ser vista.
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MEU PRIMEIRO CASAMENTO


CASAMENTO DE PADRE?

A três dias de seu casamento, Vanessa (Rachael Leigh Cook) anda tendo crises de luxúria imaginando fazer sexo com todos os homens que aparecem em sua frente. Acreditando em estar pecando, por não sentir o mesmo desejo pelo seu noivo, ela vai ao confessionário desabafar com o padre e pedir conselhos espirituais. Só quem estava dentro do confessionário era Nick (Kenny Doughty) um tremendo mulherengo marceneiro que estava ali para consertar o confessionário. Cena batida e rebatida, não é?

Nick acaba se apaixonando por Vanessa e leva a história de ser padre cada vez mais a sério, o que faz com ele fique cada vez mais apaixonado e fazendo de tudo para atrapalhar o casamento dela. Quando ele vê que nada está adiantando e ele se declara para ela; de nada adianta. Vanessa não acredita e acaba se casando com seu noivo. Nick não desiste e os segue até na lua de mel, o que garante cenas para boas risadas.

A confusão só faz aumentar e o final feliz é garantido num famoso beijo com a câmera em 360°.

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UM SONHO DE LIBERDADE

UM SONHO DE FILME

Sabe quando você vai na locadora, pega um filme pelo ator e sabe que não vai se arrepender? Pois é... esse foi um caso assim. Escolhi por causa de Morgan Freeman e realmente o filme é muito bom. Apesar de não ter ganhado nenhum Oscar, Um sonho de Liberdade encanta a quem assiste – concorreu a melhor roteiro adaptado, melhor montagem, melhor fotografia, melhor som, melhor trilha sonora, melhor ator e perdeu o de melhor filme para Forrest Gump. Nada mal, não é?

O filme conta a história de Andy Dufresne (Tim Robbins), condenado à prisão perpétua e preso injustamente pelo assassinato de sua mulher adúltera. Sim, apesar de todos na prisão se considerarem inocentes, Andy realmente não havia cometido tal crime. Vivia isolado em seu mundo até conhecer Red (Morgan Freeman) – o cara que podia conseguir tudo que se quisesse do mundo de fora das grades. Essa amizade vai crescendo aos poucos e vai tornando a convivência no presídio Shawsshank menos insuportável, já que Andy começa a organizar a biblioteca do local e monta uma espécie de escritório para fazer a declaração de imposto de renda dos policiais, inclusive a do diretor falso moralista do local que começa a envolver Andy num esquema de corrupção que envolve muita grana.

Andy, apesar de saber que sair dali seria uma coisa muito difícil, mantém a esperança enquanto planeja um plano secreto de fuga que durou cerca de 16 anos.

Drama, violência, humor e a esperança são bem dosadas neste filme que tem um roteiro primoroso e merece ser apreciado.



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ALICE


NO PAÍS DE BURTON

Sem dúvidas foi a estreia mais esperada dos últimos meses. Mesmo depois das mais de 60 adaptações da história do livro clássico de Lewis Carroll, a história da garotinha que cai num buraco e lá encontra um mundo completamente novo, o diretor Tim Burton conseguiu levar muita gente ao cinema – também pela expectativa de ver o filme em três dimensões.

Quem esperava ver a mesma história de sempre se deu mal, pois a história de Buton é contada de forma peculiar (mas não tããããããão diferente) a ponto de irritar algumas pessoas que foram ver o filme.

O começo do filme beira a chatice, como se a história demorasse a sair. Dessa vez, Alice (Mia Wasikowska), já com 16/17 anos, foge de uma proposta de casamento e é atraída pelo coelho a cair no buraco. Lá, começam a desconfiar que ela não é a Alice que estavam esperando para o “gloria day” – o dia em que uma “Alice” mataria um monstro e acabaria com o reinado da Rainha Vermelha (Helena Bonham-Carter). A Rainha Vermelha é um espetáculo à parte; com seu cabeção e seu “Cortem a cabeça!” foi a grande sensação do filme, juntamente com a Rainha Branca (Anne Hathaway) – a irmã do bem- que exagerava nos movimentos das mãos e arrancava boas risadas. Johnny Depp, o Chapeleiro Maluco, não brilha e o filme vai seguindo como uma guerra entre o bem e o mal, numa mistura de brincadeira com coisa séria.

O filme todo foi filmado no tradicional e depois convertido para 3D; talvez por isso, tenha sentido falta do efeito em algumas cenas – além do óculos que me agoniava (o do Cinemark é 1000 vezes melhor) foram poucas as vezes em que eu me lembrava que estava vendo um filme em 3D. Mas quem se importa? O filme é esteticamente muito bonito, com belos efeitos visuais, figurinos, fotografia... e nenhum ponto negativo tira a genialidade da adaptação de Burton para as telonas.

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CHICO XAVIER

INTRIGANTE

Este filme de Daniel Filho foi pensado para atrair multidões. Para alguns, Chico Xavier é um anjo; para outros, um cara intrigante. Esses dois opostos podem assistir tranquilamente ao filme que tenta humanizar esse homem em pleno ano em que faria 100 anos. Me encaixando nos que acham Chico um cara intrigante, fui ao cinema.

Interpretado por três diferentes atores para diferentes épocas de sua vida, Matheus Souza na infância, Ângelo Antônio na juventude e Nelson Xavier, este último realmente impressiona pelas características físicas já semelhantes e fica pra ele todo o mérito do filme. Nelson que, muitas vezes não é reconhecido como deveria, dá um show de interpretação. Chico Xavier mostra toda a história de vida deste médium através de milhares de centenas de flashbacks. Isso porque o filme é concentrado num debate que aconteceu em 1971 num programa chamado Pinga Fogo que era ao vivo e deveria durar 60 minutos, mas acabou durando cerca de 3 horas. Nesse programa ele foi sabatinado por pessoas que queriam “desmascará-lo” e até psicografou ao vivo...

Esta cinebiografia foi contada de forma fria e algumas vezes cômica – ao ver suas cenas com Emmanoel – seu guia espiritual, a ponto de só emocionar em dois momentos que nem pertencem à Chico; uma quando Cristiane Torloni desabafa sobre a morte de seu filho com a mãe do “assassino” e quando Tony Ramos fala que é ateu, mas que acredita na carta de seu filho psicografada por Chico – mesmo assim são cenas rápidas, mas que não prejudicam o filme. Pelo contrário, talvez tenha sido esse o maior desafio do diretor; fazer com o filme não virasse um melodrama como Dois Filhos de Francisco ou Lula.

Sucesso de público garantido, tanto que ficou algumas semanas no topo das bilheterias nacionais e um ótimo filme do começo ao fim (literalmente), já que pela primeira vez vi o público da sala de cinema ficar até a última letrinha dos créditos finais. Esse fato aconteceu porque cenas reais de Chico Xavier no Pinga Fogo são passadas enquanto passa os créditos do filme.

Detalhe: Esse texto não foi psicografado.

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O LOBISOMEM


OS LOBISOMENS

Após 25 anos trabalhando como ator em outro país, Lawrence Talbot (Benicio del Toro) retorna ao castelo de seu pai (Sir John - Anthony Hopkins) para investigar a morte brutal de seu irmão e acha que essa morte está ligada a um acampamento de ciganos que está na cidade até ser mordido por um lobo que está atacando geral; decepando, chupando sangue, eviscerando e devorando. Realmente! Eu vi com meus próprios olhos... rs – Não chega a ser trash, mas se aproxima muito. Dessa mordida, a maldição também o pega e além de sofrer por isso, o “bichinho” ainda sofre por ser renegado pelo pai, por ter visto (quando criança) a mãe morta e por ser considerado louco numa clínica psiquiátrica onde é internado.

O filme TODO é em tom de cinza e a fotografia dá um charme todo especial na arte de retratar a década de 40 na Inglaterra – é como ver um filme antigo no cinema -, mas isso me incomodou muito, pois numa sala de cinema escura, em muitos momentos quase eu caí no sono. Em O Lobisomem é tudo muito tradicional, a exceto dos efeitos especiais que fazem a transformação homem-lobisomem, mas também o diretor Joe Johnston nem poderia inventar muito porque senão não seria uma refilmagem e sim, um novo filme. A batalha final entre pai e filho transformados em lobos é o ápice do filme: terror, suspense, drama e comédia. Sim, comédia. Chega a ser engraçado ver o Sr. Hopkins se transformando e rasgando a camisa para enfrentar o filho.

De Hannibal Lecter à Lobisomem, Anthony Hopkins dá um show quando o assunto é interpretar “monstros”. O restante do elenco também é formidável com Benicio Del Toro e Emily Blunat (só depois que acabou o filme é que eu fui me lembrar que era ela; a de O Diabo veste Prada).

Para quem espera muito deste filme, as chances de se decepcionar não são poucas.

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GUERRA AO TERROR


GUERRA À GUERRA


Surpreendentemente lindo. Não gosto de filmes de guerra onde se tem tiro pra lá e tiro pra cá a todo o momento, mas fui vê-lo porque sabia que tinha algo diferente para ele ter ganhado o Oscar de Melhor filme. E realmente tem! Não é um filme de guerra; e eu adorei. Começando com a frase "a guerra é um vício" (tirada do livro War is a Force That Gives Us Meaning, do jornalista Chris Hedges), já mostra o que nos espera – a guerra num drama psicológico.


Depois de tanto explorada, principalmente depois das versões spielberguianas e da guerra no Iraque, o tema “guerra” é mostrado de uma forma poética - o lado e o terror vivido pelo esquadrão responsável por desarmar bombas em Bagdá. Mas as bombas não são desarmadas como nos filmes em que se tem cortar o fio vermelho ou azul...


Jeremy Renner interpreta o herói (ou anti herói) que já desarmou mais de oitocentas bombas e não teme em fazer o que for necessário para desarmar mais e mais; sem medo do perigo. Em uma das cenas, ele entra embaixo do chuveiro com roupa e ainda assim, escorre sangue pelo ralo e em outra ele tira uma bomba de dentro de um cadáver de um garoto. Chocante, não!? Vocês precisam é ver a cena... coisas de uma guerra.


Quando se passa os 38 dias do revezamento, ele volta pra casa e a guerra continua em sua cabeça ao conversar com sua mulher sobre o que acontecia em campo e a ensinar ao seu filho (ainda bebê) que na idade do pai, só se ama de verdade uma pessoa – esta parte ocupa pouquíssimo tempo dos 130 minutos da trama.


Sinceramente não sei se posso chamar Guerra ao Terror de filme, já que em muitos momentos via como um documentário. Atuações brilhantes, poucos diálogos, fotografia genial e o ritmo lento no agoniante uso da câmera lenta, fazem com que a direção de Kathryn Bigelow nos transporte para a agonia da guerra e com que a tensão permaneça no espectador do começo ao fim. Guerra ao Terror não tem um enredo com início, meio e fim; mostra que cada dia em uma guerra pode ser o último dia de um soldado ou de qualquer que estiver por perto.

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PREMONIÇÃO 4


A MORTE QUANDO VEM, VEM PARA MATAR

Ouvi alguns comentários negativos sobre o filme, mas como eu vi os três primeiros da série, claro que eu não ia perder esse. Gosto de filmes do gênero e de ter a minha opinião, então decidi ver, e o que é melhor: em 3D – uma “ótima grande sacada genial” pra este filme, já que o roteiro é o mesmo de sempre – o que torna o filme bastante previsível.

Nick e mais três amigos estão numa corrida de carros, quando ele enxerga um grande acidente e prevê a morte de todos que estavam à sua volta na arquibancada. Nick tenta avisar às pessoas, cria uma confusão e quem consegue sair realmente se livra da morte. Mas apenas se livraram dessa vez. Se todos que ele previu deveria morrer, então isso tinha que se cumprir e a morte dos sobreviventes começa a acontecer na mesma ordem em que ele previu.

Como nos outros filmes, quando o protagonista percebe a sequência das mortes, tenta avisar a todos e a tentar “mexer no destino” para escapar da morte. Tudo muito igual aos outros. O que me choca são os pós-morte; o que se gastou para reproduzir membros do corpo, órgãos vísceras e afins para, muitas vezes mostrar que a pessoa foi “triturada”, não está no gibi. As mortes nesse quarto filme são bem mais fortes (ou seria melhor dizer... trash?) e o que me deixa surpreso é que, diferente dos outros (é impossível não comparar) todo mundo fica esperando as mortes, torcendo pela “eliminação” de cada personagem.

O final é como se realmente fosse dizer que o último da série. Será? (Disseram que o terceiro era o último, mas parece que a ambição falou mais alto). Só sei que nessa queda de braço, a morte vence, porque ela quando vem, vem para matar - hahaha. Não importa o que se faça, quando é chegada a hora, já foi!

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SHOW DE VIZINHA

VIZINHAÇA BOA

O que acontece quando um bom aluno conhece uma vizinha boa? Essa é a história de Show de Vizinha – uma típica comédia adolescente, com high school e sexo.

Emile Hirsch é Matthew, um dos melhores alunos da sua turma que está se formando e almeja ser presidente dos EUA. Ele consegue arrecadar U$25 mil para ajudar a trazer do Camboja um jovem gênio e, nesse meio termo, ainda precisa fazer um belo discurso para ganhar uma bolsa de estudos para a faculdade de Georgetown. Tudo na sua vida é muito certinho (e isso o incomoda) até ele se apaixonar por sua nova vizinha Danielle (Elisha Cuthbert), uma linda e atraente atriz de filme pornô.

Danielle tem um encrequeiro ex-namorado e produtor de filmes pornôs muito ambicioso (Kelly – Timothy Oliphanty) que quase acaba atrapalhando toda a sua vida – apronta um monte e ainda rouba o dinheiro arrecadado para trazer o jovem gênio do Camboja (apelidado de Samsung) e, se não fosse a ajuda das outras duas pernas do tripé – seus dois grandes amigos nerds inseparáveis (Klitz e Eli – Paul Dano e Chris Marquette, respectivamente), tudo ia por água baixo.

Matthew aparece no seu discurso para conseguir a bolsa de estudos completamente dopado de Ecstasy e ainda assim faz um belo discurso; infelizmente não consegue a bolsa, mas nos dá a sequência mais engraçada do filme. No fim, todo mundo se dá bem e ele ganha muito dinheiro com um novo filme educativo sobre sexo para adolescentes.

Com poucas cenas onde se ri de verdade, Show de Vizinha é um filme para ver quando você não estiver fazendo nada.

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LULA, O FILHO DO BRASIL


TEIMOSO

A primeira coisa que me impressionou foi ver que todos os trailers que antecederam ao filme eram de filmes brasileiros e, quando começou o filme, tive a segunda surpresa: a questão de dizer que não houve dinheiro público envolvido na realização do filme. Não precisava dizer isso; bastava divulgar na imprensa... (depois dizem que não houve interesses políticos por trás do lançamento desse filme. Mas lá no finalzinho desse texto eu discorro mais sobre essa discussão).

Sem dúvida Lula, o filho do Brasil foi o lançamento mais aguardado (por sua polêmica) do cinema nacional este ano e também não há dúvidas que Lula teve e tem uma ótima história a ser contada. Nada muito diferente de milhões de nordestinos que vão em busca de uma vida melhor em São Paulo. Começa com aquele clima meio Vidas Secas e 2 Filhos de Francisco no sertão nordestino e mostra o pai de Lula indo embora pra São Paulo, um pouco antes dele nascer. Mostra-se um pouco das dificuldades sofridas por D. Lindu – mãe de Lula interpretada por Glória Pires e, logo em seguida toda a família segue também para São Paulo tentar a sorte. Lá também encontram a pobreza, mas segundo D. Lindu, nada comparado ao que eles passavam no Nordeste. Já em São Paulo, Lula sofre com o alcoolismo do pai que ainda o obriga a trabalhar e não gosta de vê-lo estudar. Mostra um Luis Inácio inteligente e esforçado na escola a ponto da professora querer criá-lo.

O menino vai crescendo e perde sua casa, que é invadida pela água durante uma forte chuva (numa cena muito mal feita por sinal. As pessoas caminham no chão e ao mesmo tempo estão no teto. Estranhão!). Isso já aconteceu no Brasil? Lula entra para o SENAI e se forma em torneiro mecânico. Nessa profissão ele vai ganhando seu dinheirinho, se casa com uma amiga da adolescência – por quem se mostra muito apaixonado, perde o dedo, fica desempregado, consegue emprego novamente e começa a se envolver com as questões do Sindicato dos Metalúrgicos – coisa que ele nem ligava anteriormente. Não tava nem aí... Impressionante como as coisas mudam!

Engraçado. A gente acha que sabe da história de Lula, mas na verdade só sabia que ele era pobre, que não tem formação escolar, que era torneiro mecânico, que tem um dedo a menos e que virou presidente da República. O filme mostra muito mais que isso. Não sabia que ele tinha perdido sua mulher e filho na hora do parto por falta ou má atendimento de um hospital – isso ainda acontece?, e da forma curiosa que ele conheceu sua atual esposa Marisa.

Boas atuações e pouco tempo pra contar muita coisa. Claro! Se mantesse o ritmo e fosse maior ninguém ia agüentar, só acho que ficaram algumas lacunas, mas nada muuuuuuuuito discrepante. A última cena é Lula sendo levado novamente para a prisão por policiais da ditadura após manifestantes pedirem a liberação dele; depois disso, só informativos e a imagem dele no carro presidencial acenando para o povo no dia da sua posse, já prevendo o alto grau de popularidade que ele viria a alcançar com seu governo. Popularidade esta que vem sendo utilizada para abocanhar público para o cinema e fazer com que, de certa forma, o seu partido ganhe força para concorrer às eleições presidenciais deste ano de 2010. Não tem ninguém idiota! É claro que o filme foi lançado estrategicamente. Lógico! De qualquer forma, vale a pena ser conferido pelos eleitores (ou não) dele e adversários políticos.

Os atores que interpretaram o protagonista nas três fases de sua vida estão de parabéns: Rui Ricardo Diaz, Guilherme Tortolio e Felipe Falanga (que apanhou de verdade numa cena... tadinho!)

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O AMOR NÃO TIRA FÉRIAS


NÃO TIRA MESMO!

Quase tudo que já se escreveu sobre o amor é verdade e, segundo Shakespeare, encontro de amor é uma jornada finda. Com essas frases, começa a irresistível história narrada pela frágil e sofrida Íris (Kate Winslet – sim! Ela mesmo de Titanic...) – uma especialista em amor não correspondido que, há mais de 3 anos é apaixonada e enganada por outra mulher. Ao anunciar na internet sua casa para intercâmbio, Íris conhece Amanda (Cameron Diaz) – outra mulher que está decepcionada com os homens porque acabou de descobrir que seu namorado a traiu ; rica e de personalidade forte, Amanda trabalha muito em sua produtora de trailers de filme para cinema.

Em pleno finzinho de ano... Natal e preparativos para o revéillon, Íris e Amanda decidem tirar férias e uma vai para a casa e país da outra passar duas semanas para fugir do amor. Mas quem disse que isso é possível? rs.

Amanda logo fica entediada e decide desistir da tudo até conhecer Graham (Jude Law) – irmão de Íris; os dois se apaixonam mas não querem admitir devido à distância e ao fato de Graham ter duas filhas. Já Íris, logo se acostuma com a comodidade da mansão de Amanda e se apaixona pelo amigo do ex namorado da dona da casa – Miles (Jack Black); de quebra, ela começa uma linda amizade com um senhor ex roteirista de Hollywood – Arthur (Eli Wallach). Íris descobre como ser uma mulher de garra através das personagens dos filmes que Arthur a recomendava.

O filme, da mesma diretora de Do que as mulheres gostam, Nancy Meyers, é comovente e consegue falar sobre dois assuntos que eu particularmente adoro: cinema e amor. Além de trazer boas reflexões e frases sobre o amor, também traz críticas à Hollywood moderna e faz comentários sobre filmes e trilhas sonoras antigas. A química entre Cameron Diaz e Jude Law é perfeita e Diaz arrasa nas caras e bocas de seu personagem, conseguindo arrancar boas risadas. Sem falar nas cenas em que ela escuta sua vida como trailer de filme são hilárias. Parece e poderiam ser dois filmes totalmente distintos, mas é muito bom ver a forma inteligente e divertida como as coisas vão se encaixando ao longo do filme. Vale muito à pena.

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AVATAR

3D, 4D, 5D...

Não. Antes que me perguntem, eu não fui ver em 3D (rs) e creio que isso não tenha influenciado em nada a minha opinião. Afinal, eu fui ver o "filme mais caro da história do cinema" e não um monte de coisa caindo em cima de mim. Se bem que uma coisa acaba puxando a outra, mas tudo bem... Apesar de ser um dos filmes mais esperados dos últimos tempos, não estava esperando muita coisa porque não tinha gostado do trailer e foi a melhor coisa que fiz porque me surpreendi muuuuuuuuuuuito.

Jake Sully é convocado para trabalhar numa missão onde ele terá que se amigar com os nativos de uma terra chamada Pandora - os na’vis - cheia de recursos minerais valiosíssimos, para convencê-los a deixar o local e a exploração poder ser feita. Paraplégico, ele é escolhido por seu irmão gêmeo (que estava na missão anteriormente) ter morrido e as características genéticas (claro!) serem bastante parecidas, podendo assim aproveitar o avatar que já estava produzido para a missão e assim ele tem a chance que queria para se auto-afirmar como “capaz”.

Mas que diaxo é avatar? Avatar é um ser criado com as combinações genéticas de um ser humano e de um na’vi. Têm a forma de um na’vi e são movimentados através do pensamento do humano que ficam dentro de uma cápsula cheia de aparelhos. Como falei anteriormente, eles foram criados para se infiltrarem dentre os na’vis e colher informações para tornar mais fácil a exploração da terra deles.

Em sua primeira missão no planeta dos na’vis, Jake se perde e é ajudado por uma bela na’vi chamada Neytiri, que acaba descobrindo que ele é uma espécie de “o escolhido” pela deusa Ewya. Ele ganha tanto a confiança dos na’vis que acaba causando desconfiança por parte dos militares e empresários com espírito colonialista; aprende muita coisa sobre a natureza e se torna cada vez mais um na’vi, e até se apaixona por Neytiri. Todo esse envolvimento não é o suficiente para impedir que os humanos ataquem a moradia dos nativos e aí surge a grande guerra-revanche organizada e planejada por Jake.

O filme não é um filme de guerra, como pode parecer no trailer; é épico, romance, aventura... é demais! Me lembrou muito O Senhor dos Anéis... mundo criado, línguas, seres diferentes, alternância entre momentos que dá sono e lutas... rs, sem falar que (não poderia deixar de comparar – já que este filme também é de James Cameron) a hora em que a árvore gigante cai, em muito lembra o naufrágio do filme Titanic (muito bem observado pelo meu amigo Leonardo).

Resumo da ópera: o filme é muito bom a ponto de nem perceber o quanto ele dura e, de certa forma, se acabasse logo após o ataque dos humanos já tava bom demais da conta e daria uma bela lição de moral.


Veja aqui o trailer que quase me faz desistir de ver o filme:

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